Aguarde, carregando...

Segunda-feira, 15 de Junho 2026
Notícias Colunistas

Renova-se a aliança

A cada criatura humana se concedeu o privilégio de participar, indefinidamente, da obra do Criador.

Renova-se a aliança
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

A cada criatura humana se concedeu o privilégio de participar, indefinidamente, da obra do Criador. Sou adepto do design inteligente. Minha reduzida apreensão da ciência profunda me inibe de acreditar que tudo o que vemos resultou de uma explosão acidental. Conforta-me a ideia de que houve um plano e o projeto incluiu o protagonismo destes seres débeis e finitos, que passam algumas décadas – não mais – a experimentar esta aventura terrena.

Sempre me fascinou o mistério da concepção. Amor a produzir vida nova. Um novo ser, singular e irrepetível, é gerado nesse encontro fascinante. Quão maviosos os pensamentos dos casais que assumiram maternidade e paternidade responsável. Quantos sonhos embalam aquela espera de nove meses, até que uma criança enxergue a luz do sol!

Como explicar o milagre que envolve o nascimento? Alguém de que até há pouco sequer se cogitava, passa a preencher espaço imenso em nossa afetividade. Torna-se de imediato insubstituível. Alvo de permanente carinho e desvelo. É o destinatário direto dos planos e pretensões.

Experimenta-se o sentimento de ternura em relação a todos os nascituros. Por óbvio, aqueles mais próximos são os contemplados preferenciais. Nada se compara à devoção amorável destinada aos filhos. E, na mesma intensidade, aquela que se outorga aos netos.

Ser avô solidifica a convicção de que, a cada nascimento, se renova a aliança celebrada entre o Criador e a criatura. Toda criança que ingressa na humanidade é sinal de que Deus não desistiu da espécie, que o investimento nos homens não foi um fracasso.

Ou, como enxergou Ronald Laing, “cada vez que nasce uma criança, há uma possibilidade de adiamento. Cada criança é um novo ser; um profeta em potencial, um novo príncipe espiritual, uma nova centelha de luz que se precipita na escuridão. Quem somos nós para decidir que não há mais esperança!”.

Tive a inefável sensação de ratificação do compromisso e de renovação da esperança, ao nascer meu oitavo neto, Theo Nalini Schendel, em plena pandemia! Atestado visível de que Deus não renunciou ao resgate destas criaturas complexas, controvertidas, polêmicas e contraditórias. Mas, sobretudo, capazes de amar. Indício de que nelas permanece algo extraível da misteriosa onipotência divina.

 

*José Renato Nalini é Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e Presidente da ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS – 2021-2022.  

+ Lidas

Nossas notícias no celular

Receba as notícias do Semanário ZN no seu app favorito de mensagens.

Telegram
Whatsapp
Entrar

Veja também

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR