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Jornal Semanário da Zona Norte recebe a visita do superintendente e de diretores da Polícia Técnico-Científica

Superintendente e diretores da Polícia Técnico-Científica visitam o jornal Semanário da Zona Norte

Na quarta-feira, dia 6 de março, o superintendente da Polícia Técnico-Científica, Mauricio Rodrigues da Costa, o diretor do Instituto de Criminalística do Estado de São Paulo, Mauricio da Silva Lazzarin e o diretor do Instituto Médico Legal (IML),  Alexandre Marcos Inácio Cirino, visitaram a redação do jornal Semanário.

Mauricio Rodrigues Costa, é superintendente da Polícia Técnico-Científica da Segurança Pública, com uma brilhante carreira, iniciada em 1990, em Guaratinguetá, como perito. De lá para cá, Mauricio teve diversas passagens importantíssimas por outras autarquias até receber o convite do general Campos, secretário da Segurança Pública para assumir o seu atual cargo.

A Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC), também chamada de Polícia Científica de São Paulo, é um órgão do sistema de segurança pública, ao qual compete a realização das perícias médico-legais e criminalísticas do Estado de São Paulo, bem como desenvolver estudos e pesquisas em sua área de atuação.

Criada em 1998, pelo então governador Mário Covas, para administrar as perícias criminalísticas e médico-legais realizadas em todo o Estado de São Paulo. Sua função é assessorar a Polícia Civil e o Sistema Judiciário.

O objetivo principal da Polícia Científica é reconstituir a materialidade do delito, ou, em palavras mais simples, descobrir a verdade no que diz respeito à forma como tudo aconteceu, de maneira a orientar a investigação policial e o processo criminal. Muitas vezes, a prova pericial demonstrará que alguém que estava sendo acusado por um crime não o praticou. Outras vezes, poderá demonstrar que o acusado agiu em legítima defesa. A prova pericial não deve ser vista taxativamente como prova de acusação ou prova de defesa. Evidentemente, dependendo de cada caso, poderá ser uma coisa ou outra.

“Atualmente estamos trabalhando com um foco e uma meta passada pelo atual secretário de Segurança Pública, o general Campos, que é de investirmos em dois institutos de tecnologia, trazendo inovação e agilidade para todos os processos, sem perdermos a qualidade”, conta o superintendente.

O perito (criminal ou legista) atua a partir da requisição formal da autoridade policial (delegado de polícia) que é a responsável pela elaboração dos quesitos a serem respondidos nos laudos técnicos-periciais. “Ao longo da minha trajetória profissional, presenciei inúmeros acidentes e casos de relevância, como de um caso que aconteceu no Vale do Paraíba, e que foi utilizado por estudantes do Damásio, para simulação de tribunal durante as suas atividades acadêmicas, porém, sempre procurei separar a minha atuação profissional, da minha vida pessoal, focando no órgão que eu estivesse à frente, como uma referência em sua área de atuação”, finalizou.

Já Mauricio da Silva Lazzarin iniciou a sua carreira em 1988, como desenhista no IC, sendo que em 1994, passou ao cargo de perito criminal, responsabilidade ocupada até os dias de hoje. Formado em Engenharia Elétrica e Direito, com pós-graduação e mestrado em Educação, atualmente, Lazzarin também é professor universitário. 

O IC tem por atribuição auxiliar a Justiça, fornecendo provas técnicas acerca de locais, materiais, objetos, instrumentos e pessoas, para a instrução de processos criminais. Esse trabalho é executado por peritos criminais, que elaboram laudos a respeito das ocorrências cuja infração penal tenha deixado algum vestígio.

“Nossa atividade fim é a justiça então estamos sempre realizando ações para a população. Todo crime que acontece, o IC realiza a prova material, dando poder de resultado. Na verdade, nós somos a caneta e os olhos de um juiz”, disse Lazzarin.

Criado em 30 de dezembro de 1924, pela Lei n.º 2.034, sob a denominação de Delegacia de Técnica Policial, O Instituto é estruturado por núcleos de perícia na Grande São Paulo e no interior. Além disso, o IC conta com núcleos que realizam perícias especializadas (Acidentes de Trânsito, Crimes Contábeis, Crimes Contra o Patrimônio, Crimes Contra a Pessoa, Documentoscopia, Engenharia, Perícias Especiais, Identificação Criminal e Perícias de Informática) e aqueles responsáveis por exames, análises e pesquisas (Análise Instrumental, Balística, Biologia e Bioquímica, Física, Química e Exames de Entorpecentes). Todos os núcleos de perícias especializadas estão sediados na capital, junto à sede do IC.

