Versos de Evaristo Ferreira da Veiga do Hino da Independência que eram entoados com grande entusiasmo pelos alunos das Escolas Públicas em nossa juventude a cada comemoração na Data Magna da Pátria. Versos que traduzem o compromisso de luta da brava gente brasileira pela liberdade, mesmo que se tenha que, nesse esforço, entregar a sua vida. Liberdade que, no hino, se referia à saída do jugo português e que hoje tanto pode se relacionar à contraposição à dominação de outro país ou à existência de um governo não democrático e ditatorial.
Nas últimas décadas, infelizmente, aquilo que testemunhamos em nossa juventude não se repetia mais em nossas Escolas e foi diminuindo em nossas ruas a cada 7 de setembro. O culto ao passado, aos heróis e a nossa história é o que nos une e torna a nação mais forte e caminhando na mesma direção.
A quem pode interessar a quebra desses costumes? Ações para enterrar e acabar com tais praticas só podem vir daqueles que pretendem fundar um novo país, com novos valores. Aqueles mesmos que pegaram em armas nas décadas de 1960 e 1970 para aqui criar uma ditadura como a de Cuba, viriam a assumir o poder pelo voto e pouco a pouco foram encobrindo tudo aquilo que identificava a nação que surgiu com o brado de “Independência ou Morte”, às margens do Ipiranga. Com eles no poder, o nosso Brasil foi sendo apagado. Ao mesmo tempo, controlando a mídia, o Congresso Nacional e a Suprema Corte transformavam de forma ameaçadora o Estado brasileiro, favorecendo o crime e institucionalizando a corrupção.
Para aquela juventude criada sob a sombra do pendão verde e amarelo a esperança reacenderia com a derrota eleitoral do socialismo no ano que passou. Aquele nosso Brasil de verdadeiros patriotas voltava a existir.
Neste último dia 7 de setembro de 2019 vimos nas ruas mais uma vez crescer o orgulho em verde e amarelo daqueles que, desde jovens aprenderam a amar o Brasil, fato não muito noticiado pela mídia ainda controlada. Mas infelizmente observamos também que existem aqueles que, neste dia de festa, preferem se vestir de preto e protestar. Protestos sem algum fundamento razoável. Agindo assim mostram que, mais do que amar o seu país e sua história, ai estão para servir a uma ideologia.
Isso nos adverte, à brava gente brasileira, que precisamos mais e mais nos unir em torno de nossa bandeira e de nossa história e fortalecer nossa democracia. Os inimigos da pátria continuarão a resistir. Neste momento a força dos versos de Evaristo Ferreira da Veiga deve nos motivar e orientar: “Ou ficar a pátria livre (dos mau brasileiros) ou morrer (de lutar e trabalhar) pelo Brasil”.
*Analista do Núcleo de Estudos Estratégicos em Defesa e Segurança da UFSCAR (NEEDS)
General Eduardo Diniz