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Os valores do mundo

Colunista Paulo Eduardo de Barros Fonseca

Os valores do mundo
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Enquanto o planeta estiver vivenciando seu processo de ajuste moral necessário será que as estruturas da sociedade, notadamente aquelas que visam à manutenção da ordem social, mantenham um sistema hierárquico onde pessoas são investidas do poder-dever de viabilizar o bem comum.

Mas o que é o bem comum?

Nos idos de 1963, portanto, numa época conflituosa, marcada pela proliferação nuclear, o papa João XXIII definiu na Encíclica Pacem in Terris, ou seja, Paz na Terra, que “o bem comum consiste no conjunto de todas as condições da vida social que consintam e favoreçam o desenvolvimento integral da personalidade humana”.

Essa afirmação, que renova o ensinamento de Jesus faça ao próximo o que queira que o próximo te faça (*Mateus 7:12), coloca todas pessoas em igualdade de condições porque sugere a ação individual e coletiva na construção de uma sociedade mais justa.  É a ação do bem para fazer do homem um homem de bem, enquanto atitude que compete a toda pessoa, no exercício pleno da cidadania, por meio de sua ação individual e coletiva.

Daí a necessidade e a importância traduzir em todos os segmentos da sociedade, desde o cidadão mais simples até o que ocupe o cargo mais importante, ações que revelem os interesses de todos.

Agir assim, ainda que instintivamente, é fazer uso e dar força à inteligência trazida pelo Cristo, que indicou o caminho correto que deve ser seguido para que o nosso planeta adquira o devido equilíbrio moral e intelectual.

Aliás, isso não se resume apenas ao atendimento às necessidades de sobrevivência biológica da espécie, mas decorre da estruturação do mundo moral no íntimo do ser, pois o indivíduo moralizado é alguém que considera o sentido da vida dentro de um contexto maior.

Quando todas pessoas, em qualquer situação, atuarem dentro de um comportamento ético que esteja respaldado no interesse comum, além de estarem superados os principais entraves para o progresso humano, àqueles que têm a incumbência de gerir os destinos dos povos serão impulsionados por sentimentos mais espiritualizados, porque estarão voltados para a verdadeira fraternidade universal.

Lembremos que em Gênese, cap. XVII, há o alerta no sentido de que a fraternidade deve ser a pedra angular da nova ordem social; mas não há fraternidade real, sólida e efetiva, se ela não se apoia sobre uma base inabalável; esta base é a fé, não a fé em tais ou quais dogmas particulares, que mudam com os tempos e os povos; e que mutuamente se apedrejam, porquanto, anatematizando-se uns aos outros, alimentam o antagonismo, mas a fé nos princípios fundamentais que toda a gente pode aceitar e aceitará: Deus, a alma, o futuro, o progresso individual indefinito, a perpetuidade das relações entre os seres.

Enfim, somente o progresso moral pode assegurar aos homens a felicidade na Terra, refreando as paixões más; somente esse progresso pode fazer que entre os homens reinem a concórdia, a paz, a fraternidade.

Isso porque, para os espíritos elevados, os valores do mundo transcendem as coisas da matéria que, reconhecidamente, são finitas!

 Paulo Eduardo de Barros Fonseca

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