A Grande São Paulo enfrentou na noite de domingo, dia 10 de março e na manhã de segunda-feira, 11 de março, um caos completo com prejuízos, mortes e muito trânsito devido ao temporal que caiu na capital e no ABCD paulista. Mais uma vez o descaso tomou conta da maior metrópole do país contabilizando mortes e prejuízos irrecuperáveis. Ao menos treze pessoas morreram, sendo sete vítimas por afogamento e seis por soterramento ou deslizamento de terra. De acordo com o balanço do Corpo de Bombeiros, as mortes foram registradas nos municípios de Ribeirão Pires, São Caetano do Sul, Santo André, Embu das Artes, São Bernardo do Campo e na capital paulista.
A tempestade não poupou nem mesmo o comércio que segundo levantamento da Fecomercio, entidade do setor, o prejuízo foi de R$45 milhões na capital paulista e na região do ABCD. Os setores mais atingidos foram os supermercados, farmácias, lojas de artigos esportivos, livros e revistas, e vestuários. A água também invadiu montadoras como a Mercedes Benz situada na região de São Bernardo do Campo. Shoppings tiveram o funcionamento interrompido por causa da queda de energia elétrica e pela falta de funcionários, como o Shopping Park São Caetano e os shoppings Central Plaza e Mooca Plaza.
O caos que se instalou na Grande São Paulo não é novidade. O problema das enchentes passou a ser algo comum na vida da população. Infelizmente, todo o ano é a mesma coisa, entre os meses de janeiro e março, os noticiários são tomados por problemas relacionados às chuvas e inundações de casas e ruas.
A tempestade é um fenômeno comum na natureza, porém as tragédias poderiam ser evitadas sem não fosse a negligência e a falta de responsabilidade das autoridades que ao invés de aplicaram as verbas destinadas às enchentes, utilizam para outros fins.
A chuva realmente é um fenômeno natural, mas se os órgãos públicos como as prefeituras e os governos estaduais tivessem se planejado para receber este tipo de acontecimento, nada disso teria ocorrido.
Estratégias simples e de baixo custo teriam minimizado os impactos causados pelas chuvas nesta semana. Citamos com o exemplo a instalação de sistemas de drenagem capazes de evitar o acúmulo de água, além da devida limpeza, conservação e fiscalização de áreas de risco como a realização de obras de saneamento, desentupimento de galerias da rede pluvial, limpeza de bueiros e bocas de lobo.
Como é triste ver os estragos causados por enchentes e os prejuízos que a população vem enfrentando, tendo por conta a negligência das autoridades competentes. Nós cidadãos, devemos saber que o Poder Público é pago para resolver esses problemas. As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos devem responder pelos danos e prejuízos causados, segundo consta na Constituição da Republica Federativa do Brasil.
* Diretor responsável do jornal Semanário da Zona Norte