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Quarta-feira, 22 de Abril 2026

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Distimia

Colunista Marco Antonio Garcia

Distimia
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Distimia quer dizer mau humor constante.  É um estado de depressão crônico, constante, porém leve, podendo durar anos ou pela vida toda, pode surgir na infância, adolescência e perdurar por toda existência. Também conhecida como TDP (Transtorno depressivo persistente). É um estado de espírito de quem não está bem disposto para a vida, desgostoso com tudo e reclamando e se irritando com tudo.
O indivíduo é visto pelos outros como negativista, “mal humorado” e pessimista, são ansiosos, se irritando com tudo e com todos, com frustrações, desânimos pela vida, sem energia vital, com baixo astral; tem problemas com o apetite, com o sono, sem concentração, fadiga constante, dificuldade de tomar decisões. São pessoas exigentes, perfeccionistas, impacientes, com autoestima baixa, muito críticas consigo e com os outros, têm dificuldades de se relacionar, evitam ir a festas, podem ter dificuldades profissionais dependendo da profissão. Muitos a veem como pessoas “chatas”, para se relacionar, ficando muitas vezes solitárias, e tidas como queixosas de tudo, como aquele personagem do desenho, a hiena Hard, que dizia, “oh vida, oh dias , oh azar”. 
Muitas vezes pode parecer características da personalidade, sendo chamadas de preguiçosas, vagabundas e mandrionas, mas é preciso ter paciência e orientar essas pessoas, podendo ser distimia que pode ser leve ou mais grave, e é muito sofredor.
E quanto mais reclamam, pior ficam, não é verdade?
Muitos fatores podem potencializar a distimia, como: 
Problemas familiares entre pais e irmãos; fatores hereditários de depressão; repressão, alcoolismo, ter doente incapacitante na família, estresse extremo, podendo causar fobias ou pânico, doenças graves na infância ou adolescência. 
Pode acometer crianças, adolescentes e adultos, sendo mais comum em mulheres do que em homens.
Precisa ser diagnosticada e tratada com psicoterapia e medicamentos antidepressivos no início, até que a pessoa possa ter o controle sobre a doença. O importante é reconhecer e aceitar a doença, e procurar ajuda para superar ou como saber lidar com o problema, ser mais forte, tendo energias para superar as dificuldades e não se entregar. 
Muitas vezes não há cura, mas controle da doença. Sendo a busca para a individuação e o equilíbrio energético.
Quem se identificar, busque ajuda, e ajude quem estiver com distimia, pois é sofredor este estado.
A vida é dura, mas é bela...

Marco Antonio Garcia
Psicólogo  e psicoterapeuta.

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