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Sábado, 12 de Setembro 2026
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Uma grande deferência

Colunista Paulo Eduardo de Barros Fonseca

Uma grande deferência
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A doutrina espírita não usa imagens, mas não condena aquelas que usam. Aliás, há notícias de que Chico Xavier, em sua humildade, tinha imagens de santos e, sobretudo, tinha muita fé em Nossa Senhora da Aparecida, padroeira espiritual do Brasil.
Pois bem. Há alguns anos fiz uma viagem para Portugal com um grupo de amigos e, dentre vários locais, fomos à cidade de Fátima para visitarmos o Santuário de Fátima, erguido em 1917 após a aparição de Nossa Senhora aos pastorinhos Jacinta, Francisco e Lúcia de Jesus.
O local, repleto de peregrinos, exala emoção, uma enorme espiritualidade e muita paz. Várias pessoas, com visível sentido de fé, cumpriam promessas e oravam com fervor diante da imagem que representa a Virgem de Fátima.
Há uma forte energia naquele local!
Eu já havia visitado o local e, naquela ocasião, um fato para mim inusitado chamou minha atenção. Quando me dirigi à capela para fazer minha oração tive a impressão de que a imagem movimentava sua boca, como que em oração. Embora estivesse acompanhado por três amigos silenciei-me, agradecendo à espiritualidade amiga por tal deferência.
Mas, nesta segunda viagem, portanto, pela segunda vez, o fato se repetiu!!! Só que desta vez, ao contrário do que ocorrera na primeira, não consegui me conter, quebrei o silêncio e dividi aquele momento com algumas pessoas do nosso grupo.
Foi assim que convidei minha mulher para que observasse a imagem e ela surpresa teve a mesma sensação.
Não satisfeito, convidei separadamente outros dois casais para que observassem a imagem com atenção, obviamente, sem nada relatar. Após alguns poucos momentos, atônitos, todos foram unânimes em dizer que a boca da imagem se movia como se estivesse “falando”. De um deles, coronel da Polícia Militar e engenheiro, portanto, homem das ciências exatas, ouvi a seguinte expressão: “será que estou maluco? a imagem está falando”! Os demais, sensibilizados, pareciam não crer naquilo que seus olhos viam.
Como é possível imaginar, a emoção tomou conta do grupo que, passada a surpresa inicial, cada qual em sua crença, silenciosamente, fez sua oração agradecendo a Deus pela oportunidade e, lembrando de Jesus quando disse que “onde houver duas ou mais pessoas reunidas em meu nome eu me farei presente”, todos felizes e renovados com essa grande deferência, seguiu com a visitação.

 Paulo Eduardo de Barros Fonseca

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