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Lampejo de consciência

Colunista Paulo Eduardo de Barros Fonseca

Lampejo de consciência
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Como se refletidos num espelho, que retrata todos os traços de caráter que temos, de repente nos vemos frente a frente conosco.
Porque falo daquilo que eu gostaria de ser, daquilo que eu busco ser e, infelizmente, não daquilo que sou, a imagem nem sempre é aquela que esperamos porque o espelho, tal qual a nossa consciência, apenas reflete aquilo que somos.

Apesar da surpresa inicial, essa é uma grande chave que é oferecida para uma mudança ... mudança profunda que mexe no mais íntimo do nosso ser, porque vai nos tirar de uma determinada zona de conforto.

Quando isso acontece, num lampejo de consciência, paramos ... paramos para refletir, para mensurar, para decidir sobre o que realmente queremos para nossas vidas e o que é realmente importante.

Não raras vezes, num reconhecimento de imaturidade, a constatação é no sentido de que depositamos nossas energias em coisas supérfluas, passageiras, na busca de projeção que, na verdade, constitui uma manifestação de dominação do ego.

Mas, é de se ter consciência da transitoriedade da existência física, porque isso nos levará a nutrir, verdadeiramente, sentimentos de amor, bondade, tolerância, indulgência, propiciando em cada Ser condições e deveres sociais com abnegação.

Por isso, quando nos deparamos conosco mesmos e nos reconhecemos, ao invés de fugirmos de nós, precisamos, como uma necessidade, nos enfrentar, nos reorganizar, na busca de romper com os paradigmas existenciais para adequar posturas e rotinas. O alerta, orai e vigiai, além de ser o ensinamento renovado e reiterado pela espiritualidade, destaca a importância da vigilância como forma de promoção do auto encontro.

Para a filosofia socrática o chamamento para o autoconhecimento e, como consequência, uma vida equilibrada, mais autêntica e feliz é o “conhece-te a ti mesmo”. Segundo Sócrates, o máximo que uma pessoa poderia almejar como objetivo de vida seria se tornar uma pessoa virtuosa e a virtude, enraizada no conhecimento, segue três etapas: ser bom em alguma coisa, posteriormente a excelência na ação e chegando a bondade moral.

Assim, quando nos reconhecermos que sejamos reativos porque encontramos a oportunidade de crescimento do Ser real – corpo, mente e espírito. Ao nos descobrirmos precisamos compreender que o crescimento pessoal tem pouco a ver com o lugar aonde estamos e tudo a ver com como estamos, sobretudo, porque entenderemos que o crescimento que nos leva à plenitude é o interior.

Enfim, a grande mudança em sua vida começa no seu interior e, como diz Walter Sasso, “o crescimento interior, por menor que seja, é fruto de árduo e persistente trabalho de desconstrução”. 
             
Paulo Eduardo de Barros Fonseca

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