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Quarta-feira, 11 de Março 2026

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Os Conselhos na República

Devemos concordar que nada como tomar decisões apoiadas no pensamento de várias pessoas.

Os Conselhos na República
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Devemos concordar que nada como tomar decisões apoiadas no pensamento de várias pessoas. Dai vem a importância dos Conselhos, que hoje estão presentes em empresas privadas, Estatais, Associações e Clubes. Os Conselhos caracterizados pela diversidade de pensamento são comitês que permitem aos presidentes e diretorias executivas decidir analisando um espectro maior de possibilidades, o que resulta em uma análise que considera todas as variáveis e todas as correntes de pensamento. É lógico pois que se pense que os Conselhos são mecanismos dos quais não se pode prescindir. Certo? Pela lógica aqui tratada, sem outras considerações, sim.

Mas nem tudo é o que se nos parece. Existem certos tipos de Conselho e Conselheiros que, devemos saber, são bastante nocivos à qualquer organização.

Os Conselhões na nossa República foram criados pelo governo Lula e estão ai até hoje.  Esses Conselhos traziam para o debate, em tese, uma parcela representativa da sociedade. Nos governos Lula e Dilma, o que se via no funcionamento desses Conselhões? Eram Conselhos integrados por pessoas, em sua maioria, simpatizantes do pensamento do governo que lá iam para chancelar o ideário a ser defendido. Era como no congresso do Partido Comunista Russo, um ou dois falavam e o resto estava lá para aplaudir e apoiar as ideias apresentadas. O Conselhão, trabalhando pelo partido, era usado para passar a ideia que o assunto havia sido deliberado pela sociedade, mas não era isso que acontecia.

Além dessa questão de ter-se Conselhos que em nada representam a sociedade, existe o caso dos conselheiros que ali estão não para cooperar mas para tumultuar e dificultar o processo de análise de uma questão. No caso do atual governo em que existem conselhos com  a previsão de participação de representantes da UNE, OAB e SBPC, o que se pode esperar dessas pessoas? A esquerda no Brasil já deixou claro que não será oposição, mas sim  a Resistência, que não deixará o governo andar. Isso pôde ser observado na Câmara dos Deputados por ocasião da análise de proposta da Previdência que, mais do que discutir os pontos de interesse,  os partidos de esquerda lá estavam para retardar e tumultuar os trabalhos.

Nos governos Lula e Dilma os Conselhos mancos à esquerda tornavam ilusão a representatividade da sociedade, na atualidade, os conselheiros da Resistência são pedras ali colocadas para fazer a engrenagem emperrar, dessa forma sempre que tratarmos de Conselhos, tenhamos cautela antes de defende-los como garantidores da participação da sociedade. Nem tudo é o que parece ser.

Gen. Eduardo Diniz

* Analista do Núcleo de Estudos Estratégicos em Defesa e Segurança da Universidade de São Carlos (NEEDS)

 

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