Aguarde, carregando...

Quinta-feira, 15 de Outubro 2026
Notícias Colunistas

O perdão

Colunista Paulo Eduardo de Barros Fonseca

O perdão
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Não vos digo que perdoeis até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes.  Essa lição de Jesus, exemplo de virtudes e modelo mais perfeito a ser seguido, deveria calar fundo em nossa inteligência e bradar alto em nossos corações, pois que no convívio social cotidiano reiteradamente somos chamamos a praticar o perdão. 


Essa questão é de tal relevância que, abstraindo-se das hostes da religião, adentra nos conceitos terapêuticos das ciências médicas e da psicologia, restando inequívoco que aquele que consegue exercitar o perdão consegue manter equilibrada sua sanidade física e mental.


Mágoas, culpas e ressentimentos devem servir de alerta porque prendem o ser no passado e o submete à dor da revolta, do revanchismo, enfraquecendo-o moral e fisicamente ocasionando, como consequência, transtornos de diversas ordens.
Ao contrário disso, aquele que consegue diluir as mágoas, as culpas e os ressentimentos que determinado fato lhe causou se reconcilia com seu adversário, mas, sobretudo, consigo mesmo, conservando seu coração tranquilo.


Inegavelmente, o perdão faz as pessoas melhores física e moralmente. Fisicamente porque ao se livrar das paixões nocivas há a diminuição da possibilidade de se ver acometido por enfermidades, e, moralmente porque propicia aquilo que chamamos de consciência tranquila, ou seja, paz de espírito.


Como o perdão é um catalisador que cria a ambiência necessária para uma nova partida, para um reinício, sua prática envolve atividades reparadoras. Aliás, ao perdoarmos alguém estamos exercitando o autoperdão, uma vez que um é consequência do outro, porque somos com o outro aquilo que somos conosco mesmo. 


Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros e perdão das ofensas, além de traduzir a acepção cristã da palavra caridade, demonstra que o homem bom deve procurar diminuir a distância que o separa daquele que ainda não compreendeu Jesus. 


O perdão é a assepsia da alma, a faxina da mente e a alforria do coração, de modo que: perdoar os inimigos é pedir perdão para si mesmo. Perdoar aos amigos é dar-lhes prova de amizade. Perdoar as ofensas é mostra que se tornou melhor do que antes. Perdoai, portanto, meus amigos, a fim de que Deus vos perdoe... 

Paulo Eduardo de Barros Fonseca

Veja também

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR