Oratória é a arte de falar em público de forma estruturada e deliberada, com a intenção de informar, influenciar, ou entreter os ouvintes. A oratória refere-se ao conjunto de regras e técnicas adequadas para produzir e apresentar um discurso e apurar as qualidades pessoais do orador.
Na Grécia Antiga e em Roma a oratória era estudada como componente da retórica, ou seja, a composição e apresentação de discursos, e era considerada uma importante habilidade na vida pública e privada. Aristóteles e Quintiliano estão entre os mais conhecidos autores clássicos que estudaram o tema. A oratória tem sido essencial no catolicismo, na política.
Na oratória, como em qualquer forma de comunicação, existem cinco elementos básicos a considerar, muitas vezes expressos como “quem diz - o quê - a quem - por que meio - com que efeitos?”. O propósito de falar em público pode variar, da simples transmissão de informações, à necessidade de motivar as pessoas a agir ou, simplesmente, contar uma história. Os bons oradores devem ser capazes de alterar as emoções dos seus ouvintes e não apenas informá-los. Entre as personalidades que ficaram famosas pelos dotes como grandes oradores estão Demóstenes, Cícero, Padre António Vieira e Winston Churchill.
História
O primeiro treino para falar em público ocorreu no antigo Egito.
A primeira obra grega sobre oratória, escrita há mais de 2000 anos, assentava nos princípios extraídos da prática e experiência de oradores das cidades-estado da Grécia antiga. Na Grécia Antiga e em Roma a oratória era estudada como componente da retórica, ou seja, a composição e apresentação de discursos, e era considerada uma importante habilidade na vida pública e privada. Aristóteles e Quintiliano estudaram a oratória. Durante a Idade Média e o Renascimento a oratória foi enfatizada como parte da educação na artes liberais.
A arte de falar em público foi desenvolvida inicialmente pelos gregos e ficou registada nas obras da antiguidade clássica. Na vida pública de então cada pessoa falava em seu próprio nome, e não existiam representantes de um cliente ou um círculo, por isso qualquer cidadão que quisesse ter sucesso no tribunal, na política ou na vida social tinha de aprender técnicas de falar em público. As técnicas eram ensinadas primeiro pelos auto-intitulados “sofistas”, conhecidos por cobrar taxas para “tornar forte o mais fraco argumento”, e treinar os seus alunos para serem “melhores”. Platão, Aristóteles, e Isócrates desenvolveram teorias sobre oratória em oposição aos sofistas, e as suas ideias foram instituídas à medida que surgiram escolas onde a arte de falar em público era ensinada. Mais tarde a cultura grega de treino para falar em público foi adotada na íntegra pelos romanos.
Com a ascensão política da República Romana, oradores romanos copiaram e modificaram as técnicas gregas de falar em público. Sob a influência romana, a instrução na retórica desenvolveu-se num currículo completo, incluindo a instrução em gramática (estudo dos poetas), exercícios preliminares (progymnasmata), e preparação de discursos públicos (declamação) em ambos os géneros forense e deliberativo.
O estilo latino foi fortemente influenciado por Cícero, e envolveu uma forte ênfase em numa educação abrangente em todas as áreas de estudos humanísticos (nas artes liberais, incluindo a filosofia), bem como sobre o uso da esperteza e humor para apelar às emoções do ouvinte e em digressões (frequentemente utilizadas para explorar temas gerais relacionados com o tema específico do discurso).
No Império Romano, embora menos central para a vida política do que nos dias da República, a oratória manteve-se importante no direito, e tornou-se (sob os novos sofistas) uma importante forma de entretenimento, com oradores e declamadores famosos a obterem grande riqueza e prestígio pela suas habilidades.
O estilo latino foi a principal forma de oratória no mundo até o início do século 20. Após a Segunda Guerra Mundial, começou uma depreciação gradual deste estilo. Com a ascensão do método científico e a ênfase num estilo “claro” e coloquial de falar e escrever, até a oratória formal se tornou menos refinada e ornamentada, embora ainda hoje os políticos possam progredir ou regredir nas suas carreiras com base no sucesso ou insucesso dos seus discursos. Abraham Lincoln, Adolf Hitler, Marcus Garvey, John F. Kennedy e Bill Clinton, todos devem grande parte do seu sucesso aos seus dons oratórios.
A oratória faz bem
Em um estudo realizado há algum tempo, discutindo os piores e mais assustadores medos do ser humano, o número de entrevistados que revelou temer falar em público foi absurdamente maior do que o número daqueles que disseram ter medo da morte. O medo de enfrentar uma plateia é algo que poucas pessoas tem a coragem ou a disposição de fazer. O bom orador é mais feliz. Ele é mais requisitado por seus amigos e colegas de trabalho. Ele aproveita as oportunidades que são apresentadas e consegue assim realizar mais do que a pessoa comum. Tudo isso nos leva a crer que este tipo de pessoa tem uma vantagem muito grande em relação aos outros, mas apesar disso isto não significa que ela tenha um dom natural, pois falar bem é um resultado da experiência.
E Para isso há no mundo contemporâneo grande oradores, que transmitem todo seu conhecimento e experiência e bem perto de nós citamos JB Oliveira, um verdadeiro ícone da oratória, que tem ajudado milhares de pessoas nos cursos ministrados por ele e por meio dos livro de sua autoria, como “falar bem é bem fácil”, “como promover eventos - cerimonial e protocolo na prática” e ”inspiração” e “iluminação interior”.