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Sábado, 31 de Outubro 2026
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E agora, Luiz e Flávio?

Está consumado: presidente reeleito, o desafiante derrotado e mais quatro anos pela frente, clima acirrado de situação e oposição

E agora, Luiz e Flávio?
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Está consumado: presidente reeleito, o desafiante derrotado e mais quatro anos pela frente, clima acirrado de situação e oposição. A disputa teve lances lamentáveis, de ambas as partes, promessas vãs lançadas ao ar e, como se observados por gigantesca arquibancada, lances disputados parecendo clássico do futebol e suas torcidas furiosamente organizadas.

O objetivo dos adversários tem o nome de Brasil, que mesmo sendo um só povo e falando o mesmo idioma, dividiu-se no embate feroz. O tempo regulamentar esgotou-se, teve prorrogação e um pênalti marcado em cima da hora na decisão do jogo. A diferença é que, no apito final, o time vencedor tem que deixar a grande torcida contente e de forma unânime. Portanto... e agora Luiz? e agora Flávio? A nova etapa promete ser ruidosa. De um lado, o Executivo precisando do aval do Congresso para conseguir ter projetos aprovados. Acontece que o jogo não é de torcida só. A do contra, com maioria do Legislativo, vai gritar, vaiar e enterrar a ética para, com seus zagueiros truculentos, conter os a atacantes. O juiz não será o da Fifa, mas do Supremo Tribunal Federal, intimidado pela ameaça de impeachment, previsto na Constituição, com risco dele mesmo receber implacável cartão vermelho.

Entre pontos ganhos e perdidos, gols anulados por um Var sempre ameaçador, as oscilações vão se assemelhar ao campeonato brasileiro, também com diferenças mínimas. A diferença no placar é que o torcedor, já vitimado por uma amarga gente polarizada, que se trata como desafeta, utilizando inconcebíveis práticas violentas. Entre elas, o vandalismo, como se tudo fosse tolerável por se tratar de jogo sujo. Resultado: as torcidas que agem no estilo de facções, como se tudo o que fazem pudesse ser justificável como fruto de paixão à beira da psicopatia. Daí a grande rejeição para Luiz e para Flávio e cartão amarelo erguido por quem admira o verdadeiro jogo e não uma sangrenta luta de boxe.

O Brasil está olhando. Acabar com a Polícia, como se prometeu, e mudar de opinião de maneira tão radical como transformar água em vinho, calando os próprios atônitos seguidores, ou prometendo fazer milagres inexequíveis na economia, na saúde do Sus com impossível padrão Einstein: o torcedor majoritário – o povo – foi tratado nesse cenário com sua inteligência mais do que subestimada. Um espetáculo deprimente. É isso, sem tirar nem por. E agora?

*Percival de Souza Jornalista e escritor

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