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Quarta-feira, 11 de Março 2026

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Um cenário distópico

Distopia: substantivo feminino, lugar hipotético onde se vive sob sistemas opressores, autoritários, de privação, perda ou desespe

Um cenário distópico
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Distopia: substantivo feminino, lugar hipotético onde se vive sob sistemas opressores, autoritários, de privação, perda ou desespero.

Um termo criado como antítese à palavra utopia, foi pela primeira vez usado por John Stuart Mill, político inglês, em 1868, ao falar da distância que a sociedade inglesa estava da sua condição ideal imaginada (a sua utopia).

Alinhado a esse conceito, observou-se na literatura, inicialmente, e depois no cinema e na televisão uma série de obras que, retratando o futuro, mostrariam a seu público, cenários em que existe opressão, desespero e onde a injustiça é prática corrente.

Os exemplos desses cenários, só para se citar os mais famosos, encontramos em livros como 1984 de George Orwell, Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley, The Handmaid’s Tale de Margareth Atwood,  muitos deles transformados em filmes ou séries de TV.

Jamais imaginaria e creio, nem o mais criativo escritor que vivesse no Brasil em que nasci, pudéssemos hoje, num país com Constituição e politicamente organizado, estarmos vivendo esse verdadeiro pesadelo distópico.

A justiça só existe para os mais poderosos ou para aqueles que podem contratar os melhores advogados. A suprema Corte que deveria tomar conta de tudo isso, formada em sua maioria por “magistrados" cujo senso de ética é inexistente, dá liberdade a criminosos confessos e manda prender e persegue os cidadãos que são contra o seu proceder.

O Legislativo ao invés de se debruçar sobre os verdadeiros problemas nacionais e atuar para resolvê-los, se distancia do seu eleitorado, olha apenas os seus interesses e, assim, é mais um componente no sistema a emperrar o caminho para o desenvolvimento e para a almejada  justiça social.

Tornando o ambiente mais inseguro e desesperador, vem a pandemia da Covid que, além de afetar diretamente a economia e a condição financeira de milhões de brasileiros, traz a todos, ricos ou pobres, a incerteza e aleatoriedade dos riscos que cada um irá enfrentar se infectado.

Fechando a tampa desse caixão de angustias e desesperança, aquele que se anunciava como o grande salvador da pátria, depois de décadas de uma administração corrupta e ineficiente da esquerda, ao invés de se debruçar sobre as grandes questões nacionais, foca nos assuntos menores que é até onde a sua inteligência alcança, ao invés de unir o país contribui de forma enérgica para dissociá-lo no embate entre direita e esquerda, não ouve, não planeja, age por impulso e, por conta da prole, de integridade no mínimo duvidável, se coloca contra os que verdadeiramente lutam contra a corrupção.

E o povo? Este caminha em frente como aqueles personagens da série conhecida de TV The Walking Dead, nada os abala.

 

Eduardo Diniz um cidadão brasileiro

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