O Ministério da Justiça publicou recentemente um levantamento sobre o aumento dos imigrantes no Brasil e seu impacto na economia brasileira.
De acordo com a pesquisa, o número de imigrantes no Brasil cresceu 24,4% entre 2011 e 2020. Atualmente, existem aproximadamente 1,3 milhão de imigrantes residentes no país. Eles injetam US$ 3 trilhões a mais na economia global. A contribuição para a economia global se dá devido a força do trabalho. E cada vez mais, essa questão vem sendo debatida por especialistas.
São várias culturas e etnias encontradas em nosso país. Citamos como exemplo os imigrantes italianos, alemães, franceses, libaneses e japoneses.
Neste ano de 2023, comemoramos 115 anos da chegada dos primeiros imigrantes japoneses em território brasileiro.
No dia 18 de junho de 1908, desembarcou do navio japonês Kasato Maru, no Porto de Santos, 165 famílias de origem japonesa.
As primeiras famílias que aqui desembarcaram eram formadas, sobretudo, por pessoas oriundas do norte e sul do Japão, de áreas pobres que desenvolvia a agricultura. Esse grupo de camponeses veio para o Brasil com intuito de trabalhar no desenvolvimento da cultura do café (produto mais importante da época) na região oeste do Estado de São Paulo.
Atualmente, estima-se que haja mais de um milhão de nipo-brasileiros, cuja maioria reside nos estados de São Paulo e do Paraná. O reduto dos japoneses aqui em São Paulo encontra-se na região da Liberdade. Lá encontramos centenas de lojas e restaurantes típicos do Japão.
Os descendentes de japoneses chamam-se nikkei, sendo os filhos nissei, os netos sansei, os bisnetos yonsei, e assim por diante. Os nipo-brasileiros que mudaram-se para o Japão em busca de trabalho e lá estabeleceram residência, a partir do fim dos anos 80, são denominados dekasseguis.
Aproveitamos a data para conhecer um pouco mais da cultura japonesa e sua contribuição positiva para o Brasil. O Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil situado Rua São Joaquim, 381, na Liberdade, é um espaço onde encontramos documentos, fotos, jornais, microfilmes, livros, revistas, filmes, vídeos, discos LP, quadros de pinturas, utensílios domésticos e de trabalho, além dos tradicionais kimonos. O museu possui um acervo de mais de 97.000 itens que registram a história desses imigrantes aqui no Brasil.
Idealizado pelos imigrantes pioneiros preocupados com a preservação e transmissão de sua história às gerações seguintes, o Museu foi inaugurado em 1978, após ampla campanha de arrecadação de recursos no Brasil e no Japão, e vem sendo administrado pelo Bunkyo.
O jornal Semanário da Zona Norte parabeniza todos os imigrantes e descendentes de japoneses que residem no Brasil e fazem parte da cultura e riqueza do nosso país.