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Santana completa 240 anos de desenvolvimento e muita tradição

Uma história que começou em 26 de julho de 1782 com a fundação  do bairro que alavancou o crescimento da nossa região

Santana completa 240 anos de desenvolvimento e muita tradição
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Uma história que começou em 26 de julho de 1782 com a fundação  do bairro que alavancou o crescimento da nossa região
Coração da Zona Norte da cidade de São Paulo, o bairro de Santana completará 240 anos de existência no dia 26 de julho, terça-feira, alavancando o progresso da região. Santana é o principal bairro e um dos mais antigos da Zona Norte da cidade de São Paulo. Pertence ao distrito homônimo e é administrado pela Subrefeitura  de Santana/Tucuruvi. Foi um dos primeiros bairros a ter um Dia Oficial, pela Lei 11.169 de 30 de março de 1992, sancionada pela prefeita Luiza Erundina. 


Originado da Fazenda de Sant’Ana, propriedade da Companhia de Jesus, que foi citada pela primeira vez em 1560 pelo padre José de Anchieta, funcionou como o cinturão verde de São Paulo dos Campos de Piratininga. As terras da fazenda foram divididas em sesmarias no início do século 19. O império brasileiro começou a nascer na Rua Alfredo Pujol, onde ficava a sede da fazenda, pois foi ali onde a família dos Andradas se estabeleceu e o lugar onde José Bonifácio de Andrada e Silva redigiu o manifesto paulista que ajudou na declaração do Fico por parte de d. Pedro I e posteriormente houve a independência do país em 1822. Um pequeno núcleo se formou no entorno da antiga fazenda. Na planta de 1897, já aparece um traçado de ruas, mas as casas concentravam-se exclusivamente ao longo de algumas delas. O século 20 marcou a integração de Santana à metrópole, dos bondes puxados a burros do século 19 e a inauguração da primeira estação do metrô na década de 1970. Com esse processo de desenvolvimento e avanços em sua infraestrutura, o bairro transformou-se em um dos principais polos comerciais da Zona Norte e da cidade. Atualmente o bairro apresenta considerável adensamento populacional e o fenômeno da verticalização em virtude da valorização dos terrenos destinados às classes média, média alta e alta.


A palavra Santana é a junção de Santa Ana, formada pelo processo de justaposição da língua portuguesa, com fontes registradas desde sua fundação. Ao longo dos séculos o bairro foi chamado de Sant’ Anna, depois Sant’ Ana até o nome atual. Santa Ana, mãe de Maria e avó de Jesus, foi nomeada como Padroeira da Metrópole de São Paulo pelo papa Urbano VIII em 25 de maio de 1782. Em 1621, o papa Gregório XV fixou 26 de julho como a data da festa litúrgica de Sant’Ana. A santa também é padroeira do bairro.


O distrito de Paz de Santana, como era chamado na época, criado em 1898 foi um antigo núcleo populacional da Zona Norte da cidade, tanto que comemora-se o aniversário do distrito na mesma data de fundação do bairro de Santana, dia 26 de julho de 1782. Permaneceu durante muito tempo isolado do restante da Capital devido a barreiras naturais como o Rio Tietê e a Serra da Cantareira, adquirindo características rurais. O isolamento durou até o início do século 20 quando houve a construção da Ponte das Bandeiras e do Tramway Cantareira. Seguindo os passos de toda a cidade, Santana se desenvolveu rapidamente devido ao processo de industrialização e à riqueza gerada através do ciclo do café em todo o Estado.

Atualmente é um centro socioeconômico regional, funcionando como polo de comércio, serviços e lazer para outras localidades da Zona Norte. Abrigou outrora a antiga sede da Casa de Detenção de São Paulo, transformada no que é hoje o Parque da Juventude, possui também um dos maiores centros de feiras e exposições paulistanos, o Pavilhão do Anhembi, além do Terminal Rodoviário do Tietê, o mais movimentado do Brasil e o Aeroporto Campo de Marte, o primeiro da cidade.

Destacam-se Alto de Santana e o Jardim São Paulo, regiões nobres localizadas em sua extensão. Possui o maior IDH (0,925) da Zona Norte da cidade e o décimo nono maior dentre todos os 96 distritos. Para efeito de comparação, este valor de IDH é superior ao de Portugal (0,909).


História
As primeiras linhas da história de Santana se confundem com o início de São Paulo. A fazenda que deu origem ao bairro abasteceu os primeiros colonizadores, bandeirantes que deram origem a uma das áreas mais valorizadas da Zona Norte.

Pode-se dizer que o destino de Santana permaneceu durante muito tempo ligado ao de uma fazenda. Desde 1673, a porção de terra doada aos jesuítas foi a mais importante propriedade rural da Companhia de Jesus em São Paulo. Inicialmente, era conhecida como Fazenda Tietê e, posteriormente, como Fazenda de Sant’Ana. A fazenda citada pela primeira vez pelo padre José de Anchieta, em 1560, funcionou como celeiro dos primeiros moradores de São Paulo dos Campos de Piratininga. Os jesuítas tornaram a Sant’Ana o cinturão verde de São Paulo. Hortaliças, mandioca, milho e até café foram plantados. Para levar a produção ao centro, canoas cortavam o Rio Tamanduateí, até o desembarque em um porto que ficava na atual Ladeira Porto Geral. A Ordem dos Jesuítas foi expulsa do país e em 1760 a administração da propriedade passou à Coroa.

Antes dos seus 84 hectares serem medidos e divididos em uma sesmaria de 68 lotes, pelos idos de 1886, a sede destacou-se como cenário para um dos mais conhecidos capítulos da história brasileira. O Império brasileiro começou a nascer na Rua Alfredo Pujol, onde ficava a fazenda. Ali se estabeleceu a família dos Andradas e José Bonifácio de Andrada e Silva redigiu a famosa Carta do Fico para d. Pedro I. Foi no lugar onde hoje está instalada a sede do CPOR/SP, que antes foi quartel do Exército. A Capela de Santana e a casa erguida pelos padres jesuítas permaneceram intocadas durante muito tempo, assim como o Seminário de Sant’Ana, colégio construído por Joaquim Luiz do Livramento. O Seminário, na verdade, era uma escola de educação primária, depois transformada em posto do Exército. O velho casarão e a capela dos primeiros ocupantes de Santana foram definitivamente removidos em 1916 para a construção de um quartel. Dos traços pioneiros da Companhia de Jesus, só resta hoje o endereço, a Rua Alfredo Pujol. Ainda no período colonial, os habitantes concentravam-se ao longo dos caminhos que ficavam onde hoje passa a Rua Alfredo Pujol e a Rua Voluntários da Pátria. Outra trilha, seguia pelo “Caminho do Cemitério”, hoje Rua Dr. César. Para facilitar o acesso dessa população ao centro, aterrou-se – sob as ordens da Coroa – três quilômetros da várzea do Tietê, que iam do Convento da Luz ao Caminho do Cemitério. “Mas, Santana, até 1940, era considerada zona rural, como praticamente toda a Zona Norte”,  ressaltando que, na metade do século passado, qualquer benfeitoria que fosse necessária deveria ser pedida ao Departamento de Estradas Rurais Municipais (Dermu).


Voltando um pouco no tempo, deve se lembrar que o distrito de Paz de Santana foi criado em 1898, tendo seus limites alterados ao longo dos anos com a criação de novos subdistritos e dos atuais distritos (lei municipal de 1986) na Zona Norte da cidade. Entretanto, as origens da região de Santana são muito antigas, tanto que é reconhecido como aniversário do bairro de Santana a data de 26 de julho de 1782 (240 anos). O nome Santana é uma referência à mais famosa propriedade da região: a Fazenda de Sant’Ana – expropriada pelo governo português dos jesuítas, através do marquês de Pombal, no século18, muito profícua de produção agrícola e abastecia o centro com suas provisões. A região de Santana até os fins do século 19 manteve como característica o fornecimento de frutas e verduras para a cidade – centro e adjacências, além de ter se feito conhecer como local de lazer e passeio, por  sua posição geográfica próxima à Serra da Cantareira, aonde os paulistanos podiam descansar em contato com a natureza. Santana é uma região que, apesar de ser um antigo núcleo populacional da Zona Norte da cidade, permaneceu durante muito tempo isolada do restante da Capital devido a barreiras naturais como o Rio Tietê e a Serra da Cantareira. Esse isolamento permaneceu até o início do século 20 quando, seguindo os passos de toda a cidade, Santana se desenvolveu rapidamente devido ao processo de industrialização e à riqueza gerada através do ciclo do café em todo o Estado.

Para abastecer o reservatório da Consolação a Companhia Cantareira e Esgotos resolveu captar água na Serra da Cantareira e foi necessário a criação de um meio de transporte para locomoção de trabalhadores e materiais de construção, então o Governo do Estado resolveu construir a pequena linha férrea provisória do Tramway Cantareira. No ano de 1893 o tramway já estava em operação. Santana abrigava 4 estações do trem, eram: a Areal na altura da atual estação Carandiru do Metrô, Santana criada na Rua Alfredo Pujol próximo à rua Voluntários da Pátria, Quartel em frente ao quartel do Exército (CPOR/SP) e Chora Menino havendo a mudança de nome para Santa Terezinha, que situava-se próximo ao Cemitério de Santana.

No início da década de 1940 o distrito ganhou uma nova ligação com o centro da cidade, com a construção da Ponte das Bandeiras, que substituiu a antiga Ponte Grande. O prefeito da época, Prestes Maia, considerava a obra como o portão de entrada da cidade. Nos arredores da ponte instalaram-se diversas agremiações esportivas, destacando-se o Clube de Regatas Tietê e o Clube Esperia, este último fundado em 1899 e ainda existente. Esportes aquáticos como regatas de remo e natação eram regularmente praticados no Rio Tietê, antes deste ter o trecho que cruza a Capital completamente poluído nas décadas seguintes. No dia 31 de março de 1965, após 72 anos de uso, o Tramway foi desativado para liberar caminho para o Metropolitano de São Paulo. Dez anos depois o distrito de Santana completou sua integração com o resto da cidade: com a construção da Linha 1-Azul do Metrô, a região passou por um processo de desenvolvimento e avanços em sua infraestrutura, que a transformou em um dos principais polos comerciais da Zona Norte da cidade. A antiga Companhia Telefônica Brasileira (CTB) inaugurou em 1938 na Rua Voluntários da Pátria uma estação telefônica (prefixo 3-8), que operou até 1968, quando foi substituída por uma nova estação, construída na Avenida Cruzeiro do Sul. 


A ponte e o rio


Por conta dos alagamentos do Tietê e das dificuldades de acesso, Santana permaneceu por muito tempo como um apêndice rural da cidade, assumindo identidade comercial e industrial apenas no auge da expansão de São Paulo, na segunda metade do século 20. Assim, registra-se que, em 1795, o bairro ainda era formado por apenas 136 casas e seus habitantes nem chegavam a mil, com pouco mais de 250 escravos trabalhando nas lavouras de milho, feijão, mandioca, algodão e na produção de aguardente em terras como as de Francisco Baruel, representante de uma das primeiras famílias da Zona Norte. Alferes de milícias, Baruel possuía um sítio e uma olaria em Santana, com mais de 30 escravos.

 

Uma construção de sua chácara seria depois transformada no Hospital Maternidade Santana. Toda a produção local era vendida no mercado do centro da Província de São Paulo e passava pelo único meio de acesso à cidade: Uma precária ponte de madeira, que se chamou Ponte Grande. Feita “com tabuões serrados na grossura de quatro dedos”, segundo registra a historiadora Maria Celestina Teixeira Mendes Torres, na sua “História dos Bairros de São Paulo” (edição da Secretaria Municipal de Cultura). Além de servir à população de Santana, era caminho para quem se dirigia à Atibaia, Bragança Paulista e Sul de Minas, no início utilizada por tropeiros e bandeirantes que demandavam o sertão em busca de ouro, índios e pedras preciosas. O uso constante e as frequentes enchentes do Tietê transformavam a ponte num problema. Tanto que a Província passou a cobrar dos moradores da região os custos das obras de reforma. Ao mesmo tempo, instituiu-se o pedágio para quem a utilizasse. No Registro Geral da Câmara de São Paulo, do período 1803-1808, está anotado na página 234: “Cada cavaleiro que, de fora, entrar ou sair, sendo de fora da cidade, pagará somente 10 réis pelo cavalo e nada pela pessoa que vai em cima.” Objeto de frequentes decisões municipais, até início do século passado a ponte ainda era tema de muita polêmica. Apesar de suportar a passagem dos pesados bondes da Light, não atendia mais ao fluxo do tráfego porque permitia o trânsito somente numa mão de direção. Todos os dias, às 7h30, passava o Regimento da Cavalaria da Força Pública rumo ao Campo de Marte para exercícios de adestramento. Quem não cruzasse a ponte antes da tropa perdia a hora de trabalho ou a da escola, como registrou Henrique Nicolini no seu livro “Tietê, o Rio do Esporte”. Por isso, morar em Santana não era boa credencial para os candidatos a emprego na cidade. 


Lenta ocupação
Os primeiros imigrantes chegaram em 1819. Primeiro, os portugueses, em seguida os italianos (entre eles os que iriam fundar a Società Esperia, na beira do Tietê), depois os espanhóis, franceses, alemães, austríacos, armênios e libaneses. A essa altura, já existiam o Colégio Santana e a Capela de Santa Cruz, transformada em matriz provisória no alto da colina, mas o núcleo central do bairro iria nascer um pouco mais abaixo, no início da Rua Voluntários da Pátria, onde o padre João Batista Gomes começaria a construção da nova Matriz de Sant’Ana, em 1915. Mas o progresso teimava em permanecer do outro lado da Ponte Grande. Enquanto na Pauliceia desde 1872 já circulavam os bondes importados dos Estados Unidos, em Santana havia ausência total de iluminação. A Light, que levou seus bondes para o bairro em 1908, só a partir de 1916 passaria a fornecer luz elétrica às vias públicas, em substituição à iluminação a gás, que só desapareceria completamente das ruas na década de 1930. Em 1942, depois de retificado um trecho do Rio Tietê, seria construída a Ponte das Bandeiras, acabando de vez com o martírio dos moradores de Santana na época das cheias. Construída ao lado da velha ponte de madeira, a ponte foi projetada com 120 metros de comprimento por 33 de largura e exibindo um grande vão central. Nas extremidades, instalações sanitárias e depósitos, além de duas torres completando o conjunto. Pode se dizer que a ponte redimiu o bairro e Santana, deu o grande salto para se transformar no que é hoje, ajudado pelo forte comércio que se instalou na Rua Voluntários da Pátria e pelos novos caminhos que se abriram com a construção da ponte e da Av. Cruzeiro do Sul e pela chegada do metrô, com a inauguração da Estação Santana em 1975. 


