A humanidade passa por um processo de conciliação entre o estrondoso avanço científico e tecnológico e os valores sociais - éticos e morais -, que funcionam como um alicerce para o bem comum e ajudam a manter a ordem e a segurança dentro da sociedade.
Esse visível descompasso expõe que os vícios como: orgulho, ambição e egoísmo, ainda comandam as estruturas sociais, tornando o ser humano vulnerável e distante da plenitude espiritual que deveria cultivar.
Essa realidade talvez revele a falência moral da civilização que já domina a tecnologia, mas se mostra incapaz de promover a fraternidade ao se deixar aprisionar por velhos instintos de dominação e destruição.
As consequências individuais disso são constatadas na crise sem precedentes em relação à saúde mental, impulsionada por estresse, incertezas e isolamento, e, coletivamente, com a existência de guerras que retratam o predomínio dos instintos mais primitivos do homem sobre a razão esclarecida e revelam a inferioridade moral de um povo ou desta época.
Diante dessa constatação é preciso admitir que ainda estamos longe de sermos uma humanidade renovada, evoluída, em paz e que o desafio deste tempo é que a humanidade consiga equilibrar a evolução científica e tecnológica com a vivência da ética, da solidariedade e, sobretudo, do amor ao próximo.
O chamado do presente é transformar o mundo que herdamos para legar às gerações futuras - onde a fraternidade seja mais do que um mero ideal distante - uma realidade viva que promova a harmonia e sirva de pilar para o equilíbrio, respeito e a paz entre os homens e as nações.
No dizer de Mahatma Gandhi: “não existe um caminho para a paz. A paz é o caminho.". Portanto, a paz é a forma de viver e agir focando na transformação pessoal para um mundo melhor, a qual se constrói nas atitudes diárias e na harmonia interior e exterior, servindo de alicerce para o bem-estar de todos, garantindo a tranquilidade pública e o funcionamento seguro da sociedade.
Assim, como disse Chico Xavier, “se conservareis o amor no coração – obra divina do universo -, nunca te perderas na sombra, porque terás convertido a própria alma em luz”, mesmo porque, repita-se, a paz do mundo começa no íntimo de cada um de nós, com base no respeito mútuo, na compaixão e no amor.
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