comandante-geral da Polícia Militar, cel. PM Fernando Alencar Medeiros, acompanhado do subcomandante, cel. PM Marcus Vinicius visitou na manhã de terça-feira, dia 20 de outubro, a redação do jornal Semanário da Zona Norte.
Na ocasião, o oficial abordou assuntos pertinentes à entidade. Os temas discutidos foram as principais atividades operacionais que são desenvolvidas pela Polícia Militar do Estado de São Paulo; as estratégias e ações adotadas pela entidade; a importância da integração entre as polícias Civil, Militar e Científica, bem como a Guarda Civil Metropolitana e o Judiciário; e a relevante função do jornal Semanário da Zona Norte em receber lideranças para apresentar autoridades à sociedade, entre outros assuntos. Além disso, o comandante Alencar também destacou o trabalho realizado pela entidade durante a pandemia do coronavírus.
Acompanhe com exclusividade a íntegra da entrevista concedida ao jornal.
JSZN: Qual a sua formação e como foi seu início e trajetória na Polícia Militar até chegar ao Comando Geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo?
Cel. PM Alencar: Antes de ser nomeado para o cargo de comandante-geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo, em 10 de março de 2020, eu exercia o cargo de subcomandante da PMESP. Fui promovido ao posto de coronel em 21 de abril de 2017, assumindo o Comando de Policiamento de Área Metropolitana 10. Em 26 de abril de 2018 assumi o subcomando da instituição.
Nasci em 28 de maio de 1969, na cidade de Franco da Rocha, SP, sou filho de Vicente Batista de Medeiros e de Maria de Lourdes Alencar Medeiros. Sou casado com a Srª. Roberta e pai de três filhos.
Ingressei na Polícia Militar em 4 de fevereiro de 1985, no Curso Preparatório de Formação de Oficiais, no ano seguinte iniciei o Curso de Formação de Oficiais, ambos na Academia de Polícia Militar do Barro Branco, tendo sido declarado aspirante a oficial em 15 de dezembro de 1989.
Além do Bacharelado, Mestrado e Doutorado em Ciências Policiais de Segurança e de Ordem Pública, me formei também Bacharel em Direito e Educação Física.
Na Polícia Militar, realizei os Cursos de Operações Especiais e de Controle de Distúrbios Civis. No Exército Brasileiro, realizei o Curso de Operações Aeromóveis e de Montanha. No exterior, os Cursos de Tiro Tático nos EUA.
Durante minha carreira militar, atuei no 4º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano, no 23º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano, no Comando de Policiamento de Área 5, no 33º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano e na Casa Militar.
No posto de tenente-coronel, comandei o 16º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano e o 1º Batalhão de Polícia de Choque – “Tobias Aguiar” - Rota.
Como coronel fui comandante do Policiamento de Área 10, da Escola Superior de Soldados (ESSd) e subcomandante da PM. Além das atividades operacionais, e instrutor da Academia de Polícia Militar do Barro Branco (APMBB), da Escola Superior de Soldados (ESSd) e instrutor de Direitos Humanos para Forças de Segurança na América Latina (Comitê Internacional da Cruz Vermelha - CICV). Possuo 39 condecorações, dentre as quais se destacam a Medalha de Valor Militar em grau Ouro por mais de 30 anos de bons serviços prestados na Polícia Militar do Estado de São Paulo e a Láurea do Mérito Pessoal em 1º Grau.
JSZN: Como está sendo essa experiência de comandar a Polícia Militar do Estado de São Paulo, uma das maiores instituições policiais do mundo?
Cel. PM Alencar: Ser comandante da Polícia Militar do Estado de São Paulo é uma experiência ímpar e desafiadora. Somos a maior Polícia da América Latina, temos o maior efetivo e o maior número de equipamentos. Apresentamos nos últimos anos os melhores resultados e os mais baixos índices criminais do país. O Estado de São Paulo tem aproximadamente 46,3 milhões de habitantes, em um território de 248.208,8 Km², com uma frota de 28,2 milhões de veículos e PIB de R$ 1,58 trilhão. Somente a Capital e a região metropolitana concentram metade da população do Estado. A PM de São Paulo é uma instituição quase bicentenária, próxima de completar 190 anos de existência, referência para todas as polícias do Brasil e também para outros países. Recebemos policiais para realizarem nossos cursos e participamos de cursos em outras instituições, inclusive como instrutores. Somos 85 mil homens e mulheres atuando em todos os 645 municípios do Estado. De janeiro a setembro deste ano, recebemos 15 milhões de chamados pelo telefone 190, o qual é o número mais lembrado pela população diante de uma situação de emergência.
