O mundo civilizado tem noção do que significa o aquecimento global. Tanto que uma coalizão Internacional formada pelos Estados Unidos, Reino Unido, Noruega e empresas privadas, disponibilizam verbas para frear o desmatamento, principal fonte de emissões de gases do efeito estufa.
Chama-se coalizão LEAF, da palavra em inglês que significa “folha’ e cujo nome oficial, “lowering emissions by acellerating forest finance” se traduz por diminuição de emissões por meio de aceleração de financiamento florestal. Começou com um bilhão de dólares, mas segundo John Elkington, o “pai” da sigla ESG, atingiria um montante de 70 trilhões de dólares, considerada a urgência no projeto global de descarbonização do planeta.
Estão prontas a investir no Brasil, empresas como Amazon, Airbnb, Bayer, Boston Consulting Group, GSK, McKinsey, Salesforce e Unilever, dentre muitas outras. Isso lembra o Fundo Amazônia, ao qual o Brasil tinha direito antes da recusa do governo em aceitar contribuição da Noruega e Alemanha. Acontecerá o mesmo agora?
Para merecer esse dinheiro internacional, é preciso que o Brasil se ajuste ao mecanismo REDD, sigla para Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação florestal, além de conservar e aumentar estoques de carbono florestal e manejo sustentável de florestas.
Sem resultados tangíveis, o Brasil continuará privado de participar desse grande projeto de salvação da humanidade. A coalizão aferirá o que o Brasil fez nesse sentido, comparando a média das emissões a cada 5 anos e também avaliando aspectos sociais. Haverá consulta aos povos indígenas antes de assinatura de qualquer acordo. E o que dirão as etnias ameaçadas e hostilizadas por garimpeiros ilegais e por invasores de suas terras demarcadas?
Tudo indica ser o momento de singular protagonismo dos governos subnacionais, Estados-membros e municípios, além do empresariado, universidade e academia, para que nosso país retome a saudável rota de representar a mais promissora nação ecológica no século 21.
Dinheiro para quem fizer a lição de casa
Colunista José Renato Nalini
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