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Terça-feira, 17 de Fevereiro 2026

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É melhor FALAR com ela...

Magoou e “ficou de mal”

É melhor FALAR com ela...
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Numa daquelas briguinhas de casal, ele se sentiu ofendido, magoou e “ficou de mal”: decidiu não falar mais com ela! Sabia que, gostando como ela (e, praticamente todas as mulheres...) gostava de conversar, seria um tremendo castigo! É que ele havia lido em algum lugar que o homem conta com cerca de 7.000 vocábulos comunicacionais para usar em um dia, enquanto a mulher dispõe de uns 4.000 a mais, aí por volta de 11.000, e que, ao fim do dia, ele já esgotou seu “estoque”, ao passo que ela ainda tem alguns milhares para gastar... com ele!

O que não se põe em dúvida é que, de fato, a mulher tem muito mais disposição para falar do que o homem. Ninguém melhor do que quem teve um casal de filhos para constatar isso, como eu próprio. Minha filha Gisele começou a falar antes de completar um ano! Aos dois, já dominava um vasto vocabulário. Certa feita, quando estava com dois anos e meio, ela e minha mulher me acompanharam a Agudos, onde eu fora proferir uma palestra. Ficamos hospedados em uma casa. À tarde, Tereza foi dar banho na menina, em uma banheira branca, que tornava a água bem clara, transparente. Gisele então disse, com todas as letras: “Olhe, mamãe, esta água não tem poluição”. A dona da casa, admirada, perguntou-lhe: “Você sabe o que é poluição, menininha? ”, ao que ela, com naturalidade, respondeu: “Sim, poluição é detrito, é sujeira na água!” Pronto. Bastou para que ela chamasse as filhas e ficassem conversando com ela como se fosse gente grande! Já o Ricardo... com mais de dois anos ainda não falava a não ser umas poucas palavras (hoje, em compensação, fala tanto que resolveu entrar na política, e é pré-candidato a deputado estadual).

Mas voltemos ao casal às turras.

Tendo sono pesado, e precisando levantar bem cedo no dia seguinte – mas sem querer “dar o braço a torcer” e falar com a mulher – escreveu numa folha de papel, e colocou no criado mudo, do lado dela: “Tenho compromisso sério amanhã cedo; me acorde às 6 horas”. (Assim seco, bem em “homines”, sem por favor, bjs. nem nada...). Dormiu tranquilo, nádegas opostas. Foi acordado por uma luz que entrava pela fresta da janela. Deu um pulo, olhou no relógio: 9 horas!

Atônito, aturdido, pasmo, leu na mesma folha de papel, que agora estava sobre seu criado mudo:

 

* Consultor, comunicador, jornalista, palestrante

e-mail: jboliveira@jbo.com.br

J. B. Oliveira

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