A humanidade vive tempos difíceis. A toda evidência, os valores praticados pelas pessoas em todo mundo já não são suficientes para dar sustentabilidade à sociedade global.
Em determinado local inúmeros são os escândalos éticos e morais que diariamente são divulgados. Noutro lugar a natureza mostra que o homem cuida mal do planeta, que é sua morada. Tragédias naturais se repetem... são terremotos, vulcões que eclodem, aviões que caem, falta comida e água, etc. O homem promove a insensatez da guerra, causando mortes e sofrimento. Parece que a vida humana, maior dadiva divina, deixou de ser respeitada... É irmão contra irmão, pai contra filho, filho contra pai. Problemas de saúde, principalmente mental, e sociais eclodem todos os dias. Dor e lamento tornam-se uma constante no dia a dia.
De fato, vivemos momentos de transformações, ou melhor, de profundas mudanças, a quais trazem e causam incertezas e preocupações de toda ordem.
O que fica muito claro é que neste período de mudanças a humanidade passa pelo resgate de valores esquecidos em nome de uma falsa liberdade e igualdade, bem como de um falso amor que alimenta somente a matéria.
Desse quadro é de se admitir que a humanidade enfrenta uma transição planetária e precisa estar preparada para as dificuldades que, em razão da própria ação do homem, o mundo vivência. Essa nova ordem planetária que está sendo implementada, embora seja impostergável, se dá de forma lenta e gradual.
Por isso é tempo de lembrar que é na família onde tudo começa e que ali devem ser valorizados os deveres da fraternidade, do auxílio mútuo, do respeito e da cidadania, criando-se um ambiente harmonioso com a prática do bem.
Esses tempos de mudança e de dificuldades demandam resiliência, tolerância, fé e trabalho, e promoverão o respeito às leis, à ética e a natureza transformando o homem em um ser integral, consciente dos seus deveres para com Deus, consigo próprio e o próximo.
Daí a relevância do alerta no sentido de que é preciso orar e vigiar “pois, atentos, não haverá a queda na tentação e na trama dos inimigos da luz. E orar é a elevação do pensamento sob o sagrado impulso das virtudes cristãs até os pés do Altíssimo. E a oração verdadeira é a dos atos e das obras que dá o direito ao título de seguidores de Jesus.” (Orar e Vigiar. Irmão ALPE, espírito. Psicofonia Tereza de Barros Fonseca, 11 /11/2003).
Transposta essa etapa de depuração a humanidade experimentará dias melhores onde a fraternidade, o respeito e o amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo por todos serão vivenciados.
Paulo Eduardo de Barros Fonseca