O Tribunal de Justiça de São Paulo e o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) firmaram, no dia de 12 de fevereiro, no Gabinete da Presidência, termo para implantação do programa “Jovem Aprendiz” no Judiciário Estadual paulista. Inicialmente 14 adolescentes, que vivem em abrigos da Capital, terão a primeira experiência de trabalho. São sete vagas destinadas à região de Santo Amaro e outras sete ao Foro Central. Os jovens trabalharão quatro dias da semana, durante seis horas. O quinto dia será na sala de aula do CIEE. O programa tem duração de um ano, prorrogável por mais um. Os jovens, de idades entre 14 e 16 anos, foram indicados por juízes da Infância e da Juventude.
O presidente da Corte, desembargador Manoel de Queiroz Pereira Calças, lembrou que o TJSP já obteve boas experiências com programa semelhante, o extinto projeto "Menor Colaborador Eventual", que foi a primeira vivência de trabalho de diversos servidores e magistrados. “Agora os jovens abrigados terão a oportunidade de colher os benefícios da vivência em um ambiente sadio, ético e repleto de bons exemplos”, afirmou. O corregedor-geral da Justiça de São Paulo, desembargador Geraldo Francisco Pinheiro Franco, destacou que o programa “traz uma sensação de vitória para todos aqueles que possuem um olhar voltado para o futuro do País”.
O projeto foi desenvolvido pelo CIEE e Ministério do Trabalho. Empresas que necessitam cumprir a cota social, mas cujos espaços não o permitem, podem financiar as bolsas para que os jovens prestem serviços em outros lugares. A primeira parceria do TJSP é com a Unicharm, que fornecerá bolsas de R$ 970, plano de saúde e auxílio transporte.
O juiz Gabriel Pires de Campos Sormani é um dos coordenadores do projeto, ao lado do juiz Rodrigo Marzola Colombini. O magistrado explicou que o adolescente abrigado precisa deixar a instituição ao completar 18 anos e destacou que essa mudança na vida dos jovens é tema de constante preocupação para os juízes que atuam na área da Infância e da Juventude. “Muitas vezes eles deixam a instituição de acolhimento sem preparo para o mercado de trabalho e o programa hoje implantado pelo Tribunal criará novas oportunidades”, afirmou.
A gerente de RH da Unicharm, Gelsse Bitto Sene, disse que jovens deixarão o programa “com uma bagagem, um direcionamento” para o futuro. O programa com duração de um ano é prorrogável por mais um. Os jovens, de idades entre 14 e 16 anos, foram indicados por juízes da Infância e Juventude. O gerente de Assistência Social do CIEE, Rodrigo Nader, argumentou que a empresa está muito satisfeita com o convênio. “Ajudará esses jovens que tem o ‘ponto de largada’ mais distante”, falou.
Para encerrar, o presidente Pereira Calças agradeceu e parabenizou todos aqueles que contribuíram para a concretização do projeto. “A preocupação com a infância e a juventude é uma constante na Justiça paulista”, declarou e citou como exemplo a Associação Riopretense de Promoção do Menor (Arprom), fundada em 1967 pelo juiz Silvio Irineu Bednarski, que, com o apoio de magistrados, até hoje atende jovens de famílias vulneráveis.
Também participaram da solenidade o presidente da Seção de Direito Criminal do TJSP, desembargador Fernando Antonio Torres Garcia; o coordenador da Coordenadoria Criminal e de Execuções do Tribunal, desembargador Luiz Antonio Cardoso; os juízes assessores da Presidência Marco Fábio Morsello e Camila de Jesus Mello Gonçalves (Gabinete Civil) e Ana Claudia Dabus Guimarães e Souza de Miguel e Tatiana Magosso (Recursos Humanos); o gerente regional SP Capital do CIEE, Luiz Douglas de Souza; o advogado da Unicharm Rafael Marson Robbi; a secretária de Gestão de Pessoas do Tribunal, Patrícia Maria Landi da Silva Bastos; e as servidoras da SGP Denise Lazarini e Tatiane Murayama.