Aguarde, carregando...

Sexta-feira, 26 de Junho 2026
Notícias Colunistas

Quem é que ensina autocontrole?

Bem pouco adianta a “mente cheia”, se ela não estiver “bem feita”.

Quem é que ensina autocontrole?
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

No afã de alfabetizar e depois acelerar o ensino para que a mente infantil se preencha com informações consideradas essenciais, a escola nem sempre consegue enxergar o lado emotivo do aluno. Bem pouco adianta a “mente cheia”, se ela não estiver “bem feita”. Ou seja: os dados hoje estão disponíveis e nunca foram tão acessíveis. Quem se dispuser a incursionar pelas redes sociais encontrará respostas para todas as dúvidas. Em segundos, uma torrente de conhecimento estará ao alcance do curioso.

Todavia, como ficam os sentimentos? Quem é que consegue perceber que o aluno está triste, irritado, raivoso, desalentado ou desesperado?

Trabalhar o lado emocional, além das habilidades cognitivas, é o grande desafio da escola contemporânea. Uma estratégia que se mostrou bem sucedida numa unidade escolar é o uso dos “emoticons”, as expressões utilizadas na internet, para aferir o estado de ânimo do estudante ao início de cada aula. Eles são convidados a colocar a figura que melhor represente o seu estado de espírito no início de cada aula, num painel que é chamado “das emoções”.

Isso permite ao professor vocacionado servir-se de estratégias adequadas ao sentimento reinante naquele determinado dia. Dependendo da situação, abre-se espaço para debate, discussão, roda de conversa, palestra, exibição de filmes, teatralização e qualquer outra manifestação tendente a desanuviar o clima hostil de uma classe.

Com o passar do tempo, os próprios alunos sugerem as táticas mais adequadas ao trato das questões que trazem desconforto. É uma fórmula eficaz de amenizar a violência, de semear compreensão e tolerância, respeito à diversidade e tantas outras práticas que a transmissão estrita do conteúdo curricular nem sempre considera na rotina escolar.

Essa é uma das experiências levadas a efeito por aqueles educadores efetivamente preocupados com a urgência de se levar a educação a sério. E isso começa por aulas atraentes, que prendam o aluno e o façam sentir falta dos colegas, da escola e até do professor. Nenhuma outra está excluída, pois o que interessa é converter a educação, onipresente no discurso, numa prática efetiva, sem a qual o Brasil nunca chegará a ser a Nação de nossos sonhos.

* Ex-presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e ex-secretário da Educação do Estado de São Paulo

+ Lidas

Nossas notícias no celular

Receba as notícias do Semanário ZN no seu app favorito de mensagens.

Telegram
Whatsapp
Entrar

Veja também

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR