O termo feminicídio surgiu na década de 1970 com o fim de reconhecer e dar
visibilidade à discriminação, opressão, desigualdade e violência sistemática contra as mulheres.
O termo referido utilizado pela primeira vez pela feminista Diana Russell no
Tribunal Internacional de Crimes contra Mulheres, realizado na cidade de Bruxelas,
na Bélgica em 1976 e foi retomado nos anos de 1990, para ressaltar a não
acidentalidade da morte violenta de mulheres.
Os casos de femicídio no Brasil aumentou consideravelmente nos últimos meses. De acordo com levantamento do Laboratório de Estudos de Feminicídios (LESFEM), o país registrou 1.153 feminicídios entre janeiro e julho deste ano. O equivalente a 2,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
As principais causas deste crescimento alarmante são: a violência doméstica, a cultura machista, a desigualdade de gênero, o acesso a armas, a negligência da justiça e o aumento de álcool e drogas.
A orientação é para que as vítimas com medida protetiva sempre notifiquem as autoridades caso o agressor descumpra a ordem judicial. Além disso, registrar um boletim de ocorrência já na primeira agressão.
Nestes casos, procure imediatamente os Centros de Referência de Atendimento à Mulher. Esses espaços de acolhimento oferecem atendimento psicológico e social, orientação e encaminhamento jurídico à mulher em situação de violência.
Preserve sua vida!