O governador João Doria e o secretário da Segurança Pública, general João Camilo Pires de Campos, homenagearam, nesta quarta-feira (11), dois policiais militares, três civis e dois científicos da capital paulista com o certificado “Policial Nota 10”. Além deles, outros policiais civis, militares e técnico-científicos foram agraciados por atuações de relevância em outras regiões paulistas.
Em sua décima primeira edição, a iniciativa, criada pela Secretaria da Segurança Pública, tem como objetivo reconhecer e estimular o bom trabalho policial em todo o Estado de São Paulo. A solenidade aconteceu na sede do Palácio dos Bandeirantes, localizado na zona oeste da capital paulista.
Representando a instituição militar, foram agraciados os soldados Gustavo Pereira de Matos e Thiago Morais Patriota, ambos da 3ª Companhia do 2º Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran). No dia 7 de novembro eles prenderam os autores de um roubo e recolheram um simulacro de revólver.
A dupla estava em patrulhamento na Ponte Freguesia do Ó quando foi acionada por uma pessoa que informou ter sido vítima de roubo, por dois homens armados, que estavam próximos do local do fato. Foram iniciadas buscas na região e logo os suspeitos viram a viatura e tentaram fugir a pé pela Rua Capitão Francisco Teixeira Nogueira.
Após breve acompanhamento, eles foram detidos e os pertences das vítimas foram localizados, além de do simulacro de revólver calibre 38. Em pesquisas, foi verificado que um dos suspeitos era procurado pela Justiça por roubo. A ocorrência foi apresentada no Distrito Policial como roubo e captura de procurado. Os suspeitos permaneceram à disposição da Justiça.
Polícia Civil
Na Polícia Civil foram homenageados os investigadores Cleber Rodrigues Gimenez, Eurico Moura Barbosa e Gustavo Cardoso de Souza, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). O trio foi homenageado pela prisão de dois homens que invadiriam uma agência bancária, na zona norte da capital.
Os policiais flagraram os suspeitos no estacionamento do estabelecimento bancário, situado na Avenida Parada Pinto, no bairro Vila Nova Cachoeirinha. Os acusados foram vistos no momento em que começavam a perfurar o cofre, após terem realizado outros quatro furos no teto do imóvel para tentar localizá-lo.
De acordo com o investigador Eurico, que há oito anos se dedica à instituição policial, quando os agentes chegaram, quatro suspeitos tentaram fugir pelo subsolo do banco, que dava saída para um condomínio, no entanto, dois deles foram capturados pela equipe.
Segundo apurado, os dois são suspeitos de envolvimento em pelo menos seis outros ataques a bancos ocorridos na região. Eles contavam com um equipamento sofisticado para abrir passagens em concreto – o material e um veículos foram apreendidos e encaminhados para análise.
“Já tínhamos recebido elogios por alguns trabalhos realizados, mas essa homenagem nos deixou envaidecidos, felizes e mais empolgados para trabalhar. É muito bom receber o reconhecimento da chefia imediata e agora da mediata, por meio do Governo do Estado. Eu e meus parceiros estamos bem ansiosos [pela entrega do certificado]”, contou o investigador.
Polícia Técnico-Científica
Representando a Polícia Técnico-Científica foram reconhecidos os médicos legistas José Otávio de Felice Junior, diretor do Núcleo de Perícias Médico-Legais (NPML) da Capital e da Grande São Paulo; e Paolla Rossi, que atua na Equipe de Perícias Médico-Legais Centro, ou seja, o IML Central.
O médico atua há 13 anos no Instituto Médico Legal e, como chefe do NPML, que já realizou mais de 170 mil exames periciais só neste ano, fica responsável por 17 equipes do IML e mais 500 funcionários. Também coordena o serviço de recolha de mortes violentas na cidade de São Paulo.
Além de atuar na área administrativa, realiza exames e laudos psiquiátricos. Com atividades desempenhadas também nas cidades da Grande São Paulo, agiu de forma proativa no ataque em escola estadual de Suzano, em março. Seu desempenho foi determinante para que os laudos necroscópicos fossem emitidos com qualidade e agilidade no mesmo dia.
Já a médica Paolla Rossi atuou no caso da menina de 9 anos que foi encontrada morta no Parque Anhanguera, no final do mês de setembro. Durante os exames periciais realizados, Paolla constatou lesões que auxiliaram no avanço das investigações que apuravam a circunstâncias dos fatos.
“No dia do crime eu estava de plantão, quando um perito noticiou o caso em grupo nosso. Logo depois, veio a requisição do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) para o exame necroscópico. Foi quando passei a atuar assiduamente no caso“, explicou a médica que trabalha na Equipe de Perícias Médico-Legais Centro, popularmente conhecido como “IML Central”.
As análises, resultado do trabalho da médica, permitiram a apreensão de um adolescente, de 12 anos, identificado como autor do crime. O empenho da policial foi elogiado pelo Ministério Público de São Paulo e agora destacado pelo Governo. “Fiquei agradecida pela indicação, mostra que acompanharam meu trabalho de perto. É uma honra estar entre os homenageados”.