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Sábado, 27 de Junho 2026
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O anacronismo progressista

Colunista General Diniz

O anacronismo progressista
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Quem lê o título do artigo poderá inferir que o autor se equivocou em sua colocação pois, como algo que aponta para frente, para o desenvolvimento, para a evolução da nossa sociedade pode ser ultrapassado, antiquado, arcaico? Mas, a ideia é justamente demonstrar que os auto denominados progressistas, hoje, vestidos com o sedutor manto do progressismo, pensam e agem em favor do retrocesso e da total degradação. 

O progressismo é uma filosofia política e social que defende reformas e mudanças progressivas na sociedade para promover o progresso humano, a justiça social e a igualdade. Em tese qualquer ser humano evoluído e que defenda o bem comum seria adepto do progressismo, eu, inclusive. 

Mas então qual o problema do progressista? Exporei as suas mazelas, particularizando os tipos de progressistas que transitam entre nós. 

Pouco a se falar do progressista oportunista que se apropria do título como forma de se auto promover, diante de suas enfeitiçadas plateias, com o único fim de auferir benefícios próprios sem nunca mirar a sociedade a que servem. Esses em nada diferem dos oportunistas conservadores, ambos se escoram no populismo, são adeptos do toma lá dá cá, dão guarida à corrupção e à promoção de práticas não republicanas. Ambos contribuem para que o avanço da sociedade não aconteça. 

Passo a falar daqueles que entendo serem os mais arcaicos, os adeptos do progressismo marxista. Carl Marx foi um progressista do seu tempo. Em pleno século XIX, em que a exploração do trabalho se dava de forma desumana, Marx apresenta uma forma revolucionaria de tratar a relação empregador empregado e contesta o sistema capitalista explorador e injusto para com o trabalhador.  

No século XXI, com novas e importantes relações trabalhistas e o avanço das democracias, não há espaço para a luta de classes e o sonhado estabelecimento da ditadura proletária. Apesar dos muitos exemplos de insucesso da aplicação do marxismo pelo mundo ainda existem cabeças que defendem que esse é o nosso futuro. 

Passo a falar daquele progressista de ofício que, enebriado pelas ideias transformadoras, deixam de considerar aqueles aspectos que dão sustentabilidade a realidade vivida. Nada pode ser edificado no vazio, sem uma base de sustentação e esses seres que se julgam além do seu tempo, assim pensam e agem. 

Não se podem conceber avanços civilizatórios, ignorando-se a natureza humana ou mesmo as bases em que a nossa sociedade se criou e evoluiu. Não se pode imaginar um novo amanhã considerando-se que todos os seres humanos são dotados da mesma capacidade cognitiva e que portanto todos agirão com mesmo entendimento das coisas.  

Não se pode entender que o mal não existe e assim nos livrarmos das amarras da lei, dos meios de coerção do Estado ou mesmo ver com simpatia o abrandamento das penas. Não se pode caminhar a frente, desconsiderando o papel desempenhado pela religião na sociedade e tampouco a importância que a família e o Estado têm para que tenhamos uma vida estruturada em uma sociedade livre. 

Mira-se o progresso e tem-se, como produto, o retrocesso. Pobres de nós. 

Eduardo Diniz  

General Diniz 

* Um cidadão brasileiro 

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