Pesquisa do Procon-SP revela que 81% dos entrevistados não contratariam serviços ou comprariam produtos de empresas que utilizam essa prática
Levantamento feito pela Fundação Procon-SP, vinculada à Secretaria da Justiça e Cidadania, revela que 90,26% dos 1.068 entrevistados declararam considerar útil saber quais empresas exploram mão de obra escrava e/ou infantil. A maioria desta base de dados, 81,18% (867), afirmou que, caso soubesse que a empresa utiliza essa prática, não contrataria seus serviços ou compraria seus produtos.
A pesquisa revela ainda que, a maioria dos consumidores não se considera capaz de identificar se o produto ou serviço está relacionado ao uso de mão de obra escrava e/ou infantil: produtos 90,36% e serviços, 77,62%.
Partindo da hipótese de o consumidor efetivamente constatar ou verificar indícios de exploração deste tipo de mão de obra e querer denunciar, a pesquisa disponibilizou este questionamento. A resposta obtida foi que mais de dois terços dos entrevistados, 67,51%, não saberiam como proceder.
O questionário contendo perguntas sobre uso de mão de obra escrava e/ou infantil no mercado de consumo foi disponibilizado no site da fundação entre os dias 30 de julho e 19 de agosto. O objetivo foi verificar junto ao consumidor se há interesse em saber sobre essa prática na produção/oferta de produtos e serviços e qual o seu comportamento diante de informação de que a empresa utiliza essa prática.
A pesquisa é uma ação realizada pelo Núcleo de Inteligência e Pesquisas da Escola Paulista de Defesa do Consumidor - EPDC do Procon-SP.