JSZN: Quais as estratégicas e ações que o senhor adota em sua gestão no Comando Geral da Polícia Militar?
Cel. PM Alencar: O Sistema de Gestão da Polícia Militar do Estado de São Paulo está fundamentado na filosofia de Polícia Comunitária, que busca a sinergia entre a polícia e a sociedade nas ações de combate ao crime e sua prevenção; a proteção incondicional dos Direitos Humanos e a Gestão pela Qualidade. Tais fundamentos nortearam a elaboração do Plano de Comando 2020 – 2023, o qual representa a continuidade das ações de sucesso que vêm se solidificando como um legado na Polícia Militar.
O Plano de Comando evidencia o compromisso da Polícia Militar com a persistência incessante na busca pelo aprimoramento na prestação dos serviços de segurança à população, melhoria que se opera pela análise sistêmica, holística e de pujante alinhamento dos esforços das diversas áreas de gestão à concretização dos objetivos, metas e iniciativas definidas e pelo fortalecimento de uma cultura organizacional de planejamento de médio e de longo prazo.
O Plano de Comando reafirma o compromisso de todos os policiais militares com a missão de proteger as pessoas, fazer cumprir as leis, combater o crime e preservar a ordem Pública.
Para tanto, definimos 10 objetivos estratégicos capazes de proporcionar o aprimoramento dos serviços prestados pela Polícia Militar.
• Valorização do Policial Militar
• Aprimorar as ações de proteção à vida, à saúde física e psicológica do policial militar:
• Aperfeiçoar os conhecimentos, habilidades e atitudes do policial militar:
• Ampliar a aproximação da PM com a sociedade
• Promover o aperfeiçoamento dos processos operacionais e os esforços em atividades de prevenção criminal, com ênfase nos crimes violentos
• Coordenar o Sistema Estadual de Emergências, ampliando e aprimorando a prevenção, proteção e pronta resposta às emergências típicas de bombeiros e defesa civil
• Promover o reaparelhamento da Polícia Militar
• Aperfeiçoar os processos de planejamento e execução orçamentária
• Promover o completamento do efetivo
• Aperfeiçoar os processos administrativos
JSZN: Quais as principais atividades operacionais são desenvolvidas pela Polícia Militar do Estado de São Paulo?
Cel. PM Alencar: Somente neste ano, de janeiro a outubro, apreendemos mais de 180 toneladas de drogas, prendemos 95 mil pessoas na prática de crimes, apreendemos 6 mil armas de fogo e recuperamos 27 mil veículos produtos de furto ou roubo.
Os resultados só foram possíveis graças ao trabalho de todos os policiais militares que atuam no Radiopatrulhamento (com viaturas 4 e 2 rodas), Forças Táticas, Rocam, Ronda Escolar, Policiamento de Trânsito, Policiamento com bicicletas, Policiamento a pé, Bases Comunitárias de Segurança e Móveis, Policiamento de Choque, Cavalaria, Canil, Policiamento Ambiental, Policiamento Rodoviário, Batalhões de Ações Especiais, Policiamento com Helicópteros, Policiamento com Embarcações, além de toda estrutura de logística e tecnologia que dá suporte às atividades operacionais.
Destacando também o brilhante trabalho realizado pelo Corpo de Bombeiros, que só neste ano (até o mês de julho) atendeu 232 mil ocorrências, com quase 104 mil vítimas. Foram mais de 24 mil ocorrências de incêndio e mais de 31mil salvamentos.
JSZN: Uma das grandes preocupações da população é com a violência, como solucionar o problema no Estado?
