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Sábado, 12 de Setembro 2026
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Direito de resposta: O doutor Luiz Flávio Borges D’urso faltou com a verdade!

Um texto eivado de inverdades

Direito de resposta: O doutor Luiz Flávio Borges D’urso  faltou com a verdade!
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No início deste mês, publicou o dr. Luiz Flávio Borges D’Urso um texto eivado de inverdades! Como conheço há muuuuuuuuuuitos anos esse advogado paulistano – e como sou também advogado – senti-me no indeclinável dever de exercer o direito de resposta, visando resgatar a verdade!

Historiando: embora já nos conhecêssemos, o dr. D’Urso e eu nos aproximamos mais em 1992. Eu fazia, na ADESG – Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, o Curso de Política e Estratégia e havia escolhido para o Trabalho de Conclusão de Curso o tema “Privatização de Presídios”. Sabedor de que o dr. Luiz Flávio dominava o assunto, fui entrevistá-lo em seu escritório, então na rua Dr. Rodrigo de Barros. Após conversarmos longa e agradavelmente, saí com ricos subsídios para o TCC.

Nesse mesmo – distante – ano de 1992, fui eleito presidente do Conselho Comunitário de Segurança do Centro de São Paulo, e quem integrou nossa diretoria como secretário foi, para honra nossa, o dr. Luiz Flávio. Mais tarde, a seu convite, participei várias vezes do programa por ele apresentado na TV OAB, e gravado na suntuosa sede do Nacional Club.

Tempos depois, em frente à Faculdade de Direito do Largo São Francisco, encontrei-o. Com o sorriso e cordialidade que o caracterizam, falou-me que estava, na gestão do amigo comum dr. Rubens Approbato Machado, presidindo a Comissão do Jovem Advogado. Concitou-me a me aproximar mais da administração e emendou convite para que eu proferisse palestra sobre oratória na Ordem. Atendi-o, de bom grado.

Então, veio o momento em que, por decorrência natural de sua liderança, a Advocacia Paulista o queria como seu Presidente! Fui dos primeiros a procurá-lo, e lhe disse: “Não sei quais serão os outros postulantes ao cargo, mas você é o meu candidato”! Aí, espontaneamente, um arrojado grupo de colegas-líderes se, formou, criando o chamado “Núcleo duro”, que – fiel à minha formação militar – preferi chamar de “Estado-Maior de Campanha”. Quando, sem ter o que criticar no candidato D’Urso, um adversário acusou-o de ser “jovem demais” para o cargo, respondi: “Se ser jovem é um mal, é um mal que o tempo cura...!” Eleito, teve gestão tão marcante que se reelegeu duas vezes, permanecendo por 9 anos no cargo. Acompanhei-o como conselheiro e presidente da Comissão de Relações Corporativas e Institucionais. Fiz também as vezes de Mestre de Cerimônias em algumas solenidades, e a locução do vídeo institucional da Secional. Ao longo desse tempo, ouvi-o falar em público incontáveis vezes. Sempre bem!

Esta sinopse mostra quanto conheço o dr. Luiz Flávio Borges D’Urso, e quão autorizado me sinto para afirmar que sua declaração “Eu não nasci para falar em público” é absolutamente inverídica, falsa e mentirosa! Ele nasceu, sim, para falar em público! Ou em particular; na Ordem ou na sociedade; em debate ou em entrevista; em réplica ou em tréplica; em juízo ou fora dele!

Na verdade, ele é um exímio orador, que domina, como poucos, tanto a Eloquência quanto a Retórica!

* Consultor, comunicador, jornalista, palestrante

e-mail: jboliveira@jbo.com.br

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