SEMANÁRIO ZONA NORTE - JORNAL DE MAIOR CIRCULAÇÃO NA ZONA NORTE

Aguarde, carregando...

Sexta-feira, 24 de Abril 2026

Notícias Segurança Pública

Polícia Militar Ambiental na luta pela preservação do Meio Ambiente

A Polícia Militar Ambiental desde seus quase 69 anos de existência atua na preservação do Meio Ambiente

Polícia Militar Ambiental na luta pela preservação do Meio Ambiente
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Polícia Militar Ambiental desde seus quase 69 anos de existência atua na preservação do Meio Ambiente e combate aos crimes ambientais. São grandes operações diariamente em todo Estado de São Paulo, nos seus 645 munícipios, atuando em terra, nas áreas rurais e urbanas, e nas águas, fluviais e marítimas. São prevenções ao desmatamento, “trafico” de animais silvestres, soltura de balões, caça, pesca predatória, crimes contra flora, atividades degradantes entre outras.

Através do policiamento preventivo e ostensivo da Policia Militar Ambiental muitos crimes ambientais deixam de ocorrer, e quando já praticados, os autores são levados à Justiça para sua responsabilização criminal, além das multas aplicadas pelos policiais militares que flagraram as infrações. Dentro da universalidade de atuação da Policia Militar Ambiental podemos destacar a média anual de 30 mil animais silvestres apreendidos e devolvidos posteriormente à natureza, e as 65 toneladas  anuais, em média, aprendidas de palmitos, com a responsabilização criminal e administrativa dos envolvidos, e a garantia que esse produto processado muitas vezes sem as mínimas condições de higiene - podendo causar botulismo- não cheguem às mesas da população.

O Comando de Policiamento Ambiental é formado por cerca 2.190 PMs, quase 500 viaturas, um helicóptero e 300 embarcações, sendo três delas de porte razoável para atuar em alto mar.

São atividades complexas e regulamentadas por inúmeras normas. O policial militar ambiental além de conhecedor da legislação que define os crimes ambientais para preservação do meio ambiente, possui conhecimentos específicos de flora e fauna para identificar se a espécie é protegida ou não, e se a prática se enquadra em algum crime.

Os atendimentos variam desde o resgate de animais silvestres, mantidos em cativeiro, até a aplicação de pesadas multas aos que desmatam, queimam vegetação, e praticam atividades irregulares que agridem o meio ambiente em áreas de preservação ambiental, e passando também pela prisão dos verdadeiros terroristas da biodiversidade, que lucram com a destruição da nossa fauna e flora, enfrentando a Policia Militar Ambiental com armamento pesado e de alto poder ofensivo. É uma das unidades da Polícia Militar que mais aprende armas ilegais no Estado.

Para executar suas missões, a Ambiental usa equipamentos e tecnologias de ponta, como drones, embarcações marítimas blindadas, veículos terrestres 4x4, assim como a recente implantação dos uniformes de camuflagem para selva, com padrão digital.

Como já citado, são inúmeras operações ao longo do ano, sendo algumas específicas conforme a época. Neste período, que vai de novembro a fevereiro,  ocorre a Piracema, que restringe a pesca, para a reprodução das espécies. Na última piracema 2017/2018, o Policiamento Ambiental apreendeu 40,6 quilômetros de redes ilegais. Essa quantidade equivale a duas vezes a extensão de toda linha Tucuruvi-Jabaquara do Metrô de São Paulo. Os Policiais Militares ambientais navegaram 4.148 horas nos rios, lagoas, represas e reservatórios das Bacias do Rio Paraná preservando a flora e fauna.

Essa operação específica durante o período não diminui a demanda das outras áreas que recebem atenção do Policiamento Ambiental, é o caso do tráfico de animais silvestres.  O comércio ocorre, por traficantes, em feiras do rolo e internet. Acredita-se que o tráfico de animais silvestres é a terceira maior movimentação ilegal do mundo, ficando atrás somente das armas e entorpecentes.

No Estado de São Paulo, o policiamento ambiental chega a apreender, em média, 30 mil animais por ano. “Existem feiras do rolo em vários pontos da capital, na região metropolitana e no interior do Estado. A maior e mais famosa é a da Vila Mara, Zona Leste da capital”, explica o coronel PM Homero de Giorge Cerqueira, comandante do policiamento ambiental da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP). “Atualmente, o comércio ilegal da fauna está migrando para as redes sociais, de onde provêm cerca de 80% das denúncias sobre o comércio ilegal. O policiamento ambiental monitora essas feiras, redes sociais e realiza campanhas educacionais com o propósito de conscientizar as pessoas sobre essa prática ilegal”, acrescenta o oficial, e finaliza “... há uma estimativa antiga de que para cada animal silvestre nas residências das pessoas outros nove morreram durante a captura e transporte”.

O policiamento ambiental trabalha em várias frentes no combate ao tráfico da fauna silvestre. Em nível local, atua em parques urbanos e nas unidades de conservação onde pode ocorrer a captura; nas estradas e rodovias, em parceria com a Polícia Rodoviária; nas redes sociais virtuais e feiras do rolo, onde ocorre a venda desses animais; e em cativeiros ou depósitos, onde eles são mantidos antes da venda. Além disso, age preventivamente com o auxílio da educação ambiental.

Para dar conta da demanda, há 116 unidades de atendimento integradas, com efetivo fixado de mais de 2 mil homens e mulheres. O comandante explica que os animais vêm de diversos Estados. São Paulo é um dos destinos, mas as pessoas estão mais conscientes e estão denunciando mais. O apoio da população é fundamental para a atuação do policiamento ambiental.

Em 2017, foram quase 100 mil ocorrências do policiamento ambiental. Ao todo, 837 armas de caça e 29.840 animais silvestres apreendidos, R$ 254 milhões em multas, 26 fábricas de balões fechadas, 194 balões apreendidos e material suficiente para a produção de outros 600. Média de 319 ocorrências atendidas por dia em todo o Estado de São Paulo.

O coronel PM Homero ressalta que a sociedade pode contribuir denunciando a prática de crimes ambientais através de um aplicativo para celular chamado “Denuncia Ambiental”, o registro pelo site http://denuncia.sigam.sp.gov.br, o e-mail ambientaldenuncias@policiamilitar.sp.gov.br também para registro, o contato com a unidade mais próxima ao cidadão que pode ser acessado através do site http://www3.policiamilitar.sp.gov.br/unidades/cpamb/  , ou no caso de emergência, ligar direto para o número 190.

+ Lidas

Nossas notícias no celular

Receba as notícias do Semanário ZN no seu app favorito de mensagens.

Telegram
Whatsapp
Entrar

Veja também

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR