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Colunista Paulo Eduardo de Barros Fonseca

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Em nossas vidas nos deparamos com questões éticas, enquanto os princípios pelos quais nos relacionamos com outros seres humanos, quando somos chamados a uma reflexão crítica envolvendo a relação dialética entre a teoria e prática. 

A poetisa Cora Coralina disse que “feliz é o homem que ensina o que sabe”. Mas penso que essa frase não seja definitiva porque às vezes falamos daquilo que gostaríamos de ser, daquilo que buscamos ser, daquilo que com todas as nossas forças acreditamos, mas, infelizmente, não daquilo que somos. 

Como seres em construção e, por isso em transformação, mesmo quando nos colocamos a disposição para o servir muitas vezes ainda ficamos a mercê do nosso ego, valorizando a aparência e não a verdadeira essência.

 Quando damos conta disso devemos nos lembrar que Jesus, o nosso modelo, ensinou-nos que “se alguém quer ser o primeiro, deve ficar em último lugar e servir a todos”,  mesmo porque é de se ter consciência da transitoriedade da existência física e que o maior patrimônio que podemos amealhar é o espiritual.

 Isso fica claro da passagem bíblica que relata que Jesus, durante a viagem para Cafarnaum, anuncia aos apóstolos que seria morto e seus discípulos se puseram a discutir entre eles sobre qual deles era o mais importante e, assim, seria o líder do grupo em seu lugar. Quando lhes foi perguntado sobre o que discutiam preferiram o silêncio, como crianças surpreendidas fazendo uma arte. E então Ele lhes ensinou a lição acima transcrita e segurando uma criança e a colocou no meio deles, e abraçando-a, lhes disse: “Aquele que, por ser meu seguidor, receber uma criança como esta estará também me recebendo. E quem me receber não recebe somente a mim, mas também aquele que me enviou.” (Marcos 9:30-37).

  Passados mais de dois mil anos, portanto, ainda hoje, essa é a postura que na maioria das vezes assumimos contrariando totalmente a visão trazida por Jesus sobre poder, grandeza e importância.

Na busca da verdadeira felicidade, reiteradamente, nos é dada a oportunidade de agirmos como verdadeiros servidores e, assim, de completarmos o pensamento da poetisa para dizermos que feliz é homem que ensina o que sabe e que coloca em prática aquilo que ensina, porque adquirimos a consciência de que quando agimos com base nos princípios da igualdade e da fraternidade todos somos apenas um.
De fato, como descrito no conto “O Remédio”, no livro “Lindos Casos de Chico Xavier”, sem que aprendamos a servir, ainda mesmo quando tenhamos boas intenções, tudo em nós serão simples palavras que o mundo consome.

Enfim, servir é a arte de despir-se do seu ego, de suas crenças, é baixar a guarda, e, como disse o poeta, é a receita infalível para a felicidade presente e futura.

Você já serviu hoje?
          
Paulo Eduardo de Barros Fonseca

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