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Domingo, 20 de Setembro 2026
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O fluxo da vida

Colunista Paulo Eduardo de Barros Fonseca

O fluxo da vida
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A vida está muito longe de ser uma “ciência exata”. Aliás, nem mesmo a ciência é absolutamente exata, restando consensualizado nos meios acadêmicos que uma verdade científica somente será verdade até que outra verdade a ela se sobreponha. 

Na realidade, a vida é feita de movimentos inesperados, cheia de altos e baixos que nos levam a crer que precisamos estar preparados para deixar de lado aquilo que planejamos para vivermos aquilo que nos espera.  

Quando refletimos sobre o viver chegamos à conclusão de que a vida nos pede para seguirmos seu fluxo para que possamos superar as dificuldades sem esmorecimento pelas surpresas e eventuais desapontamentos do cotidiano. De fato, a vida é uma busca constante entre enfrentar desafios e lidar com perdas, decepções e frustações. 

Se, de um lado, a realidade normalmente nos frusta e nos surpreende porque nos abalamos com questões que transcendem a nossa vontade e, ainda que momentaneamente, diminuímos nossa marcha ascensional ao nos permitir esmorecer.  De outro lado, a vida nos indica que devemos seguir o fluxo do viver e entender que todos, indistintamente, somos falíveis, porque somos seres em busca da melhora moral que, um dia, nos levará à verdade.  

Mahatma Gandhi ao dizer que “a minha fé, nas densas trevas, resplandece mais viva”, nos alerta das lições do Cristo, em especial quando nos lembra de que é preciso, em qualquer situação, “orar e vigiar”. Orar, para manter os pensamentos elevados e manter-nos atentos sobre o que pensamos. Pois que isso influenciará no Vigiar, porquanto atentos sobre o que pensamos evitaremos a prática de atos que atendem contra a moral do Cristo. Nesse passo, para que tenham efeito prático e nos ajudem, suprindo nossos desafios, a nos tornarmos pessoas melhores, ambas as ações devem caminhar juntas. 

Se, como disse George Barned Shaw, “a vida não é encontrar a si mesmo, mas, é criar a si mesmo”, que estejamos atentos de que a nossa vontade nem sempre prevalece, mas, que sempre é preciso buscar sabedoria para enfrentar os desafios do cotidiano e saber lidar com as dificuldades que são inerentes a todos seres humanos. 

O nosso dia, a nossa vida material, acontece numa velocidade espantosa e incontrolável e, muitas vezes, deixamos passar despercebidas as oportunidades que nos são oferecidas porque nos prendemos às questões meramente materiais, ficando enclausurados nas sensações. Isso, evidentemente, porque nos limitamos ao mundo pequeno da vida material que é efêmera, passageira, de curta duração. Por isso, em qualquer situação, é de se ponderar que precisamos saber aproveitar a vida material da melhor maneira possível, inclusive e sobretudo, sabendo superar as vicissitudes do cotidiano. 

Enfim, constantemente, a vida nos pede que sigamos o seu fluxo com resignação e sabedoria! 

Paulo Eduardo de Barros Fonseca 

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