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Quinta-feira, 23 de Abril 2026

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Faça uma composteira

Colunista *José Renato Nalini

Faça uma composteira
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O mundo desperdiça mais de um bilhão de toneladas de alimentos a cada dia. 80%, no âmbito doméstico. A falta de educação disseminada em “deixar comida no prato”. Sintoma cruel e paradoxal de nossa civilização em crescente déficit ético: bilhões passam fome, bilhões jogam comida fora.  

Ainda não se faz a separação racional dos dejetos: resíduos orgânicos de um lado, resíduos secos de outro. Mas aquele que tem consciência pode cuidar melhor daquilo que joga fora: restos de comida, folhas, bagaços, caroços. É só formar uma composteira.  

A composteira doméstica é uma solução simples e eficiente para transformar resíduo orgânico em adubo e reduzir a quantidade de lixo destinada a aterro. Os modelos mais indicados são os que usam minhoca na decomposição da matéria orgânica, processo denominado vermicompostagem. Leva de 60 a 90 dias.  

Em geral, a composteira doméstica tem 3 compartimentos empilhados e com furos. Isso permite a passagem de ar, líquidos e minhocas entre os níveis. Os resíduos são colocados na caixa superior. De preferência picados, para facilitar o trabalho das minhocas. Quando a caixa de cima ficar cheia, basta trocá-la pela do meio. Não é preciso transferir as minhocas. Elas sobem sozinhas pelos furos, em busca de comida.  

Dá para manter uma composteira até em apartamento, desde que fique em local arejado, protegido da chuva e do sol, vez que as minhocas são sensíveis ao calor. Não é qualquer resíduo orgânico que pode ser colocado na composteira: carnes, fezes de pets, papel higiênico usado não deve ser depositado. Mas pode frutas, legumes, verduras, cereais, grãos, sementes, cascas de ovo, sachês de chá, pães, bolos, cogumelos, borra e filtro de café. Em pequena quantidade, frutas críticas, alimentos cozidos, laticínios, guardanapos, papel-toalha, flores, ervas aromáticas, líquidos e temperos fortes, como alho, cebola e pimenta.  

Vale a pena colaborar para a redução das emissões poluentes em nossa cidade. E você ainda contribui para a salvação das minhocas, das quais as mais indicadas são as californianas, que se alimentam de matéria orgânica fresca e têm manejo fácil. Procure saber mais e seja ecológico e responsável. Isso não é impossível e basta um pouco de força de vontade.  

*José Renato Nalini é Reitor da Uniregistral, docente da Pós-graduação da Uninove e Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo. 

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