Da vida rural à chegada do metrô
O Rio Tietê e a Serra da Cantareira serviram, por longo período, como barreiras naturais de isolamento para Santana, o mais antigo núcleo urbano da Zona Norte de São Paulo. Esse isolamento, provocado principalmente pelas enchentes do rio, estendeu-se até o início do século 20. Por consequência, o bairro conservou aspectos rurais que fazem seus moradores dizerem, até hoje, que “Santana mais parece uma cidade do interior.” A passagem do século 19 para o 20 foi o apogeu da transformação urbana e humana de São Paulo. A cidade passou de vila a metrópole rapidamente. Esse crescimento é atribuído à riqueza gerada pelo ciclo do café, ao advento da ferrovia e ao processo de industrialização. Nessa época, o bairro de Santana ganhou uma nova ligação ao centro da cidade, com a construção da Ponte das Bandeiras, em substituição à Ponte Grande. Na ocasião, o prefeito Prestes Maia enfatizou o caráter monumental da obra, considerando-a portal de entrada da Zona Norte. Várias agremiações esportivas instalaram-se nas proximidades da Ponte das Bandeiras. Os esportes náuticos, com a promoção das regatas de remo e a travessia de São Paulo a nado, marcaram a história do Clube de Regatas Tietê. O Clube Esperia, fundado em 1899 pelos imigrantes italianos, sempre teve expressiva atuação  no remo. O curso natural do Rio Tietê, com inúmeras curvas e frequentes enchentes, só veio a ser efetivamente retificado nos anos 1940.

Criava-se uma nova paisagem ao longo do Tietê. Do bonde puxado a burros, do século 19, à inauguração da primeira estação do metrô, da linha Norte-Sul, inaugurada na década de 1970, o bairro de Santana passou por muitas mudanças até consolidar sua integração à metrópole. Na atualidade, o bairro apresenta considerável adensamento populacional e o fenômeno do crescimento vertical surge como consequência da valorização dos terrenos existentes. As incorporadoras desenvolvem projetos de edifícios residenciais de médio e alto padrão, criando núcleos de condomínios para atender à demanda da população da Zona Norte.


Igreja de Sant’Ana 


Nascida de um desmembramento da Paróquia de Santa Ifigênia, a Igreja de Sant’Ana, teve seu decreto de fundação assinado em 12 de julho de 1895 por dom Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcante. O decreto foi lido na Paróquia de Santa Ifigênia no dia 21 de julho. O território abrangido pela nova paróquia era imenso, compreendendo toda a atual região norte da cidade, a partir do Rio Tietê até Guarulhos. Os primeiros párocos foram o cônego Antônio Augusto Lessa, os padres Cândido Correa, Roberto Landeli, Brás Joaquim Mercadante e Paulo Palermo. Em 1904 os missionários saletinos assumiram a paróquia. Em 1896 foi lançada a pedra fundamental do atual templo, mas somente em 1906 foi iniciada a construção pelo sétimo vigário, pe. Clemente Moussier. Em 1914 as obras foram interrompidas por causa da crise econômica, fruto da Primeira Guerra Mundial. Foram retomadas seis anos depois pelo pe. Fidelis Willi, o décimo vigário da paróquia. Nos anos seguintes, sob o comando do pe. André Duguet e o pe. Francisco Amos Connor, foram construídas as torres e feito o acabamento interno e a modificação do altar-mor, e desenvolveu-se também o serviço do Centro Social. O pe. Francisco Amos Connor, falecido em 27 de dezembro de 1974, esteve como vigário desta paróquia durante 20 anos, atuou como médico-psiquiatra, dando apoio e orientação principalmente aos jovens. Como homenagem à sua memória o jornalista dr. Ary Silva, do jornal “A Gazeta da Zona Norte”, então deputado, conseguiu que o prefeito aprovasse a indicação, dando a uma rua do Tremembé o seu nome, o que aconteceu também com outros padres da Matriz de Sant’Ana como pe.

