Que feio! A escória segue dominando os complexos que foram palco de batalha violentíssima. São 382 degraus na escadaria para chegar à igreja da Penha. Junto com o Alemão, ambos ficam na Serra da Misericórdia.
Feio: só com muita misericórdia para entender os desafios no palco de discussões estéreis. O povo sofre, atormentado pelos traficantes que fazem horrores: extorquem os moradores, estupram menininhas que não querem “namorar” e impõem regras ferozes. Exemplos com imagens: mulher dentro de uma banheira cheia de gelo; outra de joelhos para ter a cabeça cortada com facão; pneu no pescoço de um infeliz, como se fosse um colar, para atear fogo em seguida; morador com mãos esticadas para receber pauladas nas palmas. E por aí vai.
Muito feio: república do crime imperando. A Polícia chegou para cumprir cem (!) mandados de prisão. Foi recebida a tiros de fuzil e granadas lançadas de um drone. Barricadas com trilhos e carros incendiados. Mortes no confronto. Quatro policiais tombaram, sem direito a lamentos. Os especialistas em ciências ocultas começaram a bufar, chamando os policiais de criminosos e os bandidos “vítimas” de assassinos.
Ministro do Supremo in loco, como se fosse corregedor policial; ministro da Justiça reclamou que “não foi “avisado antes”; defensoria pública quis “perícia independente”; governadores indignados diante da omissão federal ofereceram ajuda. Farpas políticas por todos os lados.
Feiúra: Comando Vermelho, já mais forte do que o PCC, dando as ordens. Vermelho de banhos de sangue. Cara feia com reações anti-Polícia do mais baixo nível: professora que se diz “especialista”, afirmando que policiais podem lançar pedras no combate a bandidos armados com fuzís. Supremo decidindo que a Polícia só pode entrar nos complexos apenas em condições “excepcionais”. Cale-se, Shakespeare: “nunca chame de impossível o que apenas improvável lhe parece”. Crime organizado protegido, população apavorada. “Explicação” mais do que feia: policiais seriam letais e os criminosos inofensivos.
Horroroso: esquerda versus direita, como torcidas em jogo de futebol. Ambos pensando só nas eleições do ano que vem. Para os moradores mesmo, nada de concreto. Aliás, apoiam a operação policial. Povo? Ora o povo... Será procurado para captação de votos. Inocentes ouvindo o cego blábláblá ideológico. Horripilante. O Rio, outrora maravilhosamente lindo, mas agora...
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