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Sexta-feira, 04 de Setembro 2026
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Virtudes do amor

O amor é paciente, é benigno

Virtudes do amor
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Paulo, o apóstolo, na primeira epístola aos Corintias disse que: “O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, ao se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade, tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” .

Essa afirmação, além de traduzir de maneira simples e direta o amor, elencou suas nove virtudes, quais sejam: a paciência, que se caracteriza pelo equilíbrio emocional e mental em qualquer situação do cotidiano. A tolerância, ou seja, o aceitar e compreender as diferenças. A benevolência que se evidencia naquele que se contenta em fazer o bem e acaba por viabilizar a quarta virtude que é a manifestação incondicional do sentimento fraternal, ou seja, a incondicionalidade. A quinta virtude é a maturidade, eis que o amor não arde em ciúmes que, aliás, faz parte de uma visão possessiva do meio, do outro, e faz mal à pessoa ao lhe trazer inquietação emocional e mental. Como o amor “não se conduz inconveniente”, a sexta virtude é o respeito, mesmo porque o direito de alguém termina quando começa o do outro. A seguir vem o perdão, enquanto a melhor forma para romper com o passado, libertando aquele que perdoa. A oitava virtude é a lealdade, caracterizada pela forma ética de proceder em qualquer situação, e a nona virtude é a humildade que está sedimentada na prática de atos embasados na caridade.

Esse ensinamento também demonstra que o amor resume a doutrina do Cristo, “visto que esse é o sentimento por excelência, e os sentimentos são instintos elevados à altura do progresso feito. O ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol inteiro que condensa e reúne em seu ardente foco todas as superações e todas as revelações sobre-humanas.” .

Enfim, se é certo que a face real do amor é bem mais ampla do que a simples afeição entre pessoas, após alguma reflexão, talvez possa ser conceituado como a atração e a conexão entre todas as almas e o mundo.

1 Corintios 13:1-13

  Allan Kardec – O Evangelho Segundo o Espiritismo.

* Paulo Eduardo de Barros Fonseca,  Governador 2006/2007 do Distrito 4430 de Rotary International

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