SEMANÁRIO ZONA NORTE - JORNAL DE MAIOR CIRCULAÇÃO NA ZONA NORTE

Longevidade e educação continuada

“...Mas, na vida, caminhamos rindo e chorando o tempo todo: é preciso, então...

“...Mas, na vida, caminhamos rindo e chorando o tempo todo: é preciso, então, aproveitar o lado bom da vida, usufruir o melhor possível e aceitar os outros como eles são. Sempre digo: o importante é o homem sentir como é insignificante, é o homem olhar para o céu e ver como somos pequeninos.

Oscar Niemeyer

 

“O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher”.

Cora coralina

 

“Os anos enrugam a pele, mas renunciar ao entusiasmo faz enrugar a alma.”

 Albert Schweitzer

 

Foi-se o tempo em que a escola estava presente só na infância e juventude. Hoje, o que observo é a presença de centenas de adultos que já ultrapassaram os 60, voltando para a sala de aula, fazendo cursos presenciais e a distância, aqui e acolá,  totalmente abertos a novas experiências. Observo que eles   sentem e sabem   que  nos tempos atuais, temos muito que aprender  e fazer para  ter a tão almejada qualidade de vida. 

Não basta comer e dormir bem. Corpo e alma precisam de mais. Sentir-se ativo, vivo é fundamental.   E isso a educação continuada permite.  Nesse espaço, o contato com colegas de  diferentes faixas etárias é fundamental. Amizade e coleguismo permitem a troca de experiências e  aprendemos uns com os outros.  Assimilar novos conhecimentos também é formidável.  Há tanto conhecimento a ser  descartado, porque não faz mais sentido e tanta coisa nova, que nos permite caminhar com mais facilidade pelos trilhos da vida!

Na universidade, por exemplo, entro nas salas de informática, de línguas, ciências e  de artes,  e lá estão eles. - livres, leves, soltos, saltitantes. Muitos me contam que voltaram a trabalhar, sentindo um prazer enorme no que fazem. Outros que encontraram sua alma gêmea. Isso mesmo.  Que alegria quando os vejo “namorando”, sorrindo, descobrindo a  beleza nas pequenas coisas da vida. Mas não apenas nas escolas observo esse interessante fenômeno. Em diferentes espaços da comunidade  lá estão os "idosos“ cheio de energia, misturados aos demais, interagindo como se fossem jovens. 

Nos dias de hoje, dificilmente encontro alguns deles fechados em casa, sozinhos, se “alimentando” de remédios e reclamando da vida, ou na melhor das hipóteses, relembrando que os bons tempos já se foram.  E quando isso acontece trata-se muito mais de uma imposição da família que os impede de “viver”, temerosa que algo de ruim lhes aconteça. Mas, quer coisa pior do que isolar alguém?

Conheço  uma mulher de seus 90 anos  que descobriu na arte de pintar sua razão de viver; um  morador de calçada na casa dos 100 que escreve lindos  poemas e os vende por 2 reais; outra mulher  que  conta histórias cheias de humor em  instituições sociais e hospitais; mais uma, que escreve para crianças; outra,  ex-bailarina clássica, que adora reunir grupos de pessoas de diferentes faixas etárias para ensinar graciosamente passos de dança. O voluntariado é uma forte opção por  boa parte dos idosos, mas há aqueles que ainda dão suporte material  às suas famílias e trabalham no que gostam para obter um dinheirinho. Isso sem falar nas avós e avôs que cuidam dos netos.

Exemplos notáveis de figuras midiáticas mais que conhecidas  estão por toda parte, “caminhando e cantando”: Fernanda Montenegro,  Eva Wilma,  Aracy Balabanian,  Nathalia Timberg, Íris Apfel, Lima Duarte, Edgar Morin.   Outras, que se  foram, mas que ainda nos inspiram: Tomie Otake, Tonia Carrero, Nise da Silveira, Cora Coralina, Oscar Niemeyer...........

Detalhe importante

O país tinha cerca de  28 milhões de idosos no ano passado, ou 13,5% do total da população. Em dez anos, chegará a 38,5 milhões (17,4% do total de habitantes).

Sugestão de leitura e filmes

O envelhecimento ativo e seus fundamentos, de Suzana Carielo da Fonseca (organizadora) – disponibilizado na internet

Psicologia do envelhecimento, de Anita Liberalesso Neri (org.)

Criatividade e Longevidade – Um olhar da educação, arte e cultura, de Regina Célia Giora, (org.)

