SEMANÁRIO ZONA NORTE - JORNAL DE MAIOR CIRCULAÇÃO NA ZONA NORTE

Aguarde, carregando...

Domingo, 15 de Março 2026

Notícias Visita

Jornal Semanário da Zona Norte recebe visita do empresário Guilherme Corrêa

Jornal Semanário da Zona Norte recebe visita do empresário Guilherme Corrêa
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O empresário visitou na manhã do dia 9 de janeiro, a sede do jornal e foi recebido pelo diretor responsável João Carlos Dias. 

Na ocasião, eles abordaram vários assuntos tais como; os problemas na cidade de São Paulo, a verticalização nas grandes metrópoles, a saúde na cidade, a parceria público – privada, a importância das mídias regionais em especial o Jornal Semanário da Zona Norte, entre outros.  

Confira na íntegra entrevista concedida ao jornal 

JSZN: Conte-nos um pouco sobre sua trajetória profissional. 

Guilherme Corrêa: Tenho 55 anos, nasci e fui criado na Vila Albertina, Zona Norte de São Paulo, sou formado em Gestão Pública e fiz MBA em Gestão Pública com  ênfase em Cidades Inteligentes. Sou especialista na Gestão de Projetos do Terceiro Setor e Projetos Sociais.  

Já fui comerciante, no ramo de bar e restaurante, mas foi no transporte coletivo que atuei o maior tempo da minha vida. Fui sócio-fundador e ex-presidente da maior cooperativa da América Latina, a Transcooper (ZN) em 1997 e, da Norte Buss Transportes S.A, 2015, bem como dos consórcios que essas compõem, Transcooper Fênix & Transnoroeste, respectivamente. Hoje, sou membro do Movimento Salve Periférico, atuante em políticas públicas e sociais por toda São Paulo, em especial na Zona Norte. 

JSZN: Sendo o Sr. um especialista no transporte coletivo de passageiros, é viável e possível a implantação da Tarifa Zero na Cidade de São Paulo? 

Guilherme Corrêa: A Tarifa Zero é amplamente viável e possível. Não apenas na cidade, como em todo Estado de São Paulo. Estamos na maior metrópole da América Latina e o orçamento em nosso País está distribuído em 3 esferas de governo, sendo elas: 1ª da união (com mais de 5,5 trilhões); 2 ª o do Estado de São Paulo (com mais de 328 bilhões) e a 3 ª a da cidade de São Paulo (com mais de 110 bilhões). 

A nossa constituição assegura que o transporte é um direito social do cidadão, desta forma a gestão Ricardo Nunes iniciou a implantação da Tarifa Zero aos domingos e feriados. 

Há de se ressaltar que hoje as operadoras do sistema de transporte são remuneradas pela quantidade de veículos à disposição e operando, combinando com o investimento ora aplicado no sistema de forma que o impacto do quantitativo de usuários no sistema de transporte não onera a operação do mesmo. O prefeito já provou que é um bom gestor e que certamente conseguirá suprir, com uma otimização da máquina pública eventuais novos dispêndios para a alocação de novos veículos para operação na cidade, caso, o número de usuários aumente muito. 

Hoje o dispêndio para operar o sistema é custeado principalmente por 2 pilares (1) receita oriunda dos usuários e dos empreendedores que têm funcionários com registro em carteira (sistema Caged) e (2) subsídio dos governos, isso na ordem de mais ou menos 50% para cada lado, em um total aproximado de 11 bilhões de reais.    

O Governo Federal vem criando mecanismos para que o Tarifa Zero saia do papel, ampliando a legislação para que Prefeituras e Estados possam ter mais liberdade nessa pauta. 

Eu, e também o movimento Salve Periférico, defendemos a implantação e a manutenção de 100% da Tarifa Zero. Além de realizarmos a inclusão social, com a garantia do pleno direito de ir e vir, realizaremos uma revolução que, inevitavelmente, movimentará também os comércios da nossa São Paulo.   

JSZN: Como o Sr. vê os problemas na cidade de São Paulo? 

Guilherme Corrêa: Temos problemas crônicos e antigos, alguns polêmicos, como por exemplo a “Cracolândia” que de “lândia”, não tem nada e, precisa ser extirpada da nossa sociedade. Aqui, abro um aspas ao governador Tarcísio, que se comprometeu (durante campanha) solucionar essa questão e até agora não moveu uma palha para tal. Outra questão, é o povo que mora em situação de rua (que nada tem a ver com usuário de entorpecentes), o governo municipal criou a “Vila Recomeço”, um programa acolhedor e que dá novas oportunidades às famílias para se reintegrarem à sociedade e uma nova vida. Novamente, aqui, o governador nada fez, parece que questões humanitárias não têm atrativo para o novo governo e sim apenas questões que têm algum impacto econômico, como as privatizações, ou seja, é mais do mesmo. 

O Governo do Estado e a Prefeitura devem andar juntos, sempre alinhados, independente de cor de bandeira partidária, para solucionar todos os problemas da cidade. 

JSZN: Problemas relacionados à poda de árvores lideram as queixas registradas na Ouvidoria da Controladoria Geral da Prefeitura de São Paulo. Na sua opinião como resolver o problema de zeladoria na cidade? 

Guilherme Corrêa: As equipes de zeladoria devem ser ampliadas e, também, fazer um trabalho preventivo. Na Subprefeitura do Jaçanã/Tremembé, por exemplo, a atual gestão, sob administração de Fábio Polillo, atuou de forma preventiva e não houve ocorrências graves na região. 