Outro aspecto importante é a adequação de equipamentos de tecnologia empregados na rotina dos peritos. “Procuramos sempre estar atentos às inovações, como os drones, os scanners de local, DNA, enfim, tudo que possa dar mais precisão à nossa atividade. Além disso, as publicações sobre as novas atividades são extremamente importantes, pois temos uma baixa divulgação das nossas ações. Muitas pessoas só reconhecem a nossa atuação, através da série americana C.I.S., onde uma equipe especializada em investigação criminal luta para encontrar peças e mínimos detalhes que faltam para esclarecer homicídios”, finalizou.

Ao longo dos 30 anos de atividade, o profissional já atuou em diversos casos, entre eles, do sequestro do empresário Abílio Diniz.

Já Alexandre Marcos Inácio Cirino, é médico legista há 30 anos, e atualmente exerce a função de técnico de departamento do Instituto Médico Legal, da Policia Técnico-Científica do Estado de São Paulo. No início da sua carreira profissional, realizava exames de Corpo de Delito na Secional Norte, na Casa Verde. De lá para cá, passou por outras unidades do IML, chegando ao cargo máximo da instituição.

O IML presta serviços de Polícia-Científica na área de Medicina Legal, realizando perícias médico-legais em cadáveres, partes de corpos, ossadas completas ou não, e em pessoas vivas, além de exames complementares (laboratoriais) nas áreas de anatomia patológica, toxicologia, química legal e sexologia forense, requisitadas por autoridades policiais e judiciárias, necessárias ao esclarecimento dos processos policiais, judiciários e administrativos. Fundado em 1885, o IML é o órgão técnico mais antigo da Polícia.

Por ser um serviço técnico-científico à disposição da Polícia e do Judiciário, especialmente, o IML emite laudos sigilosos que representam peças fundamentais nas investigações, inquéritos policiais e demais encaminhamentos jurídicos. Para a população, o serviço consiste em exames, liberação de corpos para os familiares. “Estamos desenvolvendo uma busca ativa com outros órgãos, para que juntos possamos disponibilizar através de fotografias em uma plataforma digital (site), informações que possam auxiliar os parentes na localização de informações de parentes desconhecidos. Assim, eles não necessitarão ir até vários órgãos do IML, diminuindo aborrecimentos e transtornos em uma hora tão difícil. Além disso, diminuiremos o índice de sepultamentos como indigente, pois por direito legal, após 72 horas, podemos realizar este ano. Com esta busca ativa, acreditamos que este processo será mais ágil e eficaz”.

A mais conhecida das funções do IML é a necrópsia, vulgarmente chamada de autópsia - exame do indivíduo após a morte. No entanto, associar o IML exclusivamente às necrópsias é errado, pois este tipo de exame constitui-se em apenas 30% do movimento do instituto. A maior parte do atendimento (70%) é dada a indivíduos vivos, pessoas que foram vítimas de acidentes de trânsito, agressões, acidentes de trabalho, entre outros.

Durante seus quase 30 anos de carreira profissional, o Alexandre já presenciou diversos casos de comoção social, como Mércia Nakashima, que foi trancada e afogada, dentro do seu carro, na represa de Nazaré Paulista, no interior de São Paulo, da garota Stephanie Teixeira, que morreu ao ter vaselina injetada na veia, no Hospital Municipal São Luiz Gonzaga, na Zona Norte e do caso da menina Isabela Nardoni. “Estes crimes de comoção social geram mudanças não só no nosso dia a dia, pois há uma cobrança, não só da Justiça, dos familiares, da sociedade, mas também da imprensa. E devido a estes acontecimentos, por exemplo, nós temos um departamento de Assessoria de Imprensa, que nos auxilia e nos ajuda nestes casos, pois antigamente não tínhamos este aparato, além disso, a divulgação dos nossos serviços é extremamente importante, pois a população acaba entendendo melhor o nosso trabalho e visualizando a nossa atuação junto à sociedade em geral”.