Cel. PM Alencar: Em primeiro lugar, cumpre ressaltar que a violência está intrinsecamente associada às questões sociais, e que não tem solução simples e única. A PMESP é uma das instituições que atua nessa questão tão complexa que envolve toda a sociedade brasileira. Contudo, não nos afastamos de nossa responsabilidade, pois somos, sem dúvidas, uma das principais engrenagens no combate à violência.
No Estado de São Paulo podemos afirmar, sem sombras de dúvidas, que as estratégias adotadas pela Polícia Militar ao longo de mais de 2 décadas foram fundamentais para baixarmos todos os índices criminais, principalmente aquele que afligia a comunidade mais carente nas periferias, que é o homicídio.
No fim da década de 1990 os índices de homicídio na Capital e em outras cidades populosas no Estado estouravam de forma epidêmica, com cerca de 34,18 vítimas por 100 mil habitantes (1998). Hoje, a situação é completamente outra e o Estado de São Paulo tem índices menores que 8 vítimas por 100 mil habitantes em 2020.
Tal case de sucesso merece ser estudado pois é único no mundo e está atrelado às ações específicas de novas doutrinas implementadas na Instituição, como a Polícia Comunitária, Método Giraldi de Tiro Policial, Gestão pela Qualidade, critérios objetivos de distribuição do policial no terreno e nas unidades policial-militares, treinamento contínuo, aquisição de armamentos mais modernos, adoção de técnicas não letais. Todas essas ações redundaram na redução dos homicídios em 44%, conforme apontado pelo estudo do IPEA.
Com certeza, a meta de toda instituição de segurança pública é zerar os números de homicídios e demais crimes. Com a Polícia Militar não é diferente, ela sempre buscará esse objetivo e temos convicção que a Polícia Militar ainda tem muita a fazer nesse sentido.
JSZN: Qual a importância do desenvolvimento da Polícia Militar no Estado de São Paulo?
Cel. PM Alencar: A Polícia Militar paulista é referência para todo o Brasil. Nos últimos anos acompanhamos o enorme avanço tecnológico em nossa sociedade e não ficamos para trás! Adquirimos 149 drones operacionais para utilizar no policiamento, que estão distribuídos em 86 núcleos no Estado, com mais de 400 policiais habilitados em operar os equipamentos.
Em 1° de agosto passado, consolidamos mais um importante avanço tecnologico a favor das ações de polícia ostensiva e preservação da ordem pública. Após estudos pormenorizados e inovadores, a PMESP efetivou a aquisição e utilização de forma estruturada de câmeras operacionais portáteis - COP (body cam). Em uma primeira fase são 585 COPs distribuídas em 3 unidades na Capital, com objetivo de:
• Melhorar a prova colhida pelos policiais militares no local dos fatos, facilitando o entendimento da dinâmica dos fatos no local dos fatos;
• Dar maior transparência e legitimidade à prestação de serviços;
• Mitigar possíveis conflitos entre agente e cidadão uma vez que a câmera exerce poder dissuasório e apaziguador;
• Funcionar como ferramenta auxiliar do treinamento policial-militar, na medida em que os vídeos e áudios captados poderão ser utilizados nas salas de aula como estudos de caso voltados à capacitação dos profissionais de polícia.
Paralelamente, a PM abriu licitação internacional para a aquisição de mais 2.500 câmeras até o final do ano, de modo a ampliar o uso da tecnologia para outras regiões do Estado.
As evidências digitais captadas são armazenadas em nuvens de inteligência artificial, com certificação internacional, com rigoroso sistema remoto de gerenciamento e custódia por escalões de supervisão credenciados, que poderão auditar os áudios e vídeos, bem como controlar a qualidade dos serviços prestados. Não há possibilidade de alterar, editar, copiar ou excluir os arquivos captados pelas câmeras.
O sistema também propicia links de acesso seguros e rastreáveis a outros usuários com competência de apuração e investigação em inquéritos e processos, tais como o Poder Judiciário, Ministério Público, Polícia Civil e Polícia Técnico-Científica.
Foram, ao todo, seis anos de muitos testes e trocas de experiência com outras polícias internacionais (Nova York, Los Angeles, Londres, Berlim e Bogotá), objetivando incorporar o que há de mais moderno e seguro no mercado tecnológico internacional, agora à disposição da população paulista.
A Polícia Militar está investindo também na aquisição de equipamentos de menor potencial ofensivo. Exemplo disso foi a recente aquisição de 1.250 armas de incapacitação neuromuscular e do início do pregão internacional para a compra de mais 5 mil destas armas. Também foram adquiridos 60 mil espargidores de agentes químicos.
A prioridade do Comando da Instituição é com a proteção da vida e da integridade física das pessoas, bem como com o bem estar do policial militar, que é o nosso recurso mais valioso. As metas são a redução contínua dos índices criminais, e a potencialização da presença policial ostensiva, com a aproximação comunitária por meio de diversas ações, além da valorização do policial e a entrega de um serviço de qualidade cada vez maior aos brasileiros de São Paulo.
JSZN: Como a população pode colaborar com a Polícia Militar?
Cel. PM Alencar: A população é a nossa maior e melhor fonte de informação. Isso vai desde a vítima de um crime que aciona a PM, por meio do telefone 190 e/ou registra o ocorrido em Boletim de Ocorrência, ao cidadão que testemunhou um fato ou observou uma situação estranha e faz a denúncia à PM.
Todas nossas ações são planejadas com base nas informações do Sistema de Inteligência das polícias, as quais são abastecidos pelas informações dos acionamentos 190, registros de ocorrências, Disque Denúncia, informações da comunidade por meio do Policiamento Comunitário, das reuniões de Consegs, Programa de Vizinhança Solidária, entre outros.
JSZN: Um dos principais programas da Polícia Militar é o programa Vizinhança Solidária?
Cel. PM Alencar: A PMESP tem como um de seus objetivos estratégicos "Ampliar a aproximação da Polícia Militar com a sociedade", pois, entende que este é um caminho adequado para fazer valer os seus princípios organizacionais e valores, melhorando a qualidade da interação com a sociedade, consolidando sua característica de liderança policial para que se cultive a cultura de paz na qual o senso de corresponsabilidade de todos esteja presente de forma natural e voluntária. Nesse sentido, o PVS se mostra como uma ferramenta adequada ao proporcionar a facilidade de integrar a PMESP e a comunidade, em diferentes cenários, pela busca de um objetivo comum. Na Capital são 1.037 núcleos do Programa Vizinhança Solidária, 220 na região metropolitana e 2.093 no interior e litoral, somando-se 3.350 núcleos no Estado.
JSZN: Qual a importância da integração entre as polícias Civil, Militar, Científica, GCM e o Judiciário?
Cel. PM Alencar: A Segurança Pública é uma engrenagem, que envolve tanto as polícias, quanto outros órgãos como Ministério Público, Poder Judiciário, as administrações públicas, e como já abordamos, a própria população.
Para obtermos bons resultados é imprescindível a integração das polícias com todos esses órgãos, desde a investigação e detenção do criminoso, até no compartilhamento de informações por meio dos Sistemas de Inteligência. É indiscutível que as ações realizadas em conjunto apresentam resultados mais consistentes.
No Comando da PMESP tenho investido e incentivado essa atuação em conjunto com os outros órgãos de Segurança Pública.
Realizamos no mês passado, 15 a 17 de setembro, a Operação Divisa Integrada, em conjunto com a Polícia Civil de São Paulo, Polícia Rodoviária Federal e Polícias do Estado do Paraná, em uma forte fiscalização na divisa dos dois Estados.
JSZN: Como o Sr. analisa a pandemia de coronavírus no Brasil?
Cel. PM Alencar: Logo após eu ter assumido o Comando da PM em 10 de março, tivemos os primeiros casos de contaminação por Covid no Brasil e a decretação do Isolamento Social, em 24 de março, e todas as medidas que se desencadearam posteriormente. É uma situação inusitada, pois a última participação da Força Pública em condição semelhante ocorreu no início do século 20 durante a propagação da “gripe espanhola”. A nossa principal preocupação neste momento é com a saúde das pessoas, incluindo nossos policiais militares, porém sem esquecer a segurança pública, o que exigiu de todos nós uma adaptação rápida e eficaz para a manutenção do policiamento em todo Estado. Em prazo curto de tempo nosso objetivo foi preparar e cuidar de nossos policiais para que eles pudessem cuidar das pessoas.
JSZN: Quais medidas estão sendo adotadas pela PM para combater a Covid-19?
Cel. PM Alencar: Adotamos todas as medidas necessárias para garantir a proteção dos policiais militares acerca da Covid-19, como a aquisição e distribuição de novos equipamentos de proteção individual (EPI). Foram distribuídas máscaras faciais, luvas descartáveis e álcool em gel para todos os policiais militares. Paralelamente à entrega dos EPIs, as viaturas e as sedes da PM passam por desinfecção e higienização.
As operações Servir e Proteger, já no início da pandemia, foram direcionadas aos locais de abastecimento tais como supermercados, farmácias e postos de combustíveis, únicos estabelecimentos em funcionamento na fase crítica.
Programas específicos de policiamento, como escolar, trânsito e outros foram remanejados para o policiamento ostensivo, o que fez com que as equipes policiais chegassem rapidamente aos locais de ocorrência, aliando a isso as ruas sem movimento e sem trânsito.
Transmitimos mensagens de conscientização quanto aos cuidados de higiene pessoal, distanciamento social, informações sobre os sintomas da doença por meio dos alto-falantes das nossas viaturas.
Contribuímos com ações humanitárias de arrecadação e doação de alimentos, organizamos barreiras policiais, onde os policiais realizavam abordagens educativas, orientando a população sobre os riscos do contágio e as medidas necessárias para evitar a contaminação.
A Polícia Militar se manteve atuante e presente o tempo todo, realizando o policiamento preventivo em todo o Estado.
Os policiais militares que apresentaram sintomas da Covid-19 receberam atendimento médico em nossas unidades de saúde localizadas em todo o Estado, além, do próprio Hospital da Polícia Militar, situado na Capital.
Em relação aos nossos policiais militares a preocupação e providências foram prioridade. O Hospital da Polícia Militar foi reestruturado para atender essa nova demanda. Foi instalada uma UTI exclusiva para atendimento de pacientes com a Covid.
Foram realizados testes rápidos nos policiais militares e seus familiares, além de aferição diária da temperatura e saturação de oxigênio.
JSZN: Qual a importância das mídias regionais, em especial o jornal Semanário da Zona Norte, no contexto de segurança pública?
Cel. PM Alencar: O grande diferencial das mídias regionais é a proximidade com seu público, nesse quesito o Semanário se destaca. Abordando uma grande variedade de assuntos e interagindo com seu público, é um excelente veículo de comunicação. O Semanário apresenta o trabalho das instituições e presta um serviço de qualidade ao seu público leitor. Eu particularmente acompanho todas as publicações do Semanário.
Para a Polícia Militar é imprescindível o trabalho das mídias regionais como mecanismo de orientação e investimento na prevenção primária.
JSZN: O senhor tem algum dado a acrescentar? Alguma ação que queira explanar?
Cel. PM Alencar: Sim, a Polícia Militar, como instituição de segurança pública, tem na preservação da vida o seu objetivo principal. A letalidade policial, embora possível e aceita diante de uma criminalidade tão violenta como a brasileira, é um resultado não desejado pela Instituição.
Dessa forma, após alta no primeiro semestre da letalidade policial em São Paulo, desenvolvemos uma série de medidas para reverter essa tendência de alta. Em que pese o confronto ser uma opção do criminoso, a nossa instituição tem o dever de buscar soluções para o tema tão precioso para a sociedade e democracia.
Assim, foram tomadas medidas pontuais:
1. Criação da Comissão de Mitigação de Não Conformidades, instalada em nível de comando regional, com o objetivo de identificar não conformidades e ajustar protocolos de atuação e procedimentos operacionais padrão para evitar o evento morte em novas ocorrências, aproveitando a força da nossa matriz de treinamento para difundir rapidamente as orientações a todo o efetivo operacional. Além disso, o Comando reuniu os níveis de supervisão e lideranças da Instituição para discutir a questão e propor soluções num processo de gestão participativa. O confronto independe do policial, pois é opção do criminoso, mas o foco da Polícia Militar consiste em preparar cada vez melhor o policial para lidar com este cenário, desenvolvendo e aperfeiçoando técnicas e investindo em equipamentos para mitigar o resultado morte.