E, para agilizar, serviços de zeladoria, emissão de licenças, fiscalização, deveriam ser descentralizados, ficando sob custódia da subprefeitura, o gabinete do prefeito deveria, apenas, fiscalizar. Houve um movimento inverso e enxugaram as atribuições das subprefeituras, levando tudo às secretarias. Serviços como tapa- buracos, que funcionavam bem, não resolvem mais. Ora, se temos 32 subprefeituras, a ideia razoável é a descentralização e não manter tudo nas secretarias. Ou, é melhor acabar com as subprefeituras, já que o subprefeito virou um zelador de luxo. 

JSZN: Outra reclamação diz respeito aos buracos e asfaltos mal conservados nas principais vias da cidade. Como solucionar esta questão que coloca em risco a vida dos motoristas e da população? 

Guilherme Corrêa: Como exemplifiquei anteriormente, o serviço foi destinado à Secretaria de Infra Estrutura e Obras – SIURB, como o próprio nome fala: serviço de tapa buraco, é um reparo que deveria ter celeridade e não afundado em burocracia da secretaria. 

JSZN: A saúde da cidade de São Paulo é precária, com a falta de medicamentos e equipamentos médicos. O Sr. acredita que deveria existir mais Unidades Básicas de Saúde (UBS) para atender a população ou é preciso fortalecer as já existentes? 

Guilherme Corrêa: Sou favorável a melhorar e otimizar o que temos, ou seja, fazer funcionar de verdade. Após esses eventuais ajustes, aí sim poderíamos pensar em construir novas. 

O nosso maior problema é que a Zona Norte está sempre sendo deixada para depois. Aqui, faltam representantes políticos do bairro. Nada tem sido realizado ou construído por anos. A última unidade de saúde construída aqui, tem mais de 30 anos. E, sequer, tem equipamento para atender a demanda da população da Zona Norte. Infelizmente, é comum que pacientes da Zona Norte tenham que se deslocar às Zona Leste ou Zona Sul para fazerem exames e tratamentos. É lamentável.   

JSZN: A parceria público-privada é uma solução? 

Guilherme Corrêa: As PPPs são um meio inteligente para solução do que não funciona, mas, o Governo não pode abrir mão da fiscalização dos serviços e obras. As PPPS não são um cartão verde para tocarem as coisas como bem querem. Temos visto o Governo terceirizar serviços de fiscalização, chegando ao absurdo da empresa que está tocando a obra, fiscalizar a própria obra. É aí que ocorre desvios, acidentes e prejuízo, principalmente para quem mais precisa, o paulistano. 

JSZN: Qual sua opinião sobre a nova Lei de Zoneamento na cidade de São Paulo? 

Guilherme Corrêa:  A nova Lei de Zoneamento foi discutida em várias audiências públicas e junto com o Salve Periférico, estive em algumas delas. A principal solicitação da comunidade é que os bairros consolidados devem ser regulamentados e salvar as áreas de preservação, de modo que ajustem o que têm e não se construam mais. Já que existiu certa negligência por parte do Governo que deixou que se construísse onde não poderia, então que se cuide e de o mínimo de dignidade para aquelas famílias. 

JSZN: O Sr. é favor da verticalização nas grandes metrópoles? 

Guilherme Corrêa: A verticalização, desde que bem planejada. É inevitável, porém, deve haver espaços comuns para as diversas necessidades para uma vida digna dos seres humanos. A COHAB e a SEHAB ultimamente têm alguns projetos habitacionais que na verdade querem empilhar moradores sem verificar as leis, como nas comunidades do Boi Malhado e do Mutirão Sonda II ou Sonda B, onde não têm nenhuma infraestrutura para esporte, lazer, cultura e recreação e, ainda querem construir mais unidades habitacionais onde, infelizmente, nem as pessoas que lá moram estão sendo atendidas. 

JSZN: O Sr. acredita que a cidade de São Paulo deveria destinar mais espaços para áreas verdes? 

Guilherme Corrêa:  Sim, claro. E elas precisam ser planejadas de modo que as comunidades possam usar e explorar essas áreas, com todo respeito, claro, à preservação necessária. Nós vivemos em coletivo e assim sendo, o coletivo deve estar acima do individual. Não podemos apenas plantar árvores sem nenhum estudo ou planejamento do local, em tempos atrás, compraram várias espécies importadas e espalharam pela cidade, o que aconteceu depois? Muitas não vingaram ou acabaram atrapalhando o local. 

JSZN: Qual a importância das mídias regionais, em especial o jornal Semanário da Zona Norte? 

Guilherme Corrêa:  O jornal Semanário da Zona Norte é um excelente veículo de comunicação, atingindo seu propósito de utilidade pública. As notícias do nosso bairro não se encontra nos grandes jornais e grandes mídias. Se a gente quer uma Zona Norte mais forte, fortalecer o Semanário da Zona Norte é um dos caminhos.  

O empresário  

A cada quinze dias, o empresário Guilherme Corrêa se reúne no Clube Guapira com diversos empresários da Zona Norte, para discutir todos os bairros da Zona Norte e suas possíveis alterações e melhorias. 

Para quem quiser conhecer um pouco mais do Guilherme Corrêa, acesse as redes através do @guilhermecorrea.sp ou, ainda, através do whatsapp (11) 94985-8565.

Veja também

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR