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Sexta-feira, 23 de Janeiro 2026

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Dia do Repórter

16 de fevereiro

Dia do Repórter
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Ele fareja a informação, sempre em busca de uma boa reportagem. Para a tarefa, não mede esforços. Com a pauta na mão, entrevista as fontes, pesquisa os dados e checa tudo o que pode servir na hora de redigir a matéria. Já adivinhou de quem estamos falando? Não? Então vamos dar mais uma dica. No início de carreira, ele é chamado de “foca”, que significa profissional inexperiente no cargo, novato, recém-saído da faculdade. Aquele que se deslumbra com as primeiras tarefas que recebe; que deixa passar detalhes importantes. Com o tempo ele vai largando aos pouquinhos a vida de “foca” para se aventurar na profissão com as próprias pernas. Estamos falando do repórter, responsável pela elaboração das notícias que serão veiculadas em jornais, revistas ou em programas jornalísticos de rádio e televisão. Desde a fase de pesquisa até a redação. Tem também o repórter que não redige as matérias, mas se encarrega de abastecer o veículo de comunicação com imagens do fato a ser noticiado. É ele o repórter fotográfico, se trabalha em jornal impresso, e cinematográfico, caso atue em televisão. E o repórter de internet, responsável por escrever para sites de conteúdo. Para ser um repórter, é recomendável primeiramente cursar a faculdade de jornalismo. Depois, é pernas pra que te quero e bom trabalho.

Informação

A informação é um bem público e, por isso, deve passar por uma triagem que garanta a sua plena veiculação, atendendo a interesses públicos. Por isso, o repórter deve ser um profissional guiado pela ética e preocupado com a veracidade das notícias que circulam. O processo de criação de uma reportagem, além de criativo, tem uma técnica que parte do princípio de um público diverso que terá contato com tais informações. Dessa maneira, o repórter deve escrever de maneira simples, que se aproxime de uma população inteira, mas que não seja simplista, respeitando as regras gramaticais e semânticas. O jornalismo nasceu na mídia impressa, mas hoje se estabelece em diversos meios de mídia eletrônica. Portanto, o repórter pode trabalhar tanto no rádio como na televisão e, ultimamente, até mesmo na internet. Na elaboração de notícias para divulgação, o repórter deve priorizar a atualidade da notícia, assim como divulgá-la com objetividade, desvinculando o jornalismo da literatura. A ética do repórter não está ligada somente com a precisão e veracidade da informação, mas também com o respeito à privacidade, intimidade, honra e imagem das pessoas. Documentos como a Declaração da Unesco proclamam os princípios essenciais em que assentam a liberdade de imprensa e o direito à informação. Neles se reconhece que o direito à informação, à livre expressão e à crítica fazem parte das liberdades fundamentais do ser humano; que o direito dos cidadãos à informação precede o conjunto dos deveres e direitos dos jornalistas; que a responsabilidade dos jornalistas para com o público se sobrepõe a qualquer outra responsabilidade, em particular perante os seus empregadores e os poderes públicos, e que a missão de informar comporta limites que os próprios jornalistas devem, espontaneamente, impor a si próprios.

Um pouco de história

Entre as primeiras formas de jornalismo escrito destaca-se a transmissão de notícias em cartazes colocados nos lugares públicos, sistema encontrado nas antigas civilizações egípcia, babilônica, grega e romana, e que sobrevive ainda hoje nos jornais murais da China ou no Jornal do Poste, em São João Del Rei, Minas Gerais. Entre os escritos mais antigos com as características jornalísticas de variedade, atualidade e periodicidade, aparece o Acta Diurna Populi Romani, um boletim oficial criado por Caio Júlio César (100-44 a.C.), que mostrava notícias sobre jogos, batalhas, cerimônias religiosas, atividades no Senado, incêndios e outros assuntos, e era afixado em uma tábua branca - o álbum - no muro da residência de César.

Em 1440, Johannes Gensfleisch Gutenberg (1394-1468), tipógrafo alemão, inventou os tipos móveis, revolucionou o processo de comunicação em uma época de crescimento acentuado de cidades e desenvolvimento do comércio por toda a Europa. Entretanto, ele jamais poderia imaginar que o seu invento beneficiaria o mundo da forma tão marcante como aconteceu, porque a partir do momento em que a impressão de livros se tornou mais fácil, a publicação de obras científicas, culturais, políticas, religiosas e de outros gêneros, cuja leitura ficara até então restrita à clausura dos mosteiros, permitiu que o conhecimento chegasse a um número cada vez maior de pessoas, o que, por sua vez, acabou fazendo surgir a necessidade de que outras formas de narrativa escrita fossem criadas. Como os livros tratavam do passado, do que havia ficado para trás, criou-se então o jornal, veículo informativo usado para relatar acontecimentos recentes, ligados ao dia a dia das pessoas. A partir daí, o termo imprensa deixou de ser apenas a “máquina impressora” e passa a designar os meios de comunicação de massa.

Como no início do século 17 o número de pessoas interessadas nas notícias havia aumentando consideravelmente, os impressores da Inglaterra, da Alemanha e Países Baixos combinaram a troca, entre si, de notícias desses lugares, como forma de atender a seus clientes, de modo que as publicações começaram a aparecer regularmente em diversas cidades europeias. Em 1650, mais de 150 anos depois da invenção de Gutenberg, surgiu na Antuérpia o primeiro semanário regular, o Nieuwe Tydingen, mas os primeiros jornais, propriamente dito, foram o semanário Frankfurter Journal, fundado em 1615, a Gazette van Antwerpen, em 1619, o Weekly News, em 1612, e a Gazette de France, em 1621.

Daí em diante a imprensa cresceu sempre mais, desdobrou-se em segmentos que hoje mantém o público inteirado dos acontecimentos ocorridos no mundo praticamente no momento em que eles acontecem, adquiriu personalidade própria tanto em sua forma austera como sensacionalista, sempre amparada no trabalho desenvolvido pelos repórteres, aqueles que procuram as notícias onde elas estejam, e sem os quais desapareceria o que de mais importante existe nos agrupamentos sociais, que é a informação atual sendo transmitida de maneira correta e confiável. Para homenagear os valorosos e nem sempre valorizados caçadores de fatos, foi instituído o Dia do Repórter, cuja data de comemoração é 16 de fevereiro.

Em seu livro Elementos do Jornalismo, editado em 2003, seus autores, Bill Kovach e Tom Rosenstiel, elaboraram uma lista com nove itens considerados fundamentais para o exercício da profissão de jornalista: a primeira obrigação do jornalismo é a verdade; sua primeira lealdade é para com os cidadãos; sua essência é a disciplina da verificação; seus profissionais devem ser independentes dos acontecimentos e das pessoas sobre as que informam; deve servir como um vigilante independente do poder; deve outorgar um lugar de respeito às críticas públicas e ao compromisso; tem de se esforçar para transformar o importante em algo interessante e oportuno; deve acompanhar as notícias tanto de forma exaustiva como proporcionada; seus profissionais devem ter direito de exercer o que lhes diz a consciência.

Dentro deste contexto, a figura do repórter merece destaque. Personagem que surgiu com a chegada dos jornais impressos, o repórter é o responsável por trazer aos leitores as últimas notícias do que acontece aqui, ali e acolá. Hoje eles estão presentes em todas as mídias, seja o jornal, a TV, o rádio, e até mesmo a internet.

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