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Quinta-feira, 25 de Junho 2026
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Sermão da Montanha

Colunista Paulo Eduardo de Barros Fonseca

Sermão da Montanha
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Certa ocasião Mahatma Ghandi disse que se dos ensinamentos do ocidente restasse apenas os extratos do Sermão da Montanha, teríamos condições de pautar a nossa conduta dentro dos mais excelsos parâmetros para nos relacionarmos bem em sociedade. Suas palavras seriam: “se se perdessem todos os livros sacros da humanidade e só se salvasse o Sermão da Montanha, nada estaria perdido”. 

Para outros estudiosos, o sermão da montanha é o mais revolucionário dos discursos, simplesmente porque é divino. É bem verdade que o Sermão da Montanha veio para reformar a humanidade na sua totalidade e que não é para uma religião, mas para toda a religião. 

Como um paradoxo, o Sermão da Montanha não foi proclamado em virtude de uma boa sorte, mas exatamente em virtude de uma má sorte: pobreza, fome, dor, perseguição; trazendo-nos as bem-aventuranças.  

 Nas regras do sermão, Jesus ensinou o avesso daquilo que os homens pensavam, fazendo-os refletir na felicidade não como a posse de bens materiais, mas como estar na visão e posse de Deus. 

São seguintes as bem-aventuranças: Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados; Bem-aventurados aqueles que são brandos e pacíficos, porque herdarão a Terra; Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados; Bem-aventurados aqueles que são misericordiosos, porque alcançarão misericórdia; Bem-aventurados aqueles que têm puro o coração, porque verão a Deus; Bem-aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, porque o reino dos céus é para eles; e Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exaltai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós. (Mateus, 5, 1 a 12). 

Importante lembrar que Jesus não pronunciou seu discurso dentro de uma sinagoga ou nos pórticos do templo. Para fazer ouvir uma mensagem destinada aos homens de todos os tempos, precisava de ar livre, de altitude, dos horizontes sem limite da natureza. Ele falava do impulso de progresso, da ressonância, do movimento. Dizia: “as raposas têm as suas tocas, os pássaros os seus ninhos, mas Ele não terá um teto onde reclinar a cabeça. Caminhará sempre, sem parar”. Quando Cristo terminou sua explanação, os discípulos disseram: “Este ensina como quem tem autoridade”. 

Mas, após 2023 anos, as lições do Sermão da Montanha talvez ainda não tenham sido plenamente entendidas pela humanidade porque há de se compreender que o comportamento indicado e exemplificado por Jesus, além de mostrar a melhor maneira de se viver, prepara-nos para a verdadeira vida que é a vida espiritual. 

Isso ganha relevância se levarmos em conta que Seu reino não é desse mundo e que Ele veio atualizar a moral religiosa, numa clara e evidente demonstração de as coisas da matéria, a par da legitimidade da sua conquista, não terão valor na verdadeira vida, que é a espiritual, se o homem não as tiver utilizado com a devida parcimônia. 

 Paulo Eduardo de Barros Fonseca 

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