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Quinta-feira, 25 de Junho 2026
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Servidores do Tribunal de Justiça participam de palestras sobre hepatite

Parceria com a Escola Judicial dos Servidores (Ejus), realizou no dia 23 a palestra “Hepatite Zero Diagnóstico Rápido da Hepatite

Servidores do Tribunal de Justiça participam de palestras sobre hepatite
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A Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP), em parceria com a Escola Judicial dos Servidores (Ejus), realizou no dia 23 a palestra “Hepatite Zero – Diagnóstico Rápido da Hepatite C e Desmistificando as Hepatites Virais”. Mais de 300 servidores do Tribunal de Justiça de São Paulo de várias comarcas do Estado acompanharam o evento nos modos presencial e a distância.

O primeiro palestrante foi o médico Fábio Luís Nascimento Nogui, que atende servidores do Judiciário e é mestre em infectologia pela Universidade Federal de São Paulo. Antes de falar sobre a doença em si, ele fez questão de ressaltar que julho é o mês de luta contra as hepatites virais. Em seguida deu explicações gerais a respeito da transmissão, sintomas, diagnóstico e tratamento dos três tipos de hepatite viral: A, B e C.

A hepatite A, menos grave que as outras duas, dura de 40 a 60 dias dependendo do paciente. Por ser transmitida através de água e alimentos contaminados, ambientes mal higienizados oferecem maior risco de contaminação. “Esse tipo de hepatite continua muito alto em países mais pobres e está ligado a baixos índices de saneamento básico”, explicou o palestrante.

A hepatite B é transmitida por meio de relações sexuais sem preservativo, objetos de manicure, piercings e agulhas não esterilizadas, uso de drogas como cocaína e crack, além de seringas contaminadas. Ela pode se tornar crônica, o que torna o tratamento médico imprescindível, mas há algumas dificuldades na sua identificação. “Essa hepatite pode demorar até 30 anos para se manifestar. Há pessoas que são portadoras, não sabem e transmitem essa doença a outras pessoas”, alerta o médico.

Já a hepatite C é a forma mais perigosa e corresponde a 76% das mortes pela doença, sendo que 85% dos seus casos se tornam crônicos. Uma questão que dificulta sua prevenção é o genótipo dos vírus, que possuem DNAs variados e impossibilitam a fabricação de uma vacina. Apesar disso, o tratamento com medicamentos via oral é eficaz.

O segundo palestrante foi Eduardo Tadeu Lima e Silva, representante da Associação Brasileira dos Portadores de Hepatite (ABPH). Ele contou que o fundador da ONG descobriu que possuía hepatite C ao fazer um check-up antes de uma viagem para a África. A partir daí, percebeu que os pacientes necessitavam de apoio no tratamento e resolveu fundar a ABPH.

“Nosso trabalho está em cima de dois pilares: a identificação do paciente com testes rápido e o apoio (no tratamento)”, conta Eduardo. Com essa filosofia, a ABPH atingiu a marca de mais de 980 mil testes rápidos.

A ONG tem 5 clínicas abertas no Brasil nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte e Fortaleza. Além disso, planeja a execução de um projeto em São Tomé e Príncipe na tentativa de erradicar a hepatite no país africano.

Ao fim da palestra, os dois convidados responderam perguntas e receberam seus certificados pela participação. O público pôde realizar testes rápidos de hepatite com uma equipe médica que esteve presente no local. A ABPH foi responsável pela doação dos testes.

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