Charton, pe. Fidelis Willy, pe. André Duguet, pe. Clemente Moussier, e pe. Leão Peruche. A história de Sant’Ana se confunde com a história do bairro, e de toda a Região Episcopal de Santana. Sant’Ana é a patrona e protetora da cidade e Arquidiocese de São Paulo, conforme documento do papa Pio VI, de 31 de maio de 1782, que está no Museu de Arte Sacra do Convento da Luz, Av. Tiradentes, 676, do qual a Cúria Regional de Santana possui uma cópia do original, elegendo Sant’Ana como protetora e patrona da cidade e da Diocese de São Paulo. Junto à cópia estão também duas transcrições, uma no original latino e outra tradução em português. Um detalhe importante é que poucos se recordam que foi o escultor Artur Pederzoli, falecido em 18 de março de 1961, aos 76 anos, quem esculpiu a imagem de Sant’Ana, do altar-mor, a imagem do Senhor dos Passos e a Via-Sacra. Ele nasceu em Módena, Itália. Entre suas obras no exterior destaca-se a estátua de Jesus Crucificado, que está no Vaticano. Na Faculdade do de Direito Largo de São Francisco está a estátua do Pensador.

O escultor Artur Pederzoli tem muitas obras pelo Brasil e pela Europa.


Atraso pelo Carandiru


No meio da fumaça que se ergueu depois da implosão naquele domingo de dezembro de 2002 sobraram apenas fragmentos como da carta que um detento escreveu, e provavelmente não terminou, falando da vida dentro do Complexo Penitenciário do Carandiru, o presídio erguido na década de 1920 para abrigar a população carcerária de São Paulo.

O projeto para a construção dos dois primeiros pavilhões, inspirado no Centre Pénitentiaire de Fresnes, nos arredores de Paris, foi elaborado pelo engenheiro-arquiteto Samuel das Neves. Ganhou depois algumas alterações feitas nas mesas do renovado escritório de Ramos de Azevedo, que recorreu às mais modernas técnicas existentes então, utilizando inclusive muitos materiais importados. Orçado inicialmente em 7 mil contos de réis, acabou custando o dobro (quantia suficiente para construir cerca de 15 cadeias públicas na época). Com capacidade para 1.200 presos, chamou-se Instituto de Regeneração e, por duas décadas, justificou o nome, sendo considerado padrão de excelência nas Américas. Estava aberto à visitação pública e chegou a ser considerado um dos cartões- postais da cidade. Um desses visitantes, o escritor austríaco Stephan Zweig, saiu impressionado e relatou no seu livro Encontros com homens, livros e países “que a limpeza e a higiene exemplares faziam com que o presídio se transformasse numa fábrica de trabalho, pois eram os presos que faziam o pão, preparavam os medicamentos, prestavam os serviços na clínica e no hospital, plantavam legumes, lavavam a roupa, faziam pinturas e desenhos e recebiam aulas.” Mas, a partir de 1940, quando atingiu sua lotação máxima o Carandiru entrou em decadência. À medida que a cadeia crescia e novos pavilhões iam sendo acrescentados (principalmente a partir de 1956, com a reforma determinada pelo governador Jânio Quadros), cresciam também os problemas, que iriam transformá-lo no inferno relatado no livro de Dráuzio Varella, e que serviu também de inspiração para o filme Carandiru, de Hector Babenco.

A superlotação, que levou a população carcerária para mais de oito mil pessoas, transformou o Carandiru num caldeirão pronto para explodir a qualquer momento. E ele explodiu no dia 2 outubro de 1992, quando uma rebelião terminou com 111 presidiários mortos (embora se fale, sem confirmação, que esse número teria sido maior). Uma briga iniciada no campo de futebol, ao lado do pavilhão 8, deu origem a uma rebelião fortemente reprimida pelos batalhões policiais, sob o comando do coronel PM Ubiratan Guimarães.


Parque da Juventude
O Parque da Juventude mudou a paisagem da Zona Norte ao substituir a Casa de Detenção do Carandiru por uma grande área verde, com esporte, lazer e turismo. O novo complexo cultural recreativo ocupa uma área de 240 mil m², com um projeto arquitetônico englobando três grandes espaços: o primeiro de caráter esportivo e recreativo, possui dez quadras poliesportivas, pista da skate, de patins e de corrida. Há aulas gratuitas de várias modalidades o dia todo, inclusive à noite.

Ainda dispõe de uma lanchonete, bebedouros e banheiros, inclusive adaptados para portadores de deficiência. O segundo espaço é caracterizado como de contemplação recreativa. É um espaço natural com alamedas, jardins, bosques, árvores ornamentais e frutíferas. O Parque conta ainda com uma pequena Mata Atlântica, de 16 mil m². O visitante tem a chance de apreciar este contato natural fazendo caminhada ou corridas pelas trilhas ou ainda levar sua bicicleta para um passeio. Também é permitida a entrada com animais de estimação, com coleira e guia e as raças pitbull, mastim politano, rottweiller, schema for shire terrier e dog argentino com focinheira. Por fim, o terceiro espaço fornece estrutura e programas culturais como cursos. Conta com prédios de escola técnica (Etec), uma unidade do Acessa São Paulo, com 110 computadores, área de shows para apresentações, uma moderna biblioteca.


Atualidade


Santana é bem atendida no transporte, água, esgoto, moradia e comércio. Sofre de problemas como: zonas de meretrício, enchentes, inúmeras pichações e a presença de grande número de moradores de rua no centro de Santana. Todo seu território é urbano com alta taxa de densidade demográfica. O fenômeno da verticalização cresce ano após ano e surge como consequência da valorização dos terrenos existentes.