2. Depuração interna, a partir de um sistema de disciplina que é referência no serviço público. Exemplo disso foi o aumento de 35% na quantidade de policiais militares presos em flagrante pela própria Instituição, no primeiro semestre (de 17 para 23 presos, na comparação com igual período de 2019). Os mecanismos de supervisão foram reforçados, com destaque especial para a atividade de polícia judiciária militar aplicada e exercitada em cada comando local. O resultado morte é indesejado e deve ser tratado com muita seriedade, isolando-se cada caso para que seja investigado e analisado com muito rigor. Em cada uma das ocorrências com resultado morte a Polícia Militar desloca uma estrutura gigantesca, com o comparecimento necessário e obrigatório do Comandante do Batalhão, que é a autoridade com competência investigativa, além do comandante de Companhia, do tenente de serviço e, claro, de técnicos da Corregedoria.
3. Acompanhamento do policial envolvido em ocorrências de alto risco por profissionais do Sistema de Saúde Mental da Polícia Militar, partindo-se da premissa de que o resultado morte é excepcional e não é uma decorrência natural do trabalho de policiamento, exigindo, assim, uma atenção dedicada e exclusiva. A atenção com a saúde mental do policial também passa pelo acompanhamento em situações do dia a dia, para que consiga lidar bem com o estresse natural da profissão.
4. Investimento na aquisição de equipamentos de menor potencial ofensivo: 1.250 armas de incapacitação neuromuscular e do início do pregão internacional para a compra de mais 5 mil destas armas. 60 mil espargidores de agentes químicos. A redução do uso da força proporcional e legítima de uma polícia é resultado da qualidade do seu treinamento e do emprego técnico de seus equipamentos e recursos.
Dessa forma, os resultados que obtivemos são muito bons e animadores! A quantidade de confrontos com resultado morte envolvendo policiais militares em serviço vem caindo de maneira consistente no Estado de São Paulo desde o mês de junho, quando reduziu 20,3% na comparação com o ano de 2019. Considerando-se os meses de junho, julho, agosto e setembro, a redução é de 20,09%, com 214 mortes registradas em 2019, contra 171 neste ano. O resultado alcançado no mês de setembro de 2020 é o menor obtido desde julho de 2016.
Confira os dados:
Na comparação com a média dos cinco primeiros meses do ano, a redução é ainda mais significativa, ficando em 44,9%.
Presenças
Algumas pessoas que estiveram presentes em homenagem ao comandante-geral da Polícia Militar, cel. PM Fernando Alencar Medeiros e ao subcomandante cel. PM Marcus Vinicius deram seus depoimentos em relação à iniciativa do jornal Semanário da Zona Norte em apresentar novas lideranças à sociedade.
Para o subcomandante do Comando da Policia Militar do Estado de São Paulo, cel. PM Marcus Vinicius “o Semanário da Zona Norte é um jornal catalisador dessas lideranças comunitárias e das forças vivas da sociedade. Essa interação é fundamental porque fortalece principalmente a Polícia Comunitária”.
Já para o chefe de gabinete do Comando Geral da PM, cel. PM Vanderlei Ramos “ é muito importante esta iniciativa do diretor João Carlos Dias, hoje em homenagem ao comandante-geral da Polícia Militar , cel. PM Fernando Alencar Medeiros. A equipe do jornal e o João conseguem fazer uma integração das forças de segurança que nós mesmos como integrantes não conseguimos. João Carlos dá espaço neste grande veículo de comunicação da Zona Norte para as forças de segurança levarem o que fazem, que é proteger pessoas. O jornal não se preocupa em divulgar as ocorrências e sim a parte institucional da entidade. Nós temos uma dívida eterna com o Semanário da Zona Norte”.
