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Colunista José Renato Nalini

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A USP consegue levantar o moral abatido de quem se preocupa com uma situação brasileira periclitante. Recebeu bom investimento do governo estadual, o que autoriza a concluir que ampliará a sua área de atuação, principalmente com a atenção voltada aos mais carentes. 
Além disso, ela própria noticia que vai investir no espaço remanescente de Mata Atlântica preservado desde 1942 na Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira, campus Butantã da USP.
São cento e dois mil metros quadrados de floresta nativa, um fragmento que é um dos derradeiros nesta insensatez de concreto chamada São Paulo. Considerada reserva florestal de proteção permanente em 1973, resistiu à sanha dendroclasta que tem caracterizado quase todos os ambientes urbanos. 
Todos a conhecem como “Reserva” ou “Matinha” do Instituto de Biociências, que agora planeja integrá-la e cometer-lhe saudável utilização como laboratório natural. Além de servir para aprimorar o aprendizado das ciências biológicas, servirá para evidenciar como é importante a preservação para garantir a saúde física e a mental. Propiciará caminhadas, observação da flora e da fauna, interação com o que resta de natureza numa conurbação que parece ter esquecido como era este território antes da invasão do bicho-homem.
Surgirá, se tudo der certo, um novo parque-floresta urbano. Deve inspirar outras entidades, empresas, clubes, até pessoas físicas, a adotarem áreas degradadas para reflorestamento e devolução compensatória a um ambiente que só tem sido degradado, maltratado e destruído.
O melhor é que o Instituto de Biociências aliou-se à Escola Politécnica da USP, o que permitirá compreender, de maneira abrangente e integral, como é que funciona uma reserva inserta dentro do perímetro urbano. Para isso, instalar-se-ão sensores que coletarão os índices do nível de conservação e preservação da mata, para aferir o quanto ela produz de carbono. Com os resultados e a experiência adquirida, outros fragmentos florestais de São Paulo também poderão ser monitorados, pois haverá um projeto piloto amparado por base científica sólida.
O espaço conta com lago artificial, alimentado por um afluente do Rio Pinheiros, também objeto de ressurreição, prevista para 2022. Boas novas e bons exemplos. Precisamos disso como de oxigênio para respirar. 

*José Renato Nalini é Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e Presidente da ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS – 2021-2022.

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