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Liberdade – Direito e Respeito

Colunista Paulo Eduardo de Barros Fonseca

Liberdade – Direito e Respeito
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O conceito de liberdade é estudado e debatido sobre os enfoques filosófico, jurídico, ético, religioso. 
Com licença quase poética, num exercício de acomodação, talvez seja possível, embora reconheça ousado, alinhar os diversos conceitos partindo da premissa de que o homem é um ser gregário que vive e convive em sociedade, de modo que, sob qualquer vertente, a condição de exercitar sua vontade e fazer escolhas, decorrente de seu livre-arbítrio, deve respeitar os direitos alheios.
 No campo da abstração, ou seja, quanto à liberdade de pensamento e da consciência é inquestionável que inexiste qualquer entrave que possa impedir a pessoa de tê-los.
Mas, retomando o raciocínio primeiro é plausível afirmar que se, de um lado, somos livres para fazer tudo o que quisermos, de outra maneira, nossas ações não podem interferir no direito do outro. Ou seja, se ao exercitarmos nossa liberdade interferimos negativamente na vida do nosso próximo estaremos incorrendo em falta perante as leis da matéria e ou divinas. 
Essa ressalva, porém, não tira o direito que toda pessoa tem de ser dono de sua própria vontade, mesmo porque o livre-arbítrio é a faculdade que tem o indivíduo de determinar sua própria conduta, suas manifestações e escolhas.
No entanto, repita-se, pela razão de vivermos e convivermos em sociedade, sempre haverá o dever de respeitar o direito de liberdade de outrem, de modo que inexiste aquilo que poderíamos chamar de liberdade absoluta. 
Por isso, o atributo pessoal da liberdade de agir não deve ser confundido com libertinagem e, quando isso acontece, inevitavelmente, limites são ultrapassados e a resultante disso são as ofensas aos direitos de outras pessoas. 
A consciência da fronteira entre liberdade e libertinagem é a compreensão acerca da lei natural que permite que as pessoas optem por qual caminho querem seguir.
Como “nenhum vento sopra a favor daquele que não sabe para onde quer ir”   é de se ter consciência de que a liberdade está lincada com responsabilidade, uma vez que toda pessoa deve estar atenta para que suas atitudes não desrespeitem outras pessoas.
Refletir e buscar compreensão acerca da lei da liberdade trará conscientização de que para progredir precisamos uns dos outros e de que todos temos direitos recíprocos que merecem ser respeitados. 
Como salientou Rodolfo Caligaris: “Desta forma, o homem é por natureza dono de si mesmo, isto é, tem o direito de fazer tudo quanto achar conveniente ou necessário à conservação e ao desenvolvimento de sua vida. Essa liberdade, porém, não é absoluta, e nem poderia sê-lo, pela simples razão de que, convivendo em sociedade, o homem tem o dever de respeitar esse mesmo direito de cada um de seus semelhantes.” 
Enfim, quem pratica a máxima do amar ao próximo como a si mesmo age com total liberdade e responsabilidade ao exercitar sua vontade e fazer escolhas observando o direito alheio, mesmo porque, como ensinou Emmanuel, “a liberdade tem o tamanho da nossa responsabilidade”.

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