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Quarta-feira, 22 de Abril 2026

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Por quem os sinos dobram?

Colunista Paulo Eduardo de Barros Fonseca

Por quem os sinos dobram?
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Na visão de Aristóteles – filósofo grego:  384 a.C.  a 322 a.C. -, “o homem é um animal gregário”, ou seja, necessita viver em sociedade compartilhando valores, costumes, regras e interações sociais, contribuindo para o funcionamento da comunidade e o bem-estar coletivo. Portanto, viver em sociedade implica em ter responsabilidades, direitos e deveres, bem como manter relações interpessoais e buscar o equilíbrio entre as necessidades individuais e as demandas do grupo. De fato, há um desafio constante em conciliar as diferenças e interesses de cada um para construir uma convivência harmoniosa. 

Mas, atualmente, percebe-se que o individualismo, enquanto um fenômeno social, tem se intensificado e impactado significativamente a sociedade, porquanto os interesses pessoais estão se sobrepondo aos coletivos. O resultado disso é que a sociedade contemporânea vive o enfraquecimento dos laços sociais e a falta de solidariedade entre as pessoas.  

Assim, apesar da característica da natureza humana decantada pelo filósofo - “o homem é um animal gregário” –, o individualismo tem se tornado cada vez mais marcante, com as pessoas focadas nos seus próprios desejos e necessidades em detrimento das relações interpessoais e o cuidado com o próximo. 

É evidente que com o avanço científico e tecnológico, notadamente das mídias eletrônicas, as pessoas, especialmente as mais jovens, estão focadas nas redes sociais, no consumismo exagerado, na ascensão do “eu”, deixando-se cair na terrível armadilha do distanciamento emocional e social que levam à solidão e um preocupante aumento da ansiedade e depressão. 

Esse é um conflito estabelecido na sociedade moderna que precisa ser equacionado para que os efeitos do isolacionismo sejam minimizados e não afetem a sociedade como um todo pelo enfraquecimento, ausência ou mudança nos valores sociais, nas relações interpessoais, e até mesmo, no sistema econômico e político, entre outros aspectos. 

No entanto, é possível buscar o equilíbrio entre os interesses pessoais e coletivos desde que sejam promovidos valores como empatia, solidariedade, respeito mútuo e cooperação. 

Enfim, “o homem é um animal gregário” e a conexão humana, ou seja, o convívio com seus semelhantes, é essencial para o bem-estar emocional individual e coletivo, de modo que é de se buscar uma formar eficaz para que relacionamentos saudáveis sejam cultivados, investindo-se tempo e energia em nós mesmos e, sobretudo, nas pessoas que nos cercam.  

Como disse John Donne, em Meditações VII, “nenhum homem é uma ilha, isolado em si mesmo; cada ser humano é uma parte do continente, uma parte de um todo. Se um torrão de terra for levado pelas águas até o mar, a Europa ficará diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio; a morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano. E por isso não pergunte por quem os sinos dobram; eles dobram por ti”.  

*Governador 2006/2007 do Distrito 4430 de Rotary International. 

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