Por ser dotado de uma gama de escolas, universidades, hospitais, clubes, lojas, restaurantes e barzinhos as incorporadoras desenvolvem empreendimentos de médio e alto padrão. A região que recebe lançamentos de alto padrão com grande demanda é o Alto de Santana. Com esse processo de desenvolvimento e avanços em sua infraestrutura, o distrito transformou-se em um dos principais polos econômicos e culturais da Zona Norte da cidade Em virtude da expressiva valorização, o metro quadrado de algumas vias santanenses sofreu acréscimos de pelo menos 100% no projeto do IPTU, exemplo da Avenida Brás Leme. O bairro está localizado no distrito de Santana que possui o maior IDH (0,925) da Zona Norte da cidade e o décimo nono maior dentre os 96 distritos.


Para a diminuição dos congestionamentos em suas vias há muitos anos está prevista uma ligação subterrânea, chamada até então de “Elo Norte” pela CET. O complexo viário com dois túneis deveria ligar a Avenida Cruzeiro do Sul com a Avenida Engenheiro Caetano Álvares no Mandaqui. O túnel beneficiria os moradores dos bairros de Lauzane Paulista e do Mandaqui, pois para acessar essas regiões é necessário atravessar as ruas do Alto de Santana e de Santa Teresinha, áreas congestionadas devido à alta verticalização.


O bairro pode ser dividido basicamente em duas regiões:


Centro de Santana - É zona mais antiga do bairro. Possui forte concentração comercial, especialmente nas proximidades das ruas Leite de Morais, Doutor César, Alfredo Pujol e Voluntários da Pátria; a última é considerada como centro de comércio popular portando 600 lojas e um pequeno shopping. A região é conhecida pela autossuficiência, já que possui diversos tipos de comércio e serviço, além de trabalho e instituições de ensino. Apresenta baixo grau de verticalização se comparado ao Alto de Santana, e ótima infraestrutura de transporte. Está relativamente degradado, devido principalmente à presença do comércio ambulante, meretrício e pichações. Após a construção do Parque da Juventude aumentou o processo de especulação imobiliária na região. Destaca-se a Avenida Brás Leme, via residencial e comercial arborizada, ocupada por edifícios de classe média. É uma das atrações na temporada natalina, por sua decoração. A região é classificada pelo Creci como “Zona de Valor C”, tal como os bairros de Barra Funda, Tatuapé e Butantã.


Alto de Santana - Local onde Landell de Moura realizou a primeira experiência de transmissão de ondas de rádio e também via de acesso de trólebus. Atualmente é uma zona residencial muito verticalizada, delimitada pelas ruas Conselheiro Moreira de Barros e Pedro Doll, onde tem ocorrido expressiva valorização nos últimos anos. Apresenta edifícios de alto padrão e o metro quadrado em algumas vias é muito alto. Por causa da especulação imobiliária, empreendimentos imobiliários localizados em regiões relativamente distantes do bairro, como Mandaqui e Lauzane Paulista, são erroneamente anunciados como “Lançamento no Alto de Santana”.


Geografia


O bairro é relativamente extenso, de sul ao norte começando aproximadamente no trecho inicial da Avenida Morvan Dias de Figueiredo (Marginal do Rio Tietê) e terminando no alto da Rua Voluntários da Pátria, após a rua Pedro Doll. Santana limita-se ao norte com a Vila Santana e Mandaqui, a oeste com Santa Teresinha, Vila Bianca, Jardim São Bento, Chora Menino e Casa Verde Baixa, a leste com Carandiru, Vila Siciliano, Jardim São Paulo e Vila Guilherme e ao sul com o Bom Retiro e o Canindé.


Relevo - Por encontrar-se próximo à Serra da Cantareira, a maior parte do seu território é acidentado, com diversas altitudes. A topografia do bairro apresenta basicamente dois trechos distintos: da Marginal do Tietê, passando pelo Campo de Marte, até os arredores da estação Santana a região é plana e mais baixa, pois apresenta baixos terraços pluviais da várzea do Rio Tietê, mantidos por cascalhos e aluviões antigos (720-730m). Ao longo da várzea há um espesso solo turfoso escuro que estende-se até os sopés mais suaves das colinas. A partir das ruas Conselheiro Saraiva, Alfredo Pujol e do final da Avenida Cruzeiro do Sul, começa a apresentar elevação considerável caracterizada por altas colinas e espigões secundários nas abas das primitivas plataformas interfluviais das colinas paulistas de 750 a 810 metros, geologicamente esses terrenos são formados por materiais xistosos e graníticos sendo o topo coberto por material sedimentar.


Hidrografia - O histórico Córrego Carandiru (também conhecido como Carajás) que banhava a Fazenda de Sant’ Ana, atravessa o bairro e arredores até desaguar no Rio Tietê. Foi completamente canalizado em 1960, pelo então prefeito Adhemar de Barros. Em 2007 o Programa Córrego Limpo do Governo do Estado, deixou-o despoluído. O abastecimento de água em Santana é feito pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). 


 Clima - A região mais baixa do bairro, várzea do Rio Tietê, está 722 metros acima do nível do mar (adotando como referência o Aeroporto Campo de Marte), além de estar ao sul do Trópico de Capricórnio. Possui assim um clima subtropical, do tipo Cwa segundo a classificação de Köppen. A temperatura média anual é de 19,8°C. Apresenta invernos amenos e verões com temperaturas moderadamente altas, aumentadas pelo efeito da poluição e da alta concentração de edifícios. A precipitação pluviométrica anual é de aproximadamente 1.455 mm, com maior concentração de chuvas nos meses de verão.

Santana apresenta uma incidência anual de raios relativamente alta, devido principalmente a fatores como urbanização, asfaltamento, muitos prédios e poluição.


Infraestrutura


Transportes - Devido às inundações sazonais do Rio Tietê, que causavam transtorno ao acesso do bairro, houve no início da década de 1940 a construção da Ponte das Bandeiras, estabelecendo a ligação do bairro com o centro paulistano. Na época Prestes Maia, o prefeito, considerava a obra como o portão de entrada da cidade. Já na década de 1970 o bairro completou sua integração com o resto da cidade pela construção da linha 1-Azul do Metrô. Atualmente o bairro é um dos mais servidos na cidade por estações do Metrô.

São três estações: Tietê, Carandiru e Santana, duas dessas estações estão ligadas a dois importantes terminais rodoviários da Capital, como o Terminal Santana, terminal de grande porte utilizado apenas para o transporte coletivo municipal com linhas destinadas essencialmente à região norte, mas também com destinos às outras regiões de São Paulo e o Terminal Tietê, considerado o maior do Brasil e um dos maiores do mundo, liga a cidade a quase todos os Estados brasileiros e a algumas cidades dos países vizinhos. O bairro possui acesso fácil a importantes vias, como a Marginal do Tietê e a Rodovia Presidente Dutra. Os principais acessos ao centro são feitos pelas pontes Cruzeiro do Sul, Bandeiras e Casa Verde. Situa-se em Santana o aeroporto Campo de Marte, construído no início do século 20, foi a primeira infraestrutura aeroportuária da cidade de São Paulo. Atualmente abriga a maior frota de helicópteros do Brasil e a maior do mundo desse tipo de aeronave, tendo superado a de Nova York. É o quinto do país — após Congonhas, Guarulhos, Brasília e Galeão — em movimento operacional.


Educação - Santana possui um sistema educacional público e privado que supre adequadamente a demanda por educação básica. Em seus limites há 3 universidades, 10 escolas públicas (que incluem escolas infantis, primárias, secundárias e escolas técnicas), 16 escolas privadas e três bibliotecas públicas. Existem escolas muito tradicionais no bairro, como os colégios: Santana, com mais de 110 anos de existência; Luiza de Marilac e Cedom. Além do ensino básico o bairro oferece inúmeras escolas de idioma e escolas técnicas — com destaque a Etec Parque da Juventude que oferece inúmeros cursos profissionalizantes e cursos técnicos. Apresenta uma enorme variedade de cursos desde moda até uma escola de pilotagem no Aeroporto Campo de Marte (a maior escola de aviação da América Latina). O Ensino Superior é recente, ministrado somente por instituições particulares. Algumas personalidades como a pintora Tarsila do Amaral e Ayrton Senna estudaram em colégios do bairro, ambos no Colégio Irmãs de São José (atual Colégio Santana).


Utilidade pública - Santana conta com diversos hospitais, consultórios e clínicas. Abriga em seu território hospitais como: Cema, San Paolo e Aeronáutica. O bairro também é servido pelo Hospital São Camilo (no bairro vizinho de Vila Santana) e pelo Conjunto Hospitalar do Mandaqui, um dos maiores da América Latina. Possui o pronto socorro Doutor Lauro Ribas Braga (Pronto Socorro Santana) e a UBS Joaquim Antonio Eirado (JAE). O bairro possui vários serviços públicos como: o Centro de Controle de Zoonoses, um quartel do Corpo de Bombeiros, um Centro de Apoio ao Trabalho e o Centro de Preparação de Oficiais da Reserva de São Paulo.


Economia - Santana é um bairro que possui amplo comércio, apresentando vários edifícios comerciais, um pequeno shopping (Santana Shopping da rua Voluntários da Pátria), várias agências bancárias, supermercados, restaurantes fast-food (como McDonald’s) e um grande número de lojas de roupas, sapatos e papelarias, fortemente concentrados na rua Voluntários da Pátria (600 lojas) e no seu entorno. O Multimídia Trade Center e o Complexo do Anhembi são estabelecimentos onde ocorrem feiras e amostras comerciais de negócios. Há um diverso comércio popular, muito parecido com o da Rua Vinte e Cinco de Março, tem se consolidado como polo de um comércio de produtos contrabandeados, pirateados e falsificados. Localiza-se na parte central do bairro, ao redor da estação Santana do metrô.

A parte alta do bairro apresenta um comércio específico para a classe mais abastada como: padarias gourmet, lojas de grife, clínicas de estética, academias e restaurantes modernos, concentrados principalmente na rua Pedro Doll e no seu entorno. Por causa da proximidade com o centro, Terminal Rodoviário Tietê, Aeroporto Campo de Marte e ao Complexo do Anhembi o bairro reúne flats e hotéis, como Holiday Inn, o maior hotel do país. A região também conta em seu entorno com o Complexo Center Norte, formado pelo Shopping Center Norte, Lar Center, Expo Center Norte e Novotel.


Cultura e lazer


Localiza-se em Santana o Parque da Juventude, inaugurado em 2003. É composto pela Biblioteca de São Paulo, por 10 quadras poliesportivas, área de shows e apresentações, pistas de cooper, uma escola técnica e uma unidade do Acessa São Paulo. Atualmente é uma das melhores áreas de lazer de São Paulo. Apesar da pouca existência de museus na Zona Norte, o bairro abriga o Museu do Dentista, que preserva a história da odontologia no país e o Arquivo Público do Estado, uma das principais fontes para pesquisas documentais no país, abrigando diversos arquivos documentação textual do período colonial ao Brasil República e um acervo com cerca de um milhão de imagens e microfilmes. Possui ainda um núcleo da Biblioteca Estadual, uma mapoteca e uma hemeroteca. No setor de entretenimento, Santana abriga o Teatro Alfredo Mesquita. Para a realização de eventos o bairro é servido pelo Complexo do Anhembi, o segundo maior centro de eventos da América Latina. Abriga também o Sambódromo, projetado por Oscar Niemeyer, além da Arena Skol Anhembi, do Pavilhão de Eventos e do Auditório Elis Regina. Próximo à Marginal do Tietê situa-se o tradicional Clube Esperia, que tem 80 mil metros quadrados de área. Santana também foi berço de dois grupos musicais que fizeram sucesso em suas épocas: o grupo de pagode Jeito Moleque e a dupla Os Vips, maior sucesso da Jovem Guarda.


Santana na mídia


A população do bairro já foi conhecida em âmbito nacional tanto que no início dos anos 1980 as “Senhoras de Santana” eram um grupo católico que protestava contra cenas despudoradas e abusivas na televisão, especialmente as novelas da Rede Globo e a favor da censura televisiva. Moravam na Rua Paderewsky, uma luxuosa rua no bairro. Logo a coligação ganhou má fama e era alvo de chacotas. Na época a expressão “Senhora de Santana” era usada para se referir a uma pessoa chata e inconveniente. As ideias das tais senhoras que atualmente são idosas permeiam até hoje. Tanto que em 2008 o bairro foi considerado pelo jornal Valor Econômico como o reduto paulistano do moralismo. Nas eleições do mesmo ano, Marta Suplicy, a “inimiga” das senhoras obteve um péssimo apoio da zona eleitoral de Santana, uma queda de 53% em relação às eleições anteriores. Isto expôs um componente constante no bairro, a religiosidade. Desde sua fundação, a Igreja tem presença forte no local, onde a tradição, família e propriedade fundamentam os argumentos contrários a Marta Suplicy em um bairro com forte apelo de católicos conservadores. O candidato favorito do bairro foi Gilberto Kassab que teve o apoio de 82,38% do eleitorado santanense.


No ano de 2007 o instituto Datafolha publicou no jornal Folha de São Paulo uma pesquisa, feita com o intuito de saber qual é o melhor lugar para morar na cidade. O bairro mais eleito pelos paulistanos foi a Mooca com 6% de aprovação; já Santana, Vila Mariana, Tatuapé e Ipiranga receberam individualmente 4% dos votos. A pergunta feita aos pesquisados foi: Em que bairro da cidade de São Paulo você mais gostaria de morar, independente de suas condições financeiras ou de outras razões? Alguns bairros citados anteriormente (Santana, Tatuapé e Mooca), possuem uma população bairrista, tanto que lhe são atribuídos informalmente gentílicos como: santanense, tatuapeense e moquense respectivamente. Nasceram no bairro diversas personalidades do país como: o piloto Ayrton Senna, o estilista Carlos Miele, o padre Marcelo Rossi e o cantor Sérgio Reis. Já moraram no bairro: José Bonifácio de Andrada e Silva, o patriarca da Independência, a nadadora Maria Lenk e o inventor Roberto Landell de Moura. Alguns desses moradores foram homenageados com ruas santanenses, a exemplo de Pedro Doll, político e proprietário de lotes e Francisco Baruel, patriarca da influente família Baruel.

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