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Jornal Semanário da Zona Norte recebe a visita do superintendente e de diretores da Polícia Técnico-Científica

Na quarta-feira, dia 6 de março, o superintendente da Polícia Técnico-Científica, Mauricio Rodrigues da Costa, o diretor do Instituto de Criminalística do Estado de São Paulo, Mauricio da Silva Lazzarin e o diretor do Instituto Médico Legal (IML),  Alexandre Marcos Inácio Cirino, visitaram a redação do jornal Semanário.

Mauricio Rodrigues Costa, é superintendente da Polícia Técnico-Científica da Segurança Pública, com uma brilhante carreira, iniciada em 1990, em Guaratinguetá, como perito. De lá para cá, Mauricio teve diversas passagens importantíssimas por outras autarquias até receber o convite do general Campos, secretário da Segurança Pública para assumir o seu atual cargo.

A Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC), também chamada de Polícia Científica de São Paulo, é um órgão do sistema de segurança pública, ao qual compete a realização das perícias médico-legais e criminalísticas do Estado de São Paulo, bem como desenvolver estudos e pesquisas em sua área de atuação.

Criada em 1998, pelo então governador Mário Covas, para administrar as perícias criminalísticas e médico-legais realizadas em todo o Estado de São Paulo. Sua função é assessorar a Polícia Civil e o Sistema Judiciário.

O objetivo principal da Polícia Científica é reconstituir a materialidade do delito, ou, em palavras mais simples, descobrir a verdade no que diz respeito à forma como tudo aconteceu, de maneira a orientar a investigação policial e o processo criminal. Muitas vezes, a prova pericial demonstrará que alguém que estava sendo acusado por um crime não o praticou. Outras vezes, poderá demonstrar que o acusado agiu em legítima defesa. A prova pericial não deve ser vista taxativamente como prova de acusação ou prova de defesa. Evidentemente, dependendo de cada caso, poderá ser uma coisa ou outra.

“Atualmente estamos trabalhando com um foco e uma meta passada pelo atual secretário de Segurança Pública, o general Campos, que é de investirmos em dois institutos de tecnologia, trazendo inovação e agilidade para todos os processos, sem perdermos a qualidade”, conta o superintendente.

O perito (criminal ou legista) atua a partir da requisição formal da autoridade policial (delegado de polícia) que é a responsável pela elaboração dos quesitos a serem respondidos nos laudos técnicos-periciais. “Ao longo da minha trajetória profissional, presenciei inúmeros acidentes e casos de relevância, como de um caso que aconteceu no Vale do Paraíba, e que foi utilizado por estudantes do Damásio, para simulação de tribunal durante as suas atividades acadêmicas, porém, sempre procurei separar a minha atuação profissional, da minha vida pessoal, focando no órgão que eu estivesse à frente, como uma referência em sua área de atuação”, finalizou.

Já Mauricio da Silva Lazzarin iniciou a sua carreira em 1988, como desenhista no IC, sendo que em 1994, passou ao cargo de perito criminal, responsabilidade ocupada até os dias de hoje. Formado em Engenharia Elétrica e Direito, com pós-graduação e mestrado em Educação, atualmente, Lazzarin também é professor universitário. 

O IC tem por atribuição auxiliar a Justiça, fornecendo provas técnicas acerca de locais, materiais, objetos, instrumentos e pessoas, para a instrução de processos criminais. Esse trabalho é executado por peritos criminais, que elaboram laudos a respeito das ocorrências cuja infração penal tenha deixado algum vestígio.

“Nossa atividade fim é a justiça então estamos sempre realizando ações para a população. Todo crime que acontece, o IC realiza a prova material, dando poder de resultado. Na verdade, nós somos a caneta e os olhos de um juiz”, disse Lazzarin.

Criado em 30 de dezembro de 1924, pela Lei n.º 2.034, sob a denominação de Delegacia de Técnica Policial, O Instituto é estruturado por núcleos de perícia na Grande São Paulo e no interior. Além disso, o IC conta com núcleos que realizam perícias especializadas (Acidentes de Trânsito, Crimes Contábeis, Crimes Contra o Patrimônio, Crimes Contra a Pessoa, Documentoscopia, Engenharia, Perícias Especiais, Identificação Criminal e Perícias de Informática) e aqueles responsáveis por exames, análises e pesquisas (Análise Instrumental, Balística, Biologia e Bioquímica, Física, Química e Exames de Entorpecentes). Todos os núcleos de perícias especializadas estão sediados na capital, junto à sede do IC.

Outro aspecto importante é a adequação de equipamentos de tecnologia empregados na rotina dos peritos. “Procuramos sempre estar atentos às inovações, como os drones, os scanners de local, DNA, enfim, tudo que possa dar mais precisão à nossa atividade. Além disso, as publicações sobre as novas atividades são extremamente importantes, pois temos uma baixa divulgação das nossas ações. Muitas pessoas só reconhecem a nossa atuação, através da série americana C.I.S., onde uma equipe especializada em investigação criminal luta para encontrar peças e mínimos detalhes que faltam para esclarecer homicídios”, finalizou.

Ao longo dos 30 anos de atividade, o profissional já atuou em diversos casos, entre eles, do sequestro do empresário Abílio Diniz.

Já Alexandre Marcos Inácio Cirino, é médico legista há 30 anos, e atualmente exerce a função de técnico de departamento do Instituto Médico Legal, da Policia Técnico-Científica do Estado de São Paulo. No início da sua carreira profissional, realizava exames de Corpo de Delito na Secional Norte, na Casa Verde. De lá para cá, passou por outras unidades do IML, chegando ao cargo máximo da instituição.

O IML presta serviços de Polícia-Científica na área de Medicina Legal, realizando perícias médico-legais em cadáveres, partes de corpos, ossadas completas ou não, e em pessoas vivas, além de exames complementares (laboratoriais) nas áreas de anatomia patológica, toxicologia, química legal e sexologia forense, requisitadas por autoridades policiais e judiciárias, necessárias ao esclarecimento dos processos policiais, judiciários e administrativos. Fundado em 1885, o IML é o órgão técnico mais antigo da Polícia.

Por ser um serviço técnico-científico à disposição da Polícia e do Judiciário, especialmente, o IML emite laudos sigilosos que representam peças fundamentais nas investigações, inquéritos policiais e demais encaminhamentos jurídicos. Para a população, o serviço consiste em exames, liberação de corpos para os familiares. “Estamos desenvolvendo uma busca ativa com outros órgãos, para que juntos possamos disponibilizar através de fotografias em uma plataforma digital (site), informações que possam auxiliar os parentes na localização de informações de parentes desconhecidos. Assim, eles não necessitarão ir até vários órgãos do IML, diminuindo aborrecimentos e transtornos em uma hora tão difícil. Além disso, diminuiremos o índice de sepultamentos como indigente, pois por direito legal, após 72 horas, podemos realizar este ano. Com esta busca ativa, acreditamos que este processo será mais ágil e eficaz”.

A mais conhecida das funções do IML é a necrópsia, vulgarmente chamada de autópsia - exame do indivíduo após a morte. No entanto, associar o IML exclusivamente às necrópsias é errado, pois este tipo de exame constitui-se em apenas 30% do movimento do instituto. A maior parte do atendimento (70%) é dada a indivíduos vivos, pessoas que foram vítimas de acidentes de trânsito, agressões, acidentes de trabalho, entre outros.

Durante seus quase 30 anos de carreira profissional, o Alexandre já presenciou diversos casos de comoção social, como Mércia Nakashima, que foi trancada e afogada, dentro do seu carro, na represa de Nazaré Paulista, no interior de São Paulo, da garota Stephanie Teixeira, que morreu ao ter vaselina injetada na veia, no Hospital Municipal São Luiz Gonzaga, na Zona Norte e do caso da menina Isabela Nardoni. “Estes crimes de comoção social geram mudanças não só no nosso dia a dia, pois há uma cobrança, não só da Justiça, dos familiares, da sociedade, mas também da imprensa. E devido a estes acontecimentos, por exemplo, nós temos um departamento de Assessoria de Imprensa, que nos auxilia e nos ajuda nestes casos, pois antigamente não tínhamos este aparato, além disso, a divulgação dos nossos serviços é extremamente importante, pois a população acaba entendendo melhor o nosso trabalho e visualizando a nossa atuação junto à sociedade em geral”.

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