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Ponto comum das religiões

Comentários acerca da crônica da semana passada – Qual é a melhor religião?

Ponto comum das religiões
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Comentários acerca da crônica da semana passada – Qual é a melhor religião? – nos levam por um caminho seguro no sentido de que o amor é de essência divina e, enquanto a mais pura energia, se coloca em nossas vidas como o elo entre os seres humanos e também entre o etéreo.

Ao longo dos séculos, em meio ao caos, a violência e a desigualdade, a humanidade tem indagado acerca do real significado da expressão amor, retratando-a sob diversos enfoques.

Buscando uma definição, o dicionário Aurélio define a palavra amor como um sentimento que induz a aproximar, a proteger ou a conversar a pessoa pela qual se sente afeição ou atração; grande afeição ou afinidade forte por outra pessoa.

Mas, quando nos lembramos dos gregos antigos encontramos diferentes palavras para expressar ou definir o amor. O eros, expressa o sentimento de atração sexual; o storgé, que designa afeição entre familiares; o philautia, que diz respeito ao amor próprio; o ludus, que, por ser descompromissado, tem por objetivo o prazer; o pragma,  significa realidade, pois desprovido de emoções; o philos, que significa o amor condicional, enquanto aquele que espera algo em troca; e, por fim, o ágape, que designa o amor incondicional, porque nada pede em troca.

Percebemos que os 6 (seis) primeiros arquétipos se referem a sensações que podem existir ou não. No entanto, diferentemente, o ágape se refere a um comportamento que inspira as pessoas a compaixão e ao altruísmo, aproximando-as de Deus.

O Apóstolo Paulo, ao discorrer sobre o amor, já dizia que “o amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” (Coríntios 13:4-7).

Na mesma linha de pensamento, a doutrina espírita ensina que o amor é a fonte mais pura de energia e, além de transformar, ele está presente em cada um de nós. Acrescenta ainda que “o amor resume toda a doutrina de Jesus, porque é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso realizado. No seu ponto de partida, o homem só tem instintos; mais avançado e corrompido, só tem sensações; mais instruído e purificado, tem sentimentos; e o amor é o requinte do sentimento.” (O Evangelho Segundo o Espiritismo).

Essa convicção talvez justifique a postura de Jesus que quando provocado pelos fariseus a dizer qual era o maior mandamento, respondeu que a lei e os profetas poderiam ser resumidos em dois mandamentos – que, a meu ver, se condensam, portanto, são somente um – que são “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito; este é o maior e o primeiro mandamento. E aqui tendes o segundo, semelhante a esse: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo. – Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos”. (Mateus, 22:34-40).

 Essa passagem evidencia que quando se tem compreensão da importância do comportamento, das escolhas e ações que são praticadas, a compreensão e o sentido do amor ganham relevância e consistência, pois “o maior sentido da vida é alcançar o amor através do entendimento” (Bezerra de Menezes),  porque “o amor é a força que transforma o destino” (André Luiz).

Considerando que a matéria é transitória, é preciso lembrar que o amor é o sentir a vontade de Deus em nós. É preciso lembrar que o amor permite definir nossos caminhos e capacidade de acreditar, bem como que com ele somos capazes de compreender o outro e revelar as dificuldades da vida, enquanto que sem ele perdemos a capacidade de acreditar em Deus, em si próprio e na vida. É preciso lembrar que, “o amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor.” (Romanos 13:10).

Aliás, ponto comum das religiões tem como base doutrinária o ideal do amor, enquanto a força capaz de unir e superar todas as outras diferenças.  Nesse sentido foi a lição de Santo Agostinho quando disse: “ame e faça o que você quiser”, mesmo porque no amor cabe somente o bem do próximo.

É assim que, além da fé, o ágape, é a grande força das religiões ao exprimir o sentido universal do amor fraternal que todas pessoas deveriam aspirar e perseguir, mesmo porque, como disse Mario Quintana, “o amor é quando a gente mora um no outro”.

Esse é um grande desafio a ser superado pela humanidade.

                             

 Paulo Eduardo de Barros Fonseca

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