Jesus, cuja presença entre os homens e diversas passagens de sua vida foram previstas pelos profetas, ao relatar aos apóstolos que estava por terminar sua missão no plano da matéria disse-lhes: “Agora que vou para aquele que me enviou, nenhum de vocês me pergunta: 'Para onde vais?'.
Porque falei estas coisas, o coração de vocês encheu-se de tristeza. Todavia, digo-vos a verdade: que vos convém que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, se eu for, enviar-vo-lo-ei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo: do pecado, porque não creem em mim; da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais; e do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado. Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir.
Ele me glorifi cará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.” (João 16:5-14). Por tais palavras, absolutamente explícitas, Jesus, que veio ao mundo para atualizar a moral da Lei e dar notícia do mundo espiritual, pois que Seu reino não é deste mundo, em tom profético revelou à humanidade que aquilo que Ele não pode esclarecer em razão do grau evolutivo do povo daquela época seria anunciado no futuro pelo Consolador, também chamado de Espírito da Verdade.
Passados quase dois mil anos, tais esclarecimentos já foram apresentados, mas, porque ainda apegadas às coisas da matéria, as pessoas ainda têm dificuldades para buscar melhor e maior compreensão dos ensinamentos, e, tal qual Jesus, o Consolador terá de afi rmar: “Eu não vim destruir a Lei”.
Valorizando o magistério do Mestre no sentido de que devemos “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”, o Consolador, por meio da doutrina espírita, sem qualquer alegoria, lembra a humanidade da necessidade do cumprimento da Lei e traz a boa nova na certeza da vida espiritual e da reencarnação, confortando os que sofrem ao mostrar a causa e fi nalidade dos embates do cotidiano que, em sendo superados com resignação e persistência, viabilizam o progresso do espírito e a felicidade futura.
Pelas obras codifi cadas por Allan Kardec, a doutrina espírita, calcada no tripé: ciência, fi losofi a e religião, apresenta a moral do Cristo e que a vida continua após daquilo que chamamos de morte, posto que o corpo material e o espiritual são distintos, e explica que o espírito, por sua individualidade, retorna à vida material sempre que necessário para prosseguir sua evolução.
Enquanto a filosofia da ciência, da religião e da moral, a doutrina espírita, é a síntese essencial dos conhecimentos humanos aplicada à investigação da verdade, a ciência das ciências, que ajuda na compreensão acerca do signifi cado da existência da vida no universo.
Aquele que estuda e procura compreender suas revelações, inevitavelmente, passa por um processo de amadurecimento espiritual porque sem ambigüidade, além de recordar dos verdadeiros princípios da lei divina, adquire conhecimentos que faz com que saiba de onde vem e para onde irá, bem como porque está sobre a terra.
No mínimo, isso traz consolação pela fé raciocinada e pela esperança. Os homens pedem sinais aos céus e as evidências são enviadas; agora, como já disse Jesus, "Ouçam aqueles que têm ouvidos para ouvir", inclusive para que os afl itos sejam consolados.
*Governador 2006/2007 do Distrito 4430 de Rotary International.