O secretário da Segurança Pública, general João Camilo Pires de Campos, participou, na tarde de sexta-feira (11), da posse do novo superintendente da Polícia Técnico-Científica do Estado de São Paulo, na sede da SPTC, no bairro do Butantã.
“Me sinto honrado de estar aqui para dar posse aos senhores. A Segurança Pública não é um fim por si própria, é um meio, que visa proteger e assegurar a vida, o patrimônio, a dignidade, a esperança e a vontade das pessoas. E é por isso que existimos”, declarou o general.
A nomeação do perito criminal Maurício Rodrigues Costa para o cargo foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), em 3 de janeiro deste ano. Desde 2015, quem ocupava o cargo máximo era o médico legista Ivan Dieb Miziara.
“A SPTC é uma jovem instituição, mas conta com dois institutos que elaboram juntos cerca de 1 milhão de laudos e cerca de 3 milhões de exames. Esses números fazem da gente uma das maiores polícias do mundo, a maior da América Latina”, destacou o novo superintendente.
Nascido em São Paulo, o novo Superintendente tem 57 anos. Está na Polícia Técnico-Científica desde julho de 1991, quando concluiu o curso de formação de perito criminal ministrado na Academia de Polícia "Dr. Coriolano Nogueira Cobra" (Acadepol).
Em seu discurso, Maurício Costa ainda exaltou o avanço da tecnologia e exemplificou ferramentas que trazem bons resultados. “Temos o Gestor de Laudos (GDL) que gerencia todo o nosso sistema de expedição de laudos e que já foi cedido a vários Estados do Brasil. Isso faz com que convivamos harmonicamente com outras instituições”.
Até a nomeação, estava à frente da diretoria do Instituto de Criminalística do Estado de São Paulo (IC). Já chefiou a Equipe de Perícias Criminalísticas de Guaratinguetá e o Núcleo de Perícias Criminalísticas de São José dos Campos.
Também atuou como assistente-técnico da SPTC. Como perito criminal, exerceu trabalhos nas áreas de Crimes Contra a Pessoa; Contra o Patrimônio; Ambientais; Perícias Especiais; Documentoscopia; Grafotecnia e Vistorias de Produtos Controlados.
Maurício é bacharel em Engenharia Mecânica pela Universidade de Taubaté (1987) e em Ciências Jurídicas e Sociais pela mesma instituição (1995). Também tem formação técnica em Eletrônica pelo Centro Técnico do Colégio Dom Bosco (1979).
O chefe da SSP aproveitou a oportunidade para enaltecer e agradecer o trabalho da Polícia Técnico- Científica. “Não existe trabalho de inteligência, sem o trabalho da perícia, sem o trabalho técnico. Os senhores são fundamentais”, concluiu.
Novos diretores dos Institutos Médico Legal e
de Criminalística
Foram publicadas no DOE, no dia 9 de janeiro, as nomeações do perito Maurício da Silva Lazzarin e do médico legista Alexandre Marcos Inaco Cirino que assumem, respectivamente, as diretorias dos institutos de Criminalística e Médico Legal.
Lazzarin tem 51 anos e está na Polícia Técnico-Científica desde 1995. Antes de ser nomeado para o cargo, atuava como diretor divisionário do Centro de Exames, Análises e Pesquisas (CEAP), desde outubro de 2018.
Anteriormente, chefiou o Núcleo de Engenharia do IC e a Equipe Leste de Perícia, onde também foi perito criminal plantonista. Atuou como perito encarregado do Setor de Finanças do Instituto de Criminalística e como desenhista técnico-pericial.
Nascido em São Paulo, é mestre em Formação de Gestores Educacionais pela Universidade Cidade de São Paulo (2017) e possui pós-graduação em Docência no Cenário do Ensino para a Compreensão pela mesma instituição (2010). É bacharel em Direito pela Unicid (1998) e em Engenharia Elétrica pela Universidade São Judas Tadeu (1989).
Cirino tem 57 anos e está na Polícia Científica desde 1989, quando concluiu o curso de Medicina Legal na Acadepol. Antes de ser nomeado para o cargo, chefiava o Núcleo de Clínica Médica do IML, realizando perícias em procedimentos médicos.
Nascido em Itápolis, é formado pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP 1985) e tem especialização em Ortopedia e Traumatologia pela mesma universidade (1989). Ministra aulas de Socorros de Urgência e Medicina Legal na Acadepol e participa de concursos públicos da academia como membro da banca examinadora.