.jpg)
Com a iniciativa da Polícia Militar do Estado de São Paulo, o projeto Vizinhança Solidária se expandiu para diversas áreas da capital e ganhou novo formato.
O projeto propõe uma maior aproximação entre a comunidade e a PM para troca de informações e desta forma evitar uma série de roubos e assaltos.
Anteriormente restrito às vias residenciais, o Vizinhança Solidária está sendo implantado também nos condomínios verticais.
A iniciativa mapeia toda a área com a finalidade de detalhar as informações sobre os acessos aos condomínios e como eles estão organizados no bairro para disponibilizar para a polícia.
O Vizinhança Solidária, que consiste na criação de grupos em aplicativos de celular para que policiais possam ser informados sobre suspeitos ou crimes em andamento, conseguiu reduzir significativamente os delitos e evitar uma série de roubos e furtos.
.jpg)
Moradores da região do Alto de Santana, predominantemente habitantes de edifícios, em conjunto com a 2ª Cia. e o 43º BPM/M, aderiram ao projeto.
De acordo com o capitão da Polícia Militar, Marcelo Reco, houve redução nos índices criminais na cidade após a implantação do projeto.
“Com o projeto Vizinhança Solidária e a ajuda da população, conseguimos reduzir em 47,7% o número de delitos, como roubos, furtos, homicídio e estupros”.
Segundo ele, o Vizinhança Solidária surgiu na região em meados de 2015. “Houve uma necessidade de utilizarmos uma ferramenta que nos auxiliásse na redução dos índices criminais. Aí, pesquisando, tomamos conhecimento do projeto que foi criado pelo então capitão da PM, hoje coronel, Toledo, no município de Santo André, no ABC paulista.
Fizemos uma adaptação do projeto inicial e lançamos o Vizinhança Solidária aqui na região que abrange o 43° BPM/M. A principio divulgamos o projeto nas reuniões do Conseg, a partir daí, os moradores aderiram à inciativa. Atualmente, contamos com 96 grupos de WhatsApp, ou seja, são 8 mil moradores espalhados por 280 vias”.
O capitão Reco ainda explicou como funciona o projeto em condomínios verticais. “O sistema funciona um pouco diferente do modelo residencial, devido à quantidade de moradores. Em parceria com a portaria do prédio, montamos um grupo de WhatsApp. Escolhemos um líder que trabalha em conjunto com a Polícia Militar. Existem dois tipos de grupos: grupo de moradores e o grupo de líderes, que têm contato direto com a PM”.
As moradoras de um dos prédios localizados no região do Alto de Santana, Priscilla Mello e Célia Melo Lima, afirmaram que com o projeto Vizinhança Solidária se sentem mais seguras e protegidas.
.jpg)
“A parceria veio da necessidade das pessoas entrarem em contato com a Polícia Militar e verificarem as necessidades da sua rua. Resolvemos aderir ao projeto Vizinhança Solidária após nosso prédio ser invadido por bandidos fortemente armados”, destacou Priscilla.
“É imprescindível essa ajuda da população. Com essa parceria com a Polícia Militar conseguimos inibir os índices criminas e ter mais segurança, além de inibir a atuação dos bandidos, continuou Priscilla”.
De acordo com Priscilla Mello foram criados vários grupos. Aqui no Alto de Santana contamos 20 ruas de condomínios verticais. Nosso grupo é formado por síndicos e subsíndicos, e após a redução dos índices criminais e delitos conseguimos uma adesão de 23% dos moradores”, destacou Priscilla.
Ela ainda ressaltou a importância das mídias regionais na divulgação do projeto Vizinhança Solidária. “A grande chave é a informação, se as pessoas não têm informação, elas não conseguem desenvolver o projeto. Acredito que as mídias regionais têm um grande papel no combate ao crime na região, com elas a comunidade fica sabendo o que acontece no seu bairro”
O Programa Institucional “Vizinhança Solidária” foi criado pela Polícia Militar do Estado de São Paulo para incentivar a prevenção primária na segurança pública local, através de medidas adotadas pelos próprios moradores em conjunto com a Polícia Militar.
Na Zona Norte, há aproximadamente 120 ruas sendo abrangidas pelo Programa através do 43° BPM/M, comandado pelo tenente-coronel PM Rogério dos Santos e o capitão Marcelo Reco.
O programa é voluntário e para ser implantado em um bairro ou rua, os moradores devem procurar a Companhia de Polícia Militar mais próxima. Uma vez inserida no programa, a PM realizará palestras na região explicando aos moradores, síndicos e funcionários de condomínios participantes, como zeladores, faxineiros e porteiros, como agir no dia a dia. Folhetos explicativos também são entregues para serem afixados em locais de visibilidade da população.