SEMANÁRIO ZONA NORTE - JORNAL DE MAIOR CIRCULAÇÃO NA ZONA NORTE

Um projeto de Nação

No último dia 21 de julho completaram-se exatos 50 anos que o primeiro homem pisou na Lua.

No último dia 21 de julho completaram-se exatos 50 anos que o primeiro homem pisou na Lua. Sem computadores, como os que temos hoje, num mundo ainda analógico, o homem se despregou de nossa atmosfera, ganhou o espaço e dominou o voo até o pouso no astro que até então só acalentava o sonho dos casais apaixonados. Com todas as tecnologias que dispomos hoje, podemos imaginar o enorme esforço feito à época por aqueles que conseguiram tal intento.

Ao tratarmos dessa conquista alguns aspectos chamam a nossa atenção. O primeiro deles, ligado à tal façanha, resultar de um projeto de uma nação que pensou alto e buscou a conquista de outros astros em nosso sistema. O outro elemento de relevância é que o grande, ou os grandes ganhos obtidos nessa empreitada, não estariam no solo daquele satélite em que as missões lunares pousaram, mas sim em todos avanços científicos e tecnológicos que trariam grande impacto em todo desenvolvimento da humanidade.

Nós, como uma nação com muitas carências e que tem pela frente uma série de desafios, podemos nos valer dos ensinamentos trazidos por este importante evento.

Primeiramente ressalto a importância de mobilização em torno de um projeto nacional, mobilização que perpassa os períodos governamentais e coloca lado a lado múltiplos setores da sociedade, entre eles a academia e o setor produtivo. Os grandes desafios requerem um esforço por um período longo e que não podem estar restritos a poucos, mas sim a toda a nação. Da mesma forma é relevante sabermos que o primeiro passo dado pelo homem na Lua foi resultado de milhares de outras conquistas planejadas ao longo de todo o programa. Planejamentos bem feitos e estratégias corretas é que levam às grandes vitórias.

Se quero combater a fome ou erradicar a miséria não vou conseguí-los de forma direta, distribuindo comida ou dinheiro para os mais necessitados e sim, dando a essas pessoas condições para que, com seus próprios esforços, eliminem as suas carências. A educação é a grande estratégia para esses e para outros males.

A outra questão aqui presente é o olhar além do horizonte. O pensar grande é instigante e faz, na maioria das vezes, se alcançar conquistas que não se imaginava atingir. Não podemos deixar de lado as nossas maiores deficiências e para elas devemos adotar as melhores estratégias, mas isso não quer dizer que devamos abdicar de objetivos maiores que podem estar logo ali ou lá no espaço sideral.

O crescimento como nação só tem um caminho: o da ciência e da tecnologia e é por aí que devemos seguir se queremos um futuro melhor.

*Analista do Núcleo de Estudos Estratégicos em Defesa e Segurança da UFSCAR (NEEDS)

 

 

General Eduardo Diniz

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Um projeto de Nação

No último dia 21 de julho completaram-se exatos 50 anos que o primeiro homem pisou na Lua. Sem computadores, como os que temos hoje, num mundo ainda analógico, o homem se despregou de nossa atmosfera, ganhou o espaço e dominou o voo até o pouso no astro que até então só acalentava o sonho dos casais apaixonados. Com todas as tecnologias que dispomos hoje, podemos imaginar o enorme esforço feito à época por aqueles que conseguiram tal intento.

Ao tratarmos dessa conquista alguns aspectos chamam a nossa atenção. O primeiro deles, ligado à tal façanha, resultar de um projeto de uma nação que pensou alto e buscou a conquista de outros astros em nosso sistema. O outro elemento de relevância é que o grande, ou os grandes ganhos obtidos nessa empreitada, não estariam no solo daquele satélite em que as missões lunares pousaram, mas sim em todos avanços científicos e tecnológicos que trariam grande impacto em todo desenvolvimento da humanidade.

Nós, como uma nação com muitas carências e que tem pela frente uma série de desafios, podemos nos valer dos ensinamentos trazidos por este importante evento.

Primeiramente ressalto a importância de mobilização em torno de um projeto nacional, mobilização que perpassa os períodos governamentais e coloca lado a lado múltiplos setores da sociedade, entre eles a academia e o setor produtivo. Os grandes desafios requerem um esforço por um período longo e que não podem estar restritos a poucos, mas sim a toda a nação. Da mesma forma é relevante sabermos que o primeiro passo dado pelo homem na Lua foi resultado de milhares de outras conquistas planejadas ao longo de todo o programa. Planejamentos bem feitos e estratégias corretas é que levam às grandes vitórias.

Se quero combater a fome ou erradicar a miséria não vou conseguí-los de forma direta, distribuindo comida ou dinheiro para os mais necessitados e sim, dando a essas pessoas condições para que, com seus próprios esforços, eliminem as suas carências. A educação é a grande estratégia para esses e para outros males.

A outra questão aqui presente é o olhar além do horizonte. O pensar grande é instigante e faz, na maioria das vezes, se alcançar conquistas que não se imaginava atingir. Não podemos deixar de lado as nossas maiores deficiências e para elas devemos adotar as melhores estratégias, mas isso não quer dizer que devamos abdicar de objetivos maiores que podem estar logo ali ou lá no espaço sideral.

O crescimento como nação só tem um caminho: o da ciência e da tecnologia e é por aí que devemos seguir se queremos um futuro melhor.

*Analista do Núcleo de Estudos Estratégicos em Defesa e Segurança da UFSCAR (NEEDS)

 

 

General Eduardo Diniz

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