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Sábado, 30 de Maio 2026
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Aquecimento Global, Mudanças Climáticas: Estratégias para o Futuro

Aquecimento Global, Mudanças Climáticas: Estratégias para o Futuro
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Na condição de arquiteto e urbanista, considero de suma importância trafegar por este tema tão atual: “Aquecimento Global, Mudanças Climáticas: Estratégias para o Futuro”.

Como coordenador do programa “Adote uma Praça” na subprefeitura Vila Maria/Vila Guilherme nos últimos 8 anos, viemos desenvolvendo seminários na Semana do Meio Ambiente com o encontro de cooperantes que adotam praças na nossa região.

Este programa foi recentemente atualizado através do decreto 61.170 de 12 de março de 2022, tem como premissa oferecer à sociedade a possibilidade de adotar áreas públicas municipais ajardinadas, com metragem até 20.000m2.

Esta parceria entre poder público e sociedade civil, na região da subprefeitura Vila Maria/Vila Guilherme, conta com 40 áreas verdes adotadas, entre praça rotatórias ajardinadas, bicos de praças e canteiros centrais.

Neste ano realizaremos o 5º evento do Dia Mundial do Meio Ambiente com o 5º Encontro de Cooperantes do Programa Adote uma Praça, no auditório do campus da Uninove Vila Maria, no próximo dia 2 de junho, a partir das 19h.

Trata-se de uma estratégia para o futuro das próximas gerações, “sensibilizar para conscientizar”, através de um percurso de longa data iniciado no final dos anos 70, desde o nosso curso de Arquitetura e Urbanismo na FAU Braz Cubas, em Mogi das Cruzes; e assim se vão 47 anos de atuação dentro de um projeto de vida no qual me reconheço como “um agente secreto”: atuante dentro de uma estratégia a qual denomino ecoparticipação, visão global, ação local.

As questões atualmente abordadas pelo título deste artigo — Aquecimento Global, Mudanças Climáticas: Estratégias para o Futuro — já vinham sendo discutidas nos anos 70, quando da criação do “Dia da Terra”, em 1970, pelo senador democrata americano Gaylord Nelson.

Quando da Conferência de Estocolmo em 1972, primeira grande reunião da ONU sobre meio ambiente, a qual marcou a entrada oficial da crise ecológica na agenda política global e resultou no nascimento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), também ocorria a formação do conceito do ecodesenvolvimento por Ignacy Sachs, que trabalhou na organização daquela conferência.

Ecodesenvolvimento que, anos depois, daria origem à expressão desenvolvimento sustentável. Teorias sociológicas apontam que ocorrem consonâncias entre pessoas de diferentes partes do planeta, etnias e classes sociais, consonâncias estas que orbitam as mesmas ideias, o que aparentemente confirma a existência do que chamam de “inconsciente cultural”.

Discorrer sobre este ponto neste momento configura-se de suma importância para que possamos constatar que, ao mesmo tempo que estas personalidades aqui apresentadas discutiam sobre a crise ambiental planetária, este agente secreto, como aqui me apresento, vinha especulando, nos seus 20 anos de idade, temas correlatos aos do senador democrata americano Gaylord Nelson, aos do secretário-geral da Conferência de Estocolmo, Maurice Strong, e aos do economista e ecossocioeconomista Ignacy Sachs.

Isso se deu através da produção de uma monografia com o título: “Apropriação dos Bens da Natureza”... “Com que Direito nos Apropriamos dos Bens da Natureza, sem Considerarmos o que Deve por Direito ser Devolvido a Ela?”.

Este foi o principal postulado apresentado naquela monografia, na disciplina de Planejamento Urbano, ministrada pelo professor arquiteto Júlio Maia, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo no primeiro semestre de 1979.

Nós também, apesar de bem jovens, já demonstrávamos a nossa preocupação quanto ao estado de coisas que vínhamos percebendo em relação aos gargalos socioambientais com os quais viríamos a nos defrontar num futuro não muito distante.

O que me surpreende e me deixa radiante é que estamos trafegando na mesma órbita ideológica, catalisados por uma sinergia vetorial onde cada agente é um vetor que se propõe a concretizar ações socioambientais, não se importando com a envergadura delas, a curto, médio e longo prazo, de forma continuada, transferindo o bastão da ambição ecologicamente necessária para as próximas gerações.

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