Portal do envelhecimento - disponível das redes sociais

Filmes imperdíveis

Ensina-me a viver

Elza e Freddy

Ótima semana

* Mestre e doutora em

Psicologia Social, especialista

em Liderança  Universitária

e Gestão de Pessoas

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Longevidade e educação continuada

“...Mas, na vida, caminhamos rindo e chorando o tempo todo: é preciso, então, aproveitar o lado bom da vida, usufruir o melhor possível e aceitar os outros como eles são. Sempre digo: o importante é o homem sentir como é insignificante, é o homem olhar para o céu e ver como somos pequeninos.

Oscar Niemeyer

 

“O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher”.

Cora coralina

 

“Os anos enrugam a pele, mas renunciar ao entusiasmo faz enrugar a alma.”

 Albert Schweitzer

 

Foi-se o tempo em que a escola estava presente só na infância e juventude. Hoje, o que observo é a presença de centenas de adultos que já ultrapassaram os 60, voltando para a sala de aula, fazendo cursos presenciais e a distância, aqui e acolá,  totalmente abertos a novas experiências. Observo que eles   sentem e sabem   que  nos tempos atuais, temos muito que aprender  e fazer para  ter a tão almejada qualidade de vida. 

Não basta comer e dormir bem. Corpo e alma precisam de mais. Sentir-se ativo, vivo é fundamental.   E isso a educação continuada permite.  Nesse espaço, o contato com colegas de  diferentes faixas etárias é fundamental. Amizade e coleguismo permitem a troca de experiências e  aprendemos uns com os outros.  Assimilar novos conhecimentos também é formidável.  Há tanto conhecimento a ser  descartado, porque não faz mais sentido e tanta coisa nova, que nos permite caminhar com mais facilidade pelos trilhos da vida!

Na universidade, por exemplo, entro nas salas de informática, de línguas, ciências e  de artes,  e lá estão eles. - livres, leves, soltos, saltitantes. Muitos me contam que voltaram a trabalhar, sentindo um prazer enorme no que fazem. Outros que encontraram sua alma gêmea. Isso mesmo.  Que alegria quando os vejo “namorando”, sorrindo, descobrindo a  beleza nas pequenas coisas da vida. Mas não apenas nas escolas observo esse interessante fenômeno. Em diferentes espaços da comunidade  lá estão os "idosos“ cheio de energia, misturados aos demais, interagindo como se fossem jovens. 

Nos dias de hoje, dificilmente encontro alguns deles fechados em casa, sozinhos, se “alimentando” de remédios e reclamando da vida, ou na melhor das hipóteses, relembrando que os bons tempos já se foram.  E quando isso acontece trata-se muito mais de uma imposição da família que os impede de “viver”, temerosa que algo de ruim lhes aconteça. Mas, quer coisa pior do que isolar alguém?

Conheço  uma mulher de seus 90 anos  que descobriu na arte de pintar sua razão de viver; um  morador de calçada na casa dos 100 que escreve lindos  poemas e os vende por 2 reais; outra mulher  que  conta histórias cheias de humor em  instituições sociais e hospitais; mais uma, que escreve para crianças; outra,  ex-bailarina clássica, que adora reunir grupos de pessoas de diferentes faixas etárias para ensinar graciosamente passos de dança. O voluntariado é uma forte opção por  boa parte dos idosos, mas há aqueles que ainda dão suporte material  às suas famílias e trabalham no que gostam para obter um dinheirinho. Isso sem falar nas avós e avôs que cuidam dos netos.

Exemplos notáveis de figuras midiáticas mais que conhecidas  estão por toda parte, “caminhando e cantando”: Fernanda Montenegro,  Eva Wilma,  Aracy Balabanian,  Nathalia Timberg, Íris Apfel, Lima Duarte, Edgar Morin.   Outras, que se  foram, mas que ainda nos inspiram: Tomie Otake, Tonia Carrero, Nise da Silveira, Cora Coralina, Oscar Niemeyer...........

Detalhe importante

O país tinha cerca de  28 milhões de idosos no ano passado, ou 13,5% do total da população. Em dez anos, chegará a 38,5 milhões (17,4% do total de habitantes).

Sugestão de leitura e filmes

O envelhecimento ativo e seus fundamentos, de Suzana Carielo da Fonseca (organizadora) – disponibilizado na internet

Psicologia do envelhecimento, de Anita Liberalesso Neri (org.)

Criatividade e Longevidade – Um olhar da educação, arte e cultura, de Regina Célia Giora, (org.)

Portal do envelhecimento - disponível das redes sociais

Filmes imperdíveis

Ensina-me a viver

Elza e Freddy

Ótima semana

* Mestre e doutora em

Psicologia Social, especialista

em Liderança  Universitária

e Gestão de Pessoas

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