O número de pessoas com 60 anos ou mais subiu para 15,1% em 2022 afirma o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2012, o percentual era de 11,3%. E de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) esse público chegará a 2 bilhões até 2050; isso representará um quinto da população mundial. Pela primeira vez na história, haverá mais idosos do que crianças no planeta.
Os dados servem de alerta para que o governo e a sociedade se preparem para essa nova realidade não tão distante. O avanço da medicina e a melhora na qualidade de vida são as principais razões dessa elevação da expectativa de vida em todo o mundo. Apesar disso, ainda há muita desinformação sobre as particularidades do envelhecimento e o que é pior: muito preconceito e desrespeito em relação às pessoas da terceira idade, principalmente nos países pobres ou em desenvolvimento. No Brasil, são muitos os problemas enfrentados pelos idosos em seu dia a dia: a perda de contato com a força de trabalho, a desvalorização de aposentadorias e pensões, a depressão, o abandono da família, a falta de projetos e de atividades de lazer, além do difícil acesso a planos de saúde são os principais. As mulheres são ainda mais afetadas, porque vivem mais tempo e, em geral, com menos recursos e menos escolaridade. Diante desse quadro, o governo brasileiro precisa elaborar, o mais rápido possível, políticas sociais que preparem a sociedade para essa mudança da pirâmide populacional.
Aproveitamos o Dia Nacional do Idoso, comemorado no Brasil no dia 1º de outubro, para refletirmos essas questões tais como seus direitos e dificuldades.
Para envelhecer com dignidade existem garantias aos direitos dos idosos que fomentam a sua valorização. Dessa maneira, torna-se uma prioridade social, conforme o art. 3.º da Lei 10.741/2003, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.
Feliz Dia Nacional do Idoso!