Na coluna anterior ressaltamos a importância do voto e que ele deve ser exercitado pelo eleitor na perspectiva do interesse coletivo e não meramente com base nas expectativas pessoais. Ou seja, o voto deve levar à decisão do que é melhor para o País, expressando a vontade da maioria.
Passado o primeiro turno das eleições, o sistema eleitoral brasileiro apresenta a possibilidade de o eleitor decidir entre os dois melhores classificados. Ocorre, na verdade, uma nova eleição restrita a dois concorrentes, que, invariavelmente, se antagonizam em suas propostas.
Essas propostas, agora, é que devem embasar a decisão do eleitorado, que escolherá as que lhe pareçam mais adequadas para a governança do Estado e do País.
O que queremos para nosso Estado? O que queremos para nosso País? Quais propostas realmente têm condições de resolver, superar ou minimizar os problemas econômicos e sociais que vivenciamos?
A reflexão do eleitor, nesse momento que se aproxima, deve dar resposta à indagação sobre qual candidato é portador de propostas que possam trazer melhores condições para o País e o Estado, em termos de desenvolvimento, segurança pública, saúde, educação, preservação de direitos de cidadania, estabilização da economia e geração de empregos.
Várias delas poderão ser implementadas por iniciativa do próprio governador ou presidente, mas não se pode deixar de considerar que outras tantas anunciadas pelos candidatos exigirão a atuação do Poder Legislativo. E isso nos leva a outra ponderação: o candidato conseguirá criar o ambiente político necessário para a aprovação de seus planos e projetos?
Os Parlamentos nacional e estaduais já estão formados e a atuação parlamentar no próximo ciclo terá papel fundamental para debater problemas cruciais da sociedade brasileira e as decisões, certamente, afetarão a vida de todos.
Portanto, o eleitor já possui elementos para aferir – e decidir – se as propostas não são meras promessas de campanha, ou melhor, se são efetivamente exequíveis e se reúnem condições para aprovação pelas Assembleias Legislativas e pelo Congresso Nacional.
A hora da decisão está chegando!
Sergio Turra Sobrane - Professor universitário e membro do Ministério Público de São Paulo.