Para o comandante-geral da Academia do Barro Branco, cel. PM Alexandre Monclus Romanek “ o Semanário da Zona Norte é um jornal espetacular e tem uma grande abrangência. É uma honra para nós do Poder Público participar dos eventos e toda a área jornalística. Essa integração une forças em prol do bem estar da comunidade”.
De acordo com o vice-almirante Sergio Fernando de Amaral Chaves Junior, comandante do 8º Distrito Naval, “essa integração é muito importante porque temos a oportunidade de conhecer pessoas novas e que têm influência na cidade. É uma honra estar aqui presente”.
Para o secretário-executivo da Polícia Militar do Estado de São Paulo, cel. PM Álvaro Camilo, “primeiramente quero parabenizar o João Carlos por essa iniciativa. É uma oportunidade ímpar de congregar as pessoas, e mais que isso, agradecer aqueles que fazem a diferença na vida de outras pessoas. O João tem um grande prestigio na Zona Norte. É sempre um prazer encontrar todos”.
Para o procurador de justiça, Sérgio Turra “ é muito importante este papel do Semanário da Zona Norte de aproximação com todas as autoridades e de várias forças policiais. Hoje prestigiando o comandante-geral da Polícia Militar, cel. PM Fernando Alencar Medeiros e o subcomandante cel. PM Marcus Vinicius. Para nós é algo gratificante e retornar a esta casa é ainda mais gratificante”.
Para o cel. PM Ricardo Gambaroni, superintendente do Ipem-SP, “ essas reuniões do jornal acontecem sempre para a melhoria do serviço prestado à população. A grande discussão aqui são as parcerias que podem ser feitas para entregar o melhor serviço para a sociedade. Hoje temos a Marinha do Brasil, Aeronáutica, polícias Militar, Civil e Científica, e Guarda Civil Metropolitana, autoridades do Ministério Público e Judiciário numa reunião sem intenções políticas ou partidárias”.
Já para o cel. PM Leandro Gomes Santana “o trabalho desenvolvido pelo Semanário da Zona Norte e pelo João Carlos Dias é essencial para que uma sociedade organizada promova avanços. A qualidade da interação que o João sempre propicia favorece a tomada de decisões nos diversos segmentos que estão envolvidos. Temos que agradecer a iniciativa e a persistência do Semanário em contribuir para uma sociedade organizada e pacífica em todos os seus aspectos. E esse é o trabalho desenvolvido pela Polícia Comunitária”.
Para o presidente do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo, cel. PM Clovis Santinon, “quero parabenizar o João Carlos Dias pelos encontros que ele realiza e hoje em homenagem ao comandante-geral da Polícia Militar, cel. PM Fernando Alencar Medeiros e ao subcomandante cel. PM Marcus Vinicius. A PM é a maior polícia do país e tem um efetivo que supera a Aeronáutica e Marinha, inferior apenas ao Exército Brasileiro”.
Para o subprefeito de Santana/Tucuruvi, Alexsandro Peixe Campos “o encontro é importante pois reúne todos os formadores de opinião e autoridades locais para o desenvolvimento da região. Ninguém faz nada sozinho e um precisa do outro. É um privilégio poder reencontrar vários amigos”.
Para a inspetora superintendente Elza Paulina de Souza, comandante da Guarda Civil Metropolitana”, acredito que isso é fazer política, ou seja, é quando colocamos num mesmo ambiente várias lideranças para compartilhar conhecimento, informações, e acima de tudo, reforçar os laços do que cada instituição faz. Quem ganha com isso é a sociedade”.
Para o superintendente da Polícia Técnico-Científica, Mauricio Rodrigues da Costa, “gostaria de cumprimentar o João e dizer que o jornal representa para a acidade de São Paulo uma referência. E esse convívio entre as pessoas é fundamental para a melhoria da população e também trazer soluções para a região”.
Já para o chefe de Inteligência da Polícia Militar, cel. PM Paulo Henrique Fontoura Faria, “essa inciativa é muito importante para a PM pois é uma oportunidade que temos de nos apresentarmos para a comunidade. Muitas vezes o nosso serviço é anônimo. Então, o Semanário possibilita que a população nos conheça”.