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Qual é a meta?

Tanto no sentido espiritual como no material, a igualdade é lei de suma importância para o desenvolvimento do ser.

Qual é a meta?
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Assim, a partir da igualdade natural, ou seja, com idênticas oportunidades, somos criaturas únicas porque a infinita capacidade de sentir, de combinar pensamentos e de agir nos dá liberdade para escolhermos caminhos diferentes, de modo que cada ser vai moldando suas características psicológicas singulares.

Embora cada espírito seja uma criatura única, os direitos naturais são os mesmos e eternos porque todos foram criados “simples e ignorantes, isto é, sem saber.” (P. 115 do Livro dos Espíritos).

Indistintamente, todos também estamos submetidos às regras evolutivas do progresso e, com livre-arbítrio, nos desenvolvemos rumo à perfeição. Como não existem privilégios e nem distinções na Criação, todos os espíritos, encarnados ou não, sempre estão progredindo a ponto de, com o passar do tempo, equilibrar por completo o moral e a inteligência rumo à perfeição. Cabe dizer, cada um se desenvolve por si mesmo e ao seu tempo.

Assim, superando os momentos mais difíceis da nossa existência na certeza de que, no teatro da nossa existência a vida é o maior espetáculo, devemos aproveitar a experiência corpórea para colocarmos em prática os ensinamentos adquiridos, mesmo porque a felicidade que buscamos decorre da harmonização do sentimento, vontade e atos, sendo necessário lembrar que Jesus disse: “Sede perfeitos, como vosso Pai celestial é perfeito” (Mateus 5:43 a 48).

Nesse contexto, embora estagiando nos mais variados pontos da progressão espiritual, nos deparamos com a sabedoria, bondade e justiça da Criação já que, partindo do mesmo ponto e de acordo com o esclarecimento adquirido por meio das provas a qual cada qual é submetido, progredimos por meio das reencarnações sem nos tornarmos meras réplicas uns dos outros. 

Aliás, as diferenças intelectuais e morais observadas entre os Espíritos são decorrentes exclusivamente da posição evolutiva alcançada pelas individualidades.

Eliseu Rigonatti ensina que “a virtude disciplina nosso coração e a sabedoria, o nosso cérebro.”  (in O Espiritismo Aplicado, pg. 7, Editora Pensamento, 2009, São Paulo). Portanto, para polir a pedra bruta que ainda somos, a meta de todo espírito é a perfeição, que consiste em adquirir a virtude e a sabedoria, vencendo o orgulho e o egoísmo.

 

Paulo Eduardo de Barros